Suporte Básico de Vida para Leigos é o nome da acção de formação organizada pela Associação de pais em conjunto com o Clube de Protecção Civil da Escola Secundária da Trofa. A primeira "lição" decorreu no passado sábado, na Escola Secundária da Trofa onde participaram pais, funcionários e professores.

   Reconhecer situações em que há perigo de vida eminente, saber pedir ajuda quando justificado e iniciar de imediato as intervenções que permitam manter a circulação e oxigenação dos órgãos nobres, até chegar a ajuda especializada é o objectivo do curso de Suporte Básico de Vida.

Neste sentido, a Associação de pais e o Clube de Protecção Civil da Escola Secundária da Trofa organizaram a primeira "lição" decorreu no passado sábado, na Escola Secundária da Trofa onde participaram pais, funcionários e professores.

Do curso fazem parte uma componente teórica e uma componente prática sobre os dois primeiros elos da cadeia de sobrevivência: a activação de meios de socorro e o Suporte Básico de Vida.

Entre pais, funcionários e professores, participaram nesta formação cerca de 30 pessoas que desenvolveram competências para uma correcta prestação de ajuda em situações de perigo eminente.

"Era premente fazermos esta acção de formação, é um tema sempre actual, porque como cidadãos temos direito à assistência e para isso temos de saber como prestá-la", referiu José Campos, enfermeiro e membro da Associação de Pais e do Clube de Protecção Civil da Escola. A adesão superou a expectativas da organização que num primeiro momento dirigiu o curso "aos educadores, aos auxiliares de acção educativa, porque são as pessoas que estão todos os dias com os alunos e os primeiros a estar com eles se alguma coisa de mal lhes acontecer. Quanto aos alunos também terão formação, mais tarde", explicou.

António Sousa, coordenador do Clube de Protecção Civil, explicou ao NT que "para além do simulacro de incêndios, como clube, temos de estar atentos também à formação de pessoas, pessoal docente e não docente e também membros da associação de pais, e numa segunda fase, também os alunos, para que todos estejam preparados para qualquer situação de perigo".

Dos cinco enfermeiros presentes, António Lopes ficou responsável pela apresentação da componente teórica e já ao intervalo comentava: "as pessoas estão muito interessadas no curso e atingimos os objectivos que estavam propostos, de num primeiro momento avaliar uma situação e pedir socorro de forma adequada".

Sendo esta a única forma de ensinar as pessoas a prestar os primeiros socorros correctamente, António Lopes é da opinião de que "as escolas são o local ideal para a formação cívica", esperando que em breve estes cursos de Suporte Básico de Vida possam ser apresentados aos alunos.

Quanto à importância desta aprendizagem, o enfermeiro lembrou que "cinco minutos em que não se faça nada é de mais, e numa situação de paragem respiratória, se nada for feito atempadamente não temos condições minimas para recuperar uma pessoa com capacidades de trabalho e vida social. Neste sentido, esta formação pode fazer a diferença para que os doentes cheguem ao hospital em condições de sobreviver".