No derradeiro dia do Marés Vivas 2012 a noite foi mais pop, se excetuarmos os The Hives.Notou-se no público presente uma onda mais familiar, com muitos pais e filhos adolescentes e também uma maior afluência de público feminino.

No palco Moche as lides começaram com João Só e Abandonados num concerto muito relaxado e bom de se ver e ouvir. Fechou, este 4º dia do palco Moche, Luísa Sobral que tem já uma legião de fãs considerável e que conseguiu um concerto que bem poderia ter acontecido no palco TMN, dada a clareza e a maturidade das suas canções e da sua performance. Passou todos os temas do seu 1º álbum, teve tempo para as incontornáveis versões de Britney Spears e Romana, e conseguiu uma interação com o público que cantarolava, e se rendeu completamente ao charme desta magnífica cantora.

No palco TMN, Mónica Ferraz abriu muito bem, já com uma plateia bem composta. Foi na badalada “Golden Days” que arrancou mais reações do público, dando um bom espetáculo pop.

Em seguida, num registo completamente diferente. Uns enérgicos The Hives vieram dar um colorido diferente e mais frenético. “Come On”, “Try it back”, “Take back the boys”, “Wait a minute” foram temas que demonstraram uma energia muito interessante e muito marcada. Ficou registada uma boa tentativa do vocalista Pelle Almqvist se exprimir em português e conseguir interagir com um público que já quase enchia o recinto e que ficou deliciado ao som dos The Hives.

Voltando ao registo pop, Anastacia trouxe ao Marés Vivas tmn um som mais quente, e mais trabalhado. Com a sua longa lista de hit’s radiofónicos, fez um público mais juvenil e feminino, aqui e ali acompanhado pelos pais, cantarolar e delirar com a sua presença em palco. Esta performance foi brilhante e cheia de colorido pop, onde a apoteose de “I’m Outta Love” no final foi bastante aplaudida e apreciada pelo público.

O final da 10ª edição do Marés Vivas tmn ficou a cargo do padrinho desta edição, Pedro Abrunhosa. Com a acutilância que se lhe conhece, Abrunhosa assumiu o peso da responsabilidade de fechar esta edição do Marés Vivas e cumpriu com maestria.  Sempre consciente do país onde vive, aproveitou para dar algumas achegas ao poder, a tentar consciencializar o público para o que se está a viver, enquanto foi desfiando todos os grandes temas da sua já longa carreira, num concerto de 2 horas que foi um final feliz para o festival.

Para o ano há mais, disse a organização, que estava satisfeita com os resultados desta 10ª edição, com uma assistência a rondar as 95 mil pessoas e um organização que foi muito competente e perfeita, graças aos parceiros, patrocinadores e claro ao público que animou estes 4 dias de festival.  

A próxima edição terá lugar entre 18 a 20 de julho de 2013, no sítio de sempre, á beira Douro, com o Porto ali ao lado a espreitar.

Texto: Ângelo Ferreira

Fotos: Miguel Pereira

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