A 10ª Edição do Festival Marés Vivas tmn arrancou com algumas alterações face ao formato dos anos anteriores, nomeadamente na existência de um dia extra (quarta-feira) e também na forma de apresentação das bandas no palco secundário, o palco Moche, com a característica de este ser um random stage, ou seja, sabe-se  quais as bandas que tocam neste palco, mas não se sabe a que horas ou dias.

E a abrir o palco Moche estiveram os Lazy Faithfull, banda do Porto com um som muito punk  rock, divertido e  descontraído.Neste passou também André Indiana, um verdadeiro Blues Rock Man que diverte e entretém muito bem o público que o vê e ouve. A sua voz e sua forma de tocar guitarra são marcantes e não passam despercebidas.

O palco principal do Marés Vivas 2012 abriu com uns frenéticos The Sounds” que tiveram alguma dificuldade em aquecer o público nos primeiros temas, soltando-se depois em “ Tony The Beat (Pus hit)” com a curiosa vocalista Maja Ivarsson a pedir ao público para acordar pois este estava ainda muito morno. Aqueceram o público estes suecos, mas ainda não ficaram no coração das pessoas apesar de um som muito interessante a fazer lembrar os anos 80 e os Blondie.

Entretanto no palco Moche começavam os Portuenses Bang Bang Romance com um blues bem rasgadinho que foi encantando o público que ainda por lá andava.

Como se de uma viagem no tempo se tratasse, os Wolfmother vieram com um som mais dos anos 70, percebendo-se ali algo entre Deep Pulple, Led Zeppelin , os Stones ou Black Sabbath, estes Australianos são animais de palco, extremamente competentes e delirantes em alguns dos seus muitos riffs. Houve tempo para “Another Brick in the Wall part 2” dos Pink Floyd num registo completamente diferente do original e claro, todo o concerto foi uma mão cheia de delírios rock que transportavam o Marés para os anos 70, e o público para um êxtase rock muito apreciado.

A fechar o 1º dia do Marés Vivas 2012 estiveram os já consagrados e mais do que conhecidos Franz Ferdinand. Conscientes de que um festival serve essencialmente para divertir o público e dar-lhe uma visão global de uma banda, os Franz Ferdinand cumpriram na Íntegra. Fizeram rodar o seu rol de hits como “Take Me Out”, “Michael” ou “This Fire”, e tiveram tempo para uma espreitadela ao Disco-Sound em “Can’t Stop Feeling” com a linha de baixo a aproximar-se do clássico “I Feel Love” de Donna Summer. O concerto acabou num delírio dos Ferdinand ao redor da bateria, numa apoteose muito apreciada pelo público.

Acabou em grande este 1º dia do Marés Vivas 2012, com a afluência de público a rondar as 19 mil pessoas, num ambiente muito pacífico e relaxado, com o Douro ali ao lado e o Porto a espreitar.

Texto: Ângelo Ferreira

Fotos: Miguel Pereira

Fotogaleria (clica nas imagens para aumentar)