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Edição 457

Festas S. Gonçalo atraíram milhares de romeiros (c/video)

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A chuva não impediu que, entre os dias 17 e 20 de janeiro, milhares de romeiros se deslocassem a Covelas para participar nas festas de S. Gonçalo.

A chuva tomou conta dos primeiros dias de festa de S. Gonçalo e parecia que tinha vindo para ficar. Mas no domingo, S. Pedro deu tréguas, permitindo que milhares de romeiros cumprissem a tradição de se deslocar às festas, para puxar a bengala de S. Gonçalo e arranjar casamento ou provar o rojão e o vinho novo. Este ano, devido à chuva intensa, houve quem preferisse rumar a Covelas pela estrada, em vez de usar os caminhos pelo monte.

O grupo Meeting Point BTT é, segundo Miguel Gomes, presença “assidua” nesta romaria e faz “sempre questão de participar” pelo “convívio” que os “leva a andar de bicicleta” e também pela “tradição dos lavradores, que abrem as suas portas para podermos comer um rojão”. Há cerca de cinco anos que o Grupo Juventude Sem Fronteiras do Muro vai todos os anos “a pé” até Covelas, percorrendo, segundo Pedro Santos, “uns caminhos um bocadinho manhosos”, que o fizeram “perder-se” por algum tempo. “É sempre uma atividade muito interessante em termos de convívio. Encontramos sempre muita gente a partir do momento que entramos em Covelas. Gostamos muito, já é quase tradição virmos neste dia”, acrescentou.

Todos os anos, Sérgio Soares vem de “bicicleta” até ao S. Gonçalo, com a exceção do “ano passado” em que veio “de carro”, porque “chovia imenso”. É “um passeio diferente” no “único dia do ano” em que bebe “vinho”. Pelo “segundo ano”, Rui Nóvoa veio do Porto de “bicicleta”, pelo “convívio e pelo rojão”.

Quem também é presença assídua nesta romaria é a associação Amigos de Santa Cristina do Couto, por tratar-se de uma “festa com largas tradições”. “Todos os anos fazemos esta caminhada, chova ou não chova”, declarou Sebastião Pereira, com Fátima Rodrigues a acrescentar que não é só pela caminhada, mas pelo convívio que há pelo caminho, que faz com que “esta festa tenha um significado muito maior”.

Durante a tarde de domingo, a Fanfarra dos Bombeiros Voluntários de Moreira da Maia animou a romaria até à saída da procissão. A chuva voltou a cair, mas por pouco tempo, possibilitando a saída da procissão, constituída por seis andores, um deles, pela primeira vez, com a imagem do Papa João Paulo II.

No momento do balanço das festividades, Ricardo Barros, da comissão de festas, asseverou que foi “bastante positivo”, pois apesar do tempo de chuva, registou-se “bastante afluência” no recinto. “O povo gosta desta festa de tradições e com expressão regional, do S. Gonçalo, dos petiscos e do vinho”, mencionou.

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Já Fernando Rocha, outro elemento da comissão, deixou “uma palavra de agradecimento à freguesia”, pois “sem ela era impossível” fazer “uma festa desta natureza”, à Câmara Municipal da Trofa, à Junta de Freguesia e a “todos os colaboradores que ajudaram a patrocinar esta festa”.

O presidente da Junta de Freguesia de Covelas, Feliciano Castro, estava satisfeito com as festividades. “Sendo esta uma das primeiras festas do ano é sempre muito concorrida e estando tempo bom é sempre muito melhor. As festas de S. Gonçalo têm já bastante tradição e espero que corra tudo bem que é bom para todos”, sublinhou.

Apesar de existir “mais dificuldade em arranjar dinheiro e patrocínios para fazer a festa”, Feliciano Castro pensa que, de “uma forma ou de outra”, as festas “nunca irão acabar”.

A romaria começou com um espetáculo de folclore com as atuações do Rancho das Lavradeiras da Trofa e do Rancho Paroquial de Guifões (Matosinhos). No sábado, o Agrupamento Musical Juventude em Força anunciou as festas pela freguesia, encerrando o dia com o espetáculo musical da Banda Impaktus e do fogo-de-artifício.

Na segunda-feira, realizou-se uma eucaristia e a procissão de voto ao redor da capela de S. Gonçalo, encerrando com um espetáculo musical das Vozes do Tâmega.

Veja as fotogalerias clicando aqui ou aqui

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Edição 457

O desemprego jovem é uma chaga social que hipoteca o futuro

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Na história dos tempos, os jovens sempre foram considerados uma força importante para o desenvolvimento das sociedades e para a humanidade seguir adiante, mas na atualidade, e numa visão funcionalista e mercantilista da sociedade, os jovens são considerados descartáveis, em virtude de não responderem às lógicas produtivas, nem a qualquer critério útil de investimento. As consequências desta visão retrógrada são o flagelo do desemprego, e em particular o desemprego jovem.

Desempregado é o individuo com idade mínima de 15 anos que não tenha trabalho remunerado e esteja disponível para trabalhar. Se tem entre 15 e 34 anos, e está nestas condições é considerado, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), desempregado jovem. Esta triste realidade, que chega a atingir os 40%, não é só portuguesa; é também europeia. São muitos os países europeus, que atingem esta elevadíssima percentagem de desempregados jovens.

Os números do desemprego jovem, ainda são mais assustadores, pois é considerado empregado o individuo com idade mínima de 15 anos que tenha efetuado um trabalho de pelo menos 1 hora mediante o pagamento de uma remuneração. São muitos os jovens que, em situação de desespero, aceitam um trabalho temporário. Estes jovens, que aceitaram este trabalho precário e receberam uns parcos dinheiros, não contam para o desemprego. Também não se contabiliza os que emigram. Por estes motivos, os dados avançados pelo INE, referentes ao desemprego jovem, estão muito longe da realidade.

A legislação, que supostamente foi feita para originar a criação de novos postos de trabalho, define que os contratos de utilização de trabalho temporário podem renovar-se até ao limite máximo de dois anos, mas tem sido facilmente contornável. Os contratos nunca duram até ao limite temporal estabelecido, pois são rescindidos antes, para nunca atingir o limite, e volta-se a contratar o mesmo trabalhador, originando um círculo vicioso maléfico para a juventude.

O trabalho temporário, que seria importante para a flexibilização do mercado de trabalho, desde que adequadamente utilizado, transformou-se numa aberração e num abuso sem precedentes. Esta triste realidade, que tem tido beneplácito do poder político e também do poder judicial, demonstra o forrobodó que tem sido, principalmente para as grandes empresas multinacionais, que chegam a contratar o mesmo trabalhador para outras funções, ou com outra categoria, por novos períodos de tempo, chegando a atingir 10 e mais anos. Assim, formalmente, não corresponde a uma renovação contratual, mas a um novo contrato, mesmo que, na realidade, seja para ocupar o mesmo posto de trabalho.

O aproveitamento escandaloso dos estágios curriculares e o trabalho temporário têm sido um engulho ao desenvolvimento pessoal e profissional dos jovens, pondo em causa o seu futuro. Com esta nova realidade, e porque ser jovem é (devia ser) acreditar e correr atrás dos sonhos, surgiu um novo ciclo de emigração não voluntária, agora mais jovem e qualificada, com consequências graves para o futuro do país, que pagará caro por esta falta de visão.

Portugal está a empurrar para o estrangeiro uma geração, talvez a mais bem qualificada de sempre!

Num país onde não se pode ter esperança, nem sonhos, emigrar é o mais natural. O futuro comum é negro, pois está hipotecado. O flagelo do desemprego jovem é uma chaga social que hipoteca o futuro. Infelizmente, em Portugal, a história do futuro está a escrever-se na porta de saída. É triste que assim seja!

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José Maria Moreira da Silva

moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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Edição 457

Exposição fotográfica revela trabalho solidário em Moçambique (C/Video)

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No dia 23 de outubro de 2013, o trofense Silvano Lopes partiu para Moçambique, com o intuito de a realizar, durante um mês, um documentário junto da Organização Não Governamental (ONG) Um Pequeno Gesto, com vista ao apadrinhamento de crianças e divulgação da instituição.

Quase três meses depois, o trofense vai divulgar o resultado do seu trabalho, através de uma reportagem fotográfica que vai estar exposta na sala de exposições do FIJE – Fórum de Inovação para Jovens Empreendedores. “Um pequeno gesto, uma grande ajuda” é o nome do projeto de solidariedade que Silvano Lopes realizou em Moçambique e que tem como objetivos “divulgar o resultado de todo o seu trabalho e, simultaneamente, promover esta ONG e os seus objetivos de solidariedade, que passam pelo Programa de Apadrinhamento, que liga uma criança moçambicana a um padrinho de língua portuguesa”.

Assim, do dia 3 de fevereiro a 28 de março, a sala de exposições do FIJE recebe “uma seleção de 20 fotografias” de Silvano Lopes, que retratam o tempo passado em Moçambique

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