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Edição 781

Folha Liberal: O IMI e o orçamento da Câmara da Trofa

“Não é por vivermos melhor que os nossos vizinhos que pagamos uma taxa mais elevada de IMI! Então porque será? Porque é preciso pagar as despesas!”

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Na sua última edição, o Jornal “O Notícias da Trofa” afirmava que o Município da Trofa terá em 2023 a taxa de IMI mais elevada da Área Metropolitana do Porto e a 5.ª mais elevada a nível nacional.
A minha primeira reação a esta notícia foi: quem quer viver na Trofa, só por viver na Trofa já deve pagar mais, porque a Trofa é um excelente município para viver! E é, para alguém como eu, nascido e criado na Trofa. A Trofa é uma boa terra, de gente boa.
Mas não me parece que seja essa a justificação.
Segundo o ranking da Bloom Consulting, um ranking que existe desde 2014 e que ordena os municípios segundo vários critérios (Negócios; Visitar; Viver) a Trofa encontra-se no lugar número 90, tendo caído, em 2022, seis posições em relação a 2021 e 16 em relação a 2014.
Outro dado muito interessante deste estudo é que no critério “para viver”, a Trofa, que estava em 2014 na posição 49 surge em 2022 na posição 90 (uma queda de 41 lugares).
Se atendermos às acessibilidades, verificamos que também não estamos muito bem: Trânsito caótico, diariamente, tanto na EN 14 como na EN 104. O Metro é uma miragem… resta-nos o comboio.
Quanto à água e saneamento, não estamos muito melhor que os concelhos vizinhos (embora paguemos mais por esses bens e serviços); recolha seletiva de resíduos… não há. Quando é preciso fazer alguma obra, ela é feita com rapidez? Também não (que o digam os moradores na Rua D. João VI e Rua Afonso de Albuquerque, na cidade da Trofa); talvez culturalmente sejamos um concelho melhor que os vizinhos… Nem isso! Não há uma sala de cinema; não há uma sala de teatro…
Em resumo, não é por vivermos melhor que os nossos vizinhos que pagamos uma taxa mais elevada de IMI! Então porque será?
Porque é preciso pagar as despesas!
O orçamento da Câmara Municipal prevê um aumento da despesa de cerca de quatro milhões e meio de euros (4.472.944,71€) passando a despesa total a ser de quase 60 milhões de euros (59.237.179,41€), o que reflete um aumento de 8,17% em relação a 2022. E só é assim (“tão pouco”), porque a despesa de capital (despesas que alteram o património duradouro da autarquia – os investimentos) desce mais de dois milhões de euros (2.161.659.99€).
Se olharmos para as despesas correntes, estas aumentam mais de seis milhões e duzentos mil euros (6.219.782,24€), o que representa um aumento de quase 25%, praticamente a mesma proporção em que aumentam os salários, mais de dois milhões e cem mil euros (2.131.048.50€). Já a aquisição de bens e serviços correntes aumenta uns estonteantes 35% (mais de quatro milhões de euros).
Sei que muitos, ao ler esta crónica, dirão que estes aumentos se devem à transferência de competências na área da educação e da saúde… duvido bastante, já que, quanto à saúde, o próprio orçamento prevê uma despesa de menos de trinta e seis mil euros (35.733,56€) e com a educação, relembro que a descentralização nessa área já começou em 2009 (como refere o próprio orçamento), pelo que, dificilmente justifica semelhante aumento de despesa.
Cá estaremos para seguir com atenção…
Portanto, caro leitor, o facto de se pagar uma taxa de IMI maior no concelho da Trofa não tem nada a ver com o facto de se viver melhor ou pior no concelho: tem só a ver com o facto das despesas terem de ser iguais às receitas nos orçamentos municipais. E se aumentamos a este nível as despesas, temos de aumentar as receitas, sejam as dos impostos como o IMI ou as das taxas, como água ou do saneamento, etc, ou com o recurso a empréstimos.
Também aqui, habituemo-nos!

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Edição 781

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Decorre o ano de 2023, está passado um pouco mais de um século desde o fim da Primeira Guerra Mundial que iria deflagrar, sobretudo, na Europa e marcar, profundamente, o futuro político, social e económico deste continente.

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Edição 781

Nova direção dos Bombeiros avança com investimentos de 900 mil euros

Luís Elias foi reconduzido na presidência da direção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Trofa para mais um biénio. Cabeça de lista da única lista candidata, avança para o terceiro mandato consecutivo no cargo, com investimentos que chegam aos 900 mil euros.

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Luís Elias foi reconduzido na presidência da direção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Trofa para mais um biénio. Cabeça de lista da única lista candidata, avança para o terceiro mandato consecutivo no cargo, com investimentos que chegam aos 900 mil euros. (mais…)

 

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