A Escola Profissional Forave promoveu um debate sobre a relação entre as escolas profissionais e as empresas, com o propósito de dar a conhecer ao público as vantagens que podem surgir desta parceria.

O auditório da Escola Profissional Forave encheu-se, no dia 25 de outubro, de alunos e de empresários para assistirem ao debate “A escola profissional e as empresas – uma relação em que todos ganham”. Numa altura em que a palavra crise se encontra nas “bocas do mundo”, a Forave quis mostrar aos seus parceiros que os alunos dos cursos profissionais desta escola podem vir a ser uma mais valia para o futuro das suas instituições. “Esta iniciativa pretende juntar parceiros na formação, ou seja a Forave e as empresas, para dar a conhecer a escola, as relações que estabelecemos com as empresas e o que podemos ganhar com isso. A Forave é uma escola que nasceu há 21 anos de uma associação para a educação do Vale do Ave e que tem um objetivo: formar para a empregabilidade e de acordo com as necessidades do concelho e da região. Numa altura de crise temos de escolher percursos educativos que sejam uma mais valia para os jovens e para os adultos de modo a fornecer-lhes empregabilidade e, consequentemente, contribuirmos para o crescimento económico do nosso país, que tanto precisa”, asseverou a diretora pedagógica da Forave.

Manuela Guimarães escolheu a dedo os palestrantes para este evento. Uma das convidadas falou sobre “Redes de cooperação entre escolas profissionais, empresas e universidades”. “A professora Luísa Orvalho atualmente é professora da Faculdade de Educação Psicológica (FEP) da Universidade Católica, mas é acima de tudo é uma pessoa muito ligada à Forave. Hoje está aqui na qualidade de coordenadora da mesa e como elemento do SAME (Serviço de Apoio à Melhoria das Escolas) para falar da relação entre escolas profissionais, e empresas onde todos ganham”, adiantou.

 

Atualmente, esta escola profissional sediada em Lousado tem cerca de 270 alunos e tem cursos destinados a jovens e também a adultos. “Neste momento temos vários níveis de ensino, por exemplo temos jovens que estão no nível 2 do curso de Apoio Familiar e à Comunidade, temos também uma turma de eletromecânica de equipamentos industriais e depois temos os cursos técnicos de nível 4, onde contamos com os seguintes cursos: técnicos de gestão, curso de processamento e controlo da qualidade alimentar, cursos de manutenção industrial e também de eletrónica, automação e comando. Falando de adultos temos também formação a nível 2 e 4 que representam, respetivamente, equivalência ao 9º e 12º ano. A Forave entrou no nível 5, estamos a falar de uma especialização tecnológica que permite aos interessados prosseguirem para o ensino superior”, acrescentou

A docente da Universidade Católica, Luísa Orvalho, considera que existe no mercado um grande défice de técnicos intermédios qualificados e que por isso faz todo o sentido continuarem a existir escolas profissionais. “Estas têm como principal missão formar os técnicos intermédios altamente qualificados de que o nosso país tanto necessita e que ainda hoje continuam a faltar no mercado”, afirmou a palestrante.

Nesta palestra estiveram presentes representantes da Mabor, do grupo Metalcon e da Frezite que fizeram questão de dar o seu “ Testemunho de boas práticas”.

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