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Festival Vodafone Paredes de Coura 2014 1ºDia Foto-Reportagem

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A edição 2014 do Festival Paredes de Coura começou na noite de ontem, tendo as honras de abertura cabido à portuense Capicua. Este ano a inauguração das hostilidades fez-se no Palco principal (Palco Vodafone) devido à elevada afluência de público o que levou Ana Matos, aka Capícua, a confessar que nunca tinha pensado tocar ali. A rapper tem estado em inúmeros festivais de Verão e a receção calorosa de Coura é mais um merecido sinal do reconhecimento da entrega, simpatia e dedicação da artista. Capicua apresentou temas do seu mais recente trabalho, Sereia Louca, cuja origam foi cuidadosamente explicada pela cantora enquanto uma ilustração surgia no projetor colocado em palco. Mulher do Cacilheiro, Jugular, Maria Capaz, Casa no Campo e aquela que é uma das músicas deste Verão, Vayorken, são exemplos da mestria da rima que a artista consegue apresentar nos seus temas. Capícua, que atuou acompanhada da MC M7, e de D One e Dário Cannatáe, gosta de cantar sobre mulheres, mas de “mulheres reais”, deixa ela bem claro, sendo a mitologia da Sereia Louca apenas uma desculpa para fazer a pergunta Serei A louca? Questões e respostas à parte, Coura com um público que não seria o natural para a rapper (as margens do Tabuão costumam dividir-se entre rock e indie) rendeu-se a Capicua, aplaudiu, colocou os braços no ar quando tal lhe foi pedido e levantou-se do chão para dar eco às Pedras da Calçada, mesmo a fechar a atuação.

 

Seguiram-se uns Cage the Elephant absolutamente eufóricos numa atuação altamente potenciada por uma receção empolgante de um público que compunha e bem o anfiteatro de Coura. Matthew Schultz chegou a dizer que estavam a adorar, e não soou a elogio fácil. Aliás, um sentido “Two songs in and I think you guys are in our heart for the rest of our life” premiavam de certa forma um público que segundo os músicos em palco seria a melhor da tournée europeia até então. Não estranhamos. Já ouvimos isso antes. Rock, punk, um certo psicadelismo e toques de indie, por entre guitarras a fervilhar e um vocalista que não consegue parar quieto, que dança, pula, vai até junto ao público e até crowd surfing faz, depois de a certa altura ter subido para as costas de um dos colegas e lá se colocar de joelhos em pose ironicamente triunfal. In One Ear, Take It Or Leave It e Telescope foram temas que abrilhantaram uma excelente prestação dos norte-americanos, que se já eram surpreendentemente apreciados em Coura, saíram de lá com um estatuto elevado. 

Janelle Monáe entrou em palco depois de uma certa cerimónia: o cenário estava já ocupado pelos músicos e bailarinas que acompanham a norte-americana, quando Janelle foi trazida em colete de forças para a frente de palco. A cantora liberta-se das amarras e inicia uma atuação muito marcada pelo espetéculo, pelo contar histórias e pelo criar de cenários. Os músicos ora caem no chão, ora se silenciam. Tudo é teatral. E competente. O furor da noite tinha acontecido com Cage the Elephant, mas a presença de Janelle em palco compensou de certa forma essa euforia menor. Givin Em What They Love, Dance Apocalyptic, Sincererly, Jane, Queen, I Feel Good (original de James Brown) e Let’s Go Crazy (do mestre Prince) foram temas que marcaram uma atuação que teve direito a dois encores.

A fechar as atuações no palco principal estiveram os londridos Public Service Broadcasting, com o seu electro rock que é tocado sobre samples de filmes de informação pública, imagens de arquivo e material de propaganda. O nome da banda revela logo do que se trata. Música instrumental com recurso a sintetizador, banjo, guitarra elétrica e bateria que foi competentemente executada, mas que não contagiou Coura e que terá falhado por não ser de consumo fácil.

Cut Copy em formato DJ set fecharam a noite dos mais resistentes. O festival continua hoje com os concertos a acontecerem nos dois palcos do recinto, e prolongar-se-á até sábado, dia 23.

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Numa espécie de warm up e preparação para o festival, várias atividades tinham já animado a pacata Vila de Paredes de Coura desde sábado passado. Tiveram lugar iniciativas como o Festival Sobe à Vila, que incluiu concertos na rua principal da vila (Moullinex, Xinobi, The Filthy Pigs, Holy Nothing, Zanibar Aliens, Mirror People Live e dj set) e o espectáculo Chão (projeto de Mão Morta e setenta cantadeiras de Paredes de Coura) e o COURAge to THINK, com a participação de organizadores de festivais, artistas, investigadores, jornalistas, promotores e decisores políticos, que apresentou uma série de questões e discussões relacionadas com a temática dos festivais.

Texto:Joana Teixeira
Fotos: Miguel Pereira

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As cartas colecionáveis mais valiosas do mundo

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Jogar às cartas: é um dos passatempos mais antigos da humanidade e faz parte da cultura portuguesa há centenas de anos. Seja por culpa dos tradicionais torneios de sueca ou pela crescente popularidade do poker online, Portugal é um país onde as cartas de jogar têm sempre lugar à mesa.
No entanto, nem todas as cartas podem ser compradas por um ou dois euros num quiosque perto de si. Algumas são tão raras e valiosas que podem chegar a valer uma verdadeira fortuna…

Scarlett Tally-Ho Legacy Edition

Jogue poker com os seus amigos com o baralho de cartas mais exclusivo do mundo.

Desenhadas pelo norte-americano Jackson Robinson, as cartas de jogar Scarlett Tally-Ho encontram-se entre as mais valiosas e prestigiadas do mundo. No entanto, nenhum dos baralhos desenvolvidos pela Scarlett Tally-Ho é tão valioso como o Legacy Edition. A coleção Legacy Edition inclui apenas 50 exemplares e foi lançada em 2015. Desde então, o preço dos baralhos já aumentou consideravelmente e atraiu cada vez mais colecionadores. As cartas da Legacy Edition destacam-se pelo seu design único, inspirado pela iconografia do Velho Oeste, e contam com uma caixa protetora em madeira cuidadosamente fabricada à mão.
Se gosta de jogar às cartas com os seus amigos, os exclusivos baralhos Scarlett Tally-Ho Legacy Edition são a melhor maneira de os impressionar. Aprenda tudo sobre os melhores jogos de cartas para 2 no site Poker 888, onde também é possível jogar poker online no telemóvel e computador.

Black Lotus

Magic the Gathering é um jogo de cartas de fantasia que é alvo do entusiasmo de milhares de jogadores em todo o mundo. Enquanto as tradicionais cartas de jogar são vendidas em formato de baralho, as cartas colecionáveis Magic the Gathering são vendidas individualmente ou em edições de 15 unidades. Novas edições de cartas colecionáveis são lançadas periodicamente desde a década de 80, mas ainda nenhuma carta Magic conseguiu ser tão rara e valiosa como a Black Lotus.
A Black Lotus é uma carta Magic tão poderosa que foi banida dos torneios oficiais. Por ter sido produzida numa das primeiras edições desenvolvidas pela Magic the Gathering, apenas 1,100 Black Lotus foram criadas. Consequentemente, os colecionadores mais fanáticos de Magic the Gathering estão dispostos a pagar autênticas fortunas por uma Black Lotus original.
Uma das poucas Black Lotus em circulação chegou a ser vendida em leilão por qualquer coisa como vinte e sete mil euros!

Crush Card Virus

Menções a “vírus” são pouco inspiradoras nos dias que correm, mas não existe nenhum motivo para suspeitar do Crush Card Virus. Este é o nome da carta colecionável mais valiosa do universo Yu-Gi-Oh, que continua a apaixonar vários colecionadores nostálgicos em todo o mundo.
As cartas da Yu-Gi-Oh não são tão valiosas como as de Magic: the Gathering ou Pokemón, mas a carta Crush Card Virus é tão rara que é praticamente impossível comprar uma por menos de três mil euros.

Pikachu Illustrator

A aplicação Pokémon Go foi um dos principais fads da década de 2010.

Mais do que a inspiração para uma série de cartas colecionáveis extremamente valiosas, Pokémon é um fenómeno de popularidade que apaixona miúdos e graúdos há mais de duas décadas. Há não muito tempo, os célebres pokémons invadiram a cultura mainstream após o lançamento de Pokémon Go, uma aplicação para o telemóvel que gerou muita polémica.
Em 2022, o YouTuber Logan Paul chegou mesmo a investir mais de três milhões de dólares num pack de cartas Pokémon que acabou por ser falso. Mas quanto vale a carta colecionável Pokémon mais rara do mundo? De acordo com a última venda registada, qualquer coisa como uns impressionantes cinquenta e quatro mil euros! Trata-se de uma carta conhecida como Pikachu Illustrator, e estima-se que existam apenas quatro em circulação.

Venexiana Gold

Se está à procura do baralho de cartas de jogar mais luxuoso do mundo, a resposta só pode ser uma: a edição Venexiana Gold, lançada em 2014 pela Half Moon Playing Cards. Apenas 212 baralhos Venexiana Gold foram produzidos, e o grande detalhe que faz com que as cartas sejam tão valiosas é o acabamento a ouro no verso.
O baralho foi desenvolvido por um designer conhecido como Lotrek, que teve bastante dificuldade em arranjar um fabricante que conseguisse aplicar um padrão em folha de ouro nas cartas. A folha de ouro acabou por ser manualmente inserida no verso de cada carta. Desde o seu lançamento, o preço dos baralhos Venexiana Gold não tem parado de aumentar.

T206 Honus Wagner

Cartas de beisebol não são usadas para jogar, mas continuam a ser cartas colecionáveis extremamente valiosas. O mercado para este tipo de objeto é enorme nos Estados Unidos, e a raríssima T206 Honus Wagner é a carta de beisebol mais cara de todos os tempos. Inacreditavelmente, foi comprada em leilão por uns impressionantes 3.2 milhões de euros! Anteriormente, a carta já tinha sido vendida por qualquer coisa como 1.27 milhões de dólares—suficiente para comprar uma casa de luxo no Algarve.
Representado na carta encontra-se Honus Wagner, um jogador do período clássico do beisebol (1909-1920) que era conhecido como o “The Flying Dutchman” (O Holandês Voador).

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CCB transmite concerto da Orquestra de Câmara Portuguesa no Museu Soares dos Reis

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O Centro Cultural de Belém vai transmitir, no dia 15 de julho, o concerto Serenata, da Orquestra de Câmara Portuguesa, no Museu Soares dos Reis, no Porto. A entrada é livre e a transmissão começa às 21h30.

Este evento surge no âmbito do projeto CCB – Cidade Digital, que o Centro Cultural de Belém desenvolve, em parceria com a Direção-Geral do Património Cultural, com o objetivo de transmitir gravações de espetáculos do CCB por todo o país e permitir a novos públicos, a fruição digital de espetáculos, em lugares fundamentais da nossa cultura e identidade.

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