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Edição 776

Folha liberal: Não! Não era um orçamento liberal!

Muita gente, incluindo o nosso Primeiro-Ministro (com umas declarações inqualificáveis) adjetivaram este como sendo um orçamento liberal, tentando lançar a confusão nas pessoas e tentando que as pessoas associem o caos que se sucedeu à apresentação deste orçamento ao liberalismo e aos ideais liberais.

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Tradicionalmente, uma certa esquerda tenta colar aos liberais, intenções políticas que não correspondem à verdade, nomeadamente afirmando que os liberais querem acabar com o SNS, a escola pública e o estado social, o que não corresponde à verdade e as pessoas começam a perceber não corresponde à verdade.
Vem isto a propósito do malfadado miniorçamento pensado pelo governo da Senhora Truss, que quase levou o Reino Unido à falência. Muita gente, incluindo o nosso Primeiro-Ministro (com umas declarações inqualificáveis) adjetivaram este como sendo um orçamento liberal, tentando lançar a confusão nas pessoas e tentando que as pessoas associem o caos que se sucedeu à apresentação deste orçamento ao liberalismo e aos ideais liberais. Se analisarmos o orçamento, com olhos de ver, verificamos que o mesmo assentava em dois pontos principais: uma diminuição da receita e um aumento da despesa.
O Deutsche Bank fez as contas e chegou à conclusão que este orçamento geraria um défice equivalente a 230.000.000.000€ (230 mil milhões de euros), mais do que a quantia que o Reino Unido gastou com a pandemia de Covid-19. Naturalmente que os mercados reagiram em força a um disparate destes, levando à revogação do plano, à queda, primeiro, do ministro das finanças e, finalmente, do próprio governo do Reino Unido.
O que levou a que muitos associassem este orçamento aos liberais, e às políticas liberais, foi o facto de este orçamento prever uma descida dos impostos que chegaria aos 51.000.000.000€ (51 mil milhões de euros). Mas quando dizem que este é um orçamento liberal estão completamente errados e só o fazem, ou por ignorância ou por má fé, porque este orçamento não tem nada de liberal, já que os liberais defendem, e bem, a descida de impostos, mas mantendo as contas certas. Gastando menos e gastando melhor.
Por outro lado, dos tais 230.000.000.000€ de défice que se criaria, pouco mais de 22% seria gerado pela diminuição de impostos, os outros 78% seriam gerados por aumento de despesa. Quem defende o aumento da despesa nos orçamentos não são os liberais. São outras forças, tudo menos liberais.
Em resumo, este era um orçamento muito à esquerda, com um aumento de despesa “gigante” e que criava um défice elevadíssimo. Nunca vi os liberais defenderem estas políticas, mas estamos sempre a ver outras forças a defender isto “com unhas e dentes”.
Não vale a pena atirarem areia para os olhos das pessoas, até porque, continuo a dizer, há alternativas. Se querem saber o que é o liberalismo, nomeadamente económico, vejam o que se passa na Irlanda, que terá no próximo ano o menor défice de toda a União Europeia e que não quer receber mais impostos, mesmo quando outros países, como Portugal, os querem obrigar a cobrar mais impostos.
Há a possibilidade de se cobrar menos impostos, se o nosso governo e a nossa administração pública gastar o nosso dinheiro com o cuidado com que merece ser gasto o dinheiro dos contribuintes, se não gastarmos milhares de milhões com empresas como a TAP ou a Efacec, etc., mas não só. Trago aqui dois exemplos da forma como se desperdiça o dinheiro dos contribuintes em Portugal e que foram notícia esta semana: a Visão afirma que um lapso dos advogados que representam o Fundo de Recuperação de Créditos do Papel Comercial vai custar 300.000.000,00€ (300 milhões de euros), já que numa ação cível contra 59 antigos responsáveis do BES, estes advogados deixaram o processo adormecido durante seis meses… Ou o incrível caso relatado pela maioria dos órgãos de comunicação social de que há beneficiários dos “vistos gold” a receber os 125€ da ajuda do estado português.
Enquanto continuarmos a desbaratar o dinheiro desta forma, não é possível reduzir os impostos, mas há o outro caminho.

diamantino.costa@hotmail.com

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Memórias e Histórias da Trofa: Festividade do Sagrado Coração de Jesus em Guidões

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Nas próximas semanas, será inaugurada a Capela de Santa Barbará em Guidões, que representa um marco importante não só para a recuperação do seu património, mas também da sua identidade.
Uma capela ainda demolida no século XIX deixaria saudades na comunidade guidoense, sendo contudo apenas mais um dos elementos da sua religiosidade. Aconteceu numa fase da história em que os elementos da população eram extremamente devotos e claramente que a Igreja e a sua comunidade tinham um papel mais intenso na vida das comunidades.
A cultura popular/religiosa de Guidões é conhecida sobretudo pelas festividades em Honra de S. João, que conseguem fazer com que um elevado número de fiéis se desloquem a esta “pequena” freguesia para acompanharem as tradições religiosas como também profanas.
Mas, no final do século XIX, concretamente em 1896, eram anunciadas, em finais de julho, as festas em honra do Sagrado Coração de Jesus, sendo uma festividade com cunho claramente religioso se atendermos que as várias coberturas noticiosas colocam especial enfoque no programa religioso, enaltecendo e destacando a presença de vários confessores no dia anterior ao domingo festeiro.
As celebrações religiosas iriam ter especial importância, porque seria cantada “missa nova” que simboliza a ordenação de um novo sacerdote, um marco importante para a comunidade que tinha um filho da terra a adotar o caminho do sacerdócio, uma opção bastante respeitável.
O orador do sermão seria o padre de Cavalões, do vizinho concelho de Famalicão, que tinha uma presença habitual nas festividades da região, cumprindo com mestria as suas funções, o que fazia com que se destacasse entre os seus pares.
Os eventos pagãos eram desconhecidos, poderiam não ter um grande impacto logo não teriam grande destaque na imprensa, havendo referências apenas para a missa e também para a procissão que se ia realizar no final da eucaristia.
Um marco da história de Guidões, uma das tradições do futuro concelho da Trofa que o tempo fez questão de apagar, ou desvanecer nas brumas do tempo, que normalmente é o inimigo da história e da memória de um povo.

josepedroreis88@gmail.com

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José Alberto Reis, Rebeca e Nel Monteiro na festa de S. Romão

S. Romão do Coronado vai estar em festa em honra do padroeiro.

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S. Romão do Coronado vai estar em festa em honra do padroeiro. A romaria por S. Romão acontece de 18 a 20 de novembro e música não vai faltar, com José Alberto Reis, Rebeca e Nel Monteiro como cabeças de cartaz.
Na primeira noite, dia 18, o palco será de Marcus Lima e José Alberto Reis, com início dos espetáculos musicais marcado para as 21h30. A acompanhar, a comissão de festas vai oferecer ao público castanhas e vinho.
A manhã de 19 de novembro começa com o som estridente dos bombos de Santa Maria de Gémeos, grupo de Guimarães, que vão percorrer as ruas de S. Romão para anunciar a festa. À noite, a música será rainha com Rebeca e a Banda Festival, em palco até à sessão de fogo de artifício.
No domingo, dia 20, a Fanfarra de Vilar de Andorinho dá entrada no Largo do Seixinho, onde terminará a procissão, que parte às 15h00 da Igreja Paroquial. No final, será feita uma bênção dos capacetes, na Rua do Município.
O resto da tarde contará com espetáculos musicais de Nel Monteiro e Lean Cruz.

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