A chuva não impediu que, entre os dias 17 e 20 de janeiro, milhares de romeiros se deslocassem a Covelas para participar nas festas de S. Gonçalo.

A chuva tomou conta dos primeiros dias de festa de S. Gonçalo e parecia que tinha vindo para ficar. Mas no domingo, S. Pedro deu tréguas, permitindo que milhares de romeiros cumprissem a tradição de se deslocar às festas, para puxar a bengala de S. Gonçalo e arranjar casamento ou provar o rojão e o vinho novo. Este ano, devido à chuva intensa, houve quem preferisse rumar a Covelas pela estrada, em vez de usar os caminhos pelo monte.

O grupo Meeting Point BTT é, segundo Miguel Gomes, presença “assidua” nesta romaria e faz “sempre questão de participar” pelo “convívio” que os “leva a andar de bicicleta” e também pela “tradição dos lavradores, que abrem as suas portas para podermos comer um rojão”. Há cerca de cinco anos que o Grupo Juventude Sem Fronteiras do Muro vai todos os anos “a pé” até Covelas, percorrendo, segundo Pedro Santos, “uns caminhos um bocadinho manhosos”, que o fizeram “perder-se” por algum tempo. “É sempre uma atividade muito interessante em termos de convívio. Encontramos sempre muita gente a partir do momento que entramos em Covelas. Gostamos muito, já é quase tradição virmos neste dia”, acrescentou.

Todos os anos, Sérgio Soares vem de “bicicleta” até ao S. Gonçalo, com a exceção do “ano passado” em que veio “de carro”, porque “chovia imenso”. É “um passeio diferente” no “único dia do ano” em que bebe “vinho”. Pelo “segundo ano”, Rui Nóvoa veio do Porto de “bicicleta”, pelo “convívio e pelo rojão”.

Quem também é presença assídua nesta romaria é a associação Amigos de Santa Cristina do Couto, por tratar-se de uma “festa com largas tradições”. “Todos os anos fazemos esta caminhada, chova ou não chova”, declarou Sebastião Pereira, com Fátima Rodrigues a acrescentar que não é só pela caminhada, mas pelo convívio que há pelo caminho, que faz com que “esta festa tenha um significado muito maior”.

Durante a tarde de domingo, a Fanfarra dos Bombeiros Voluntários de Moreira da Maia animou a romaria até à saída da procissão. A chuva voltou a cair, mas por pouco tempo, possibilitando a saída da procissão, constituída por seis andores, um deles, pela primeira vez, com a imagem do Papa João Paulo II.

No momento do balanço das festividades, Ricardo Barros, da comissão de festas, asseverou que foi “bastante positivo”, pois apesar do tempo de chuva, registou-se “bastante afluência” no recinto. “O povo gosta desta festa de tradições e com expressão regional, do S. Gonçalo, dos petiscos e do vinho”, mencionou.

Já Fernando Rocha, outro elemento da comissão, deixou “uma palavra de agradecimento à freguesia”, pois “sem ela era impossível” fazer “uma festa desta natureza”, à Câmara Municipal da Trofa, à Junta de Freguesia e a “todos os colaboradores que ajudaram a patrocinar esta festa”.

O presidente da Junta de Freguesia de Covelas, Feliciano Castro, estava satisfeito com as festividades. “Sendo esta uma das primeiras festas do ano é sempre muito concorrida e estando tempo bom é sempre muito melhor. As festas de S. Gonçalo têm já bastante tradição e espero que corra tudo bem que é bom para todos”, sublinhou.

Apesar de existir “mais dificuldade em arranjar dinheiro e patrocínios para fazer a festa”, Feliciano Castro pensa que, de “uma forma ou de outra”, as festas “nunca irão acabar”.

A romaria começou com um espetáculo de folclore com as atuações do Rancho das Lavradeiras da Trofa e do Rancho Paroquial de Guifões (Matosinhos). No sábado, o Agrupamento Musical Juventude em Força anunciou as festas pela freguesia, encerrando o dia com o espetáculo musical da Banda Impaktus e do fogo-de-artifício.

Na segunda-feira, realizou-se uma eucaristia e a procissão de voto ao redor da capela de S. Gonçalo, encerrando com um espetáculo musical das Vozes do Tâmega.

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