A última noite da edição 13 do MEO Marés Vivas começou uma vez mais com prestações de músicos nacionais no Palco Santa Casa. Primeiro a boysband Like Us, que apesar de recebida por um pequeno número de espetadores contava com uma verdadeira legião de fãs aos berros. Seguiu-se Deau, cantor de hip-hop, a incitar a uma constante overdose de alegria. Momento particular da atuação do músico de Vila Nova de Gaia aconteceu com o tema Teresinha, dedicado à sua irmã mais nova, que subiu ao palco para o acompanhar.

No Palco MEO a abertura das festividades do último dia do MEO Marés Vivas coube aos The Black Mamba, com os seus blues e funk soul. Solos de guitarra e a voz inconfundível de Pedro Tatanka num concerto recheado de brincadeiras e onde, mais uma vez, houve espaço para um pedido de casamento.

A fadista Ana Moura, ‘madrinha’ da edição deste ano do festival de Gaia, deu um concerto bonito, muito esforçado e com constantes apelos feitos ao público. Mas estes resultarem em reduzidas manifestações de euforia, por parte de um público que certamente esperava por outros concertos. Amor Afoito, E Tu Gostavas de Mim, Valentim (fado cantado pela mítica Amália), Os BúziosLoucura e Porque Teimas Nesta Dor foram alguns dos temas interpretados por uma emotiva e energética Ana Moura, que cantou ainda uma versão de No Expectations dos Rolling Stones, numa mescla de fado e rock, com baixo e guitarra portuguesa. Desfado foi o momento alto da atuação de Ana Moura com todo o recinto a celebrar em uníssono aquele que foi o primeiro single do último disco da fadista.

Seguiu-se o animal de palco Jamie Cullum, que uma vez mais não parou um minuto quieto. Irreverente qb, Cullum tocouWhen I Get Famous, Get Your Way, I’m All Over It e Everything You Didn’t Do, tendo sido constantemente acompanhado nas letras pelos presentes no recinto. Recheada de bom humor, a atuação de Cullum teve de tudo um pouco, desde um solo de percussão ao piano, com beatbox e improviso nas teclas, passando pelos parabéns à fã portuguesa Francisca e pelos inúmeros saltos do piano e o constante acenar com a bandeira portuguesa. Cullum fez ainda confissões mais ou menos inusitadas: “Não posso mentir. Tive duas namoradas portuguesas. Eram muito fogosas, mas a coisa acabou por não correr bem. Achava eu que tudo ia bem, pensei até que fosse viver com uma delas, mas acabou por deixar-me e trocar-me por outro músico. Ainda assim, adoro Portugal e adoro cá estar”. Direito ainda a um medley especial com Don’t Stop the Music, de Rihanna, High and Dry, dos Radiohead e excertos de To Build a Home de Cinematic Orchestra.

Já depois da 1h da madrugada apareceram em palco os muito esperados The Script. Superheroes, Breakeven, If You Could See Me NowMan On a Wire e The Man Who Can’t Be Moved foram alguns dos temas tocados. Hall of Fame, com os telemóveis em punho a iluminar a noite de Gaia, encerrou um concerto muito profissional e sem falhas, mas que nunca surpreender pela diferença ou pela irreverência, nem mesmo quando o vocalista, Danny O’Donoghue, cantou abraçado ao público ou subiu para a bancada próxima do palco para saudar os fãs. Mesmo assim, sem dúvida, o concerto mais aguardado e aplaudido pelo público mais jovem do MEO Marés Vivas.

Na segunda noite de festival houve ainda tempo para a animar o Moche Room com João Vaz e Wilson Honrado.

A organização confirmou a presença de 90 000 pessoas nas três noites do MEO Marés Vivas, naquela que foi a melhor edição do festival de Vila Nova de Gaia, que entretanto já tem datas para o regresso à Praia do Cabedelo em 2016: 14, 15 e 16 de julho. “Grandes novidades” relativas ao cartaz serão anunciadas “muito em breve”, garantiu a organização.

Texto: Joana Vaz Teixeira
Fotos: Miguel Pereira

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