As Festas em honra de S. Gonçalo, em Covelas, realizam-se há mais de cem anos e corre o risco de acabar. Este ano, a festa, será organizada por uma Comissão de Festas formada apenas por três pessoas, com a ajuda da Fábrica da Igreja.

 Os foguetes assinalam o início de uma festa centenária na freguesia de Covelas. Todos os anos são milhares os peregrinos que se dirigem à capelinha de S. Gonçalo e com grande devoção participam na festa organizada em honra deste mártir.

Mas a festa a S. Gonçalo corre o risco de acabar. Este ano, a festa, será organizada por uma Comissão de Festas formada apenas por três pessoas, com a ajuda da Fábrica da Igreja.

Arlindo Sousa, um dos elementos que integra este ano a Comissão de Festas lamentou "já nos temos apercebido de certas vozes que dizem que a festa este ano é pobrezinha", mas o objectivo desta comissão "é fazer a festa ao Santo e a nós não nos interessa estar a fazer grandes espectáculos. Na cabeça das pessoas o que é bonito é ter um grande espectáculo e gastar muito dinheiro, mas para nós não".

Sendo cada vez mais difícil arranjar dinheiro e patrocínios, Arlindo Sousa confessou "fizemos a festa em função do dinheiro que arranjamos, porque não nos vamos endividar para a fazer, e não podemos contar com o dinheiro que rende no dia da festa". Assim, realizam peditórios e cortejos para o S. Gonçalo, vendem rifas, fazem peditórios para angariar dinheiro para enfeitar os andores e recebem também a ajuda de alguns patrocinadores e covelenses.

A festa é "difícil de organizar, como todas as outras", mas as "críticas destrutivas" de que têm sido alvo, desmotiva-os. "Geralmente os que criticam são os que ajudam menos", confessou Arlindo, porque "pensam que o dinheiro vai para a fábrica da igreja, e o dinheiro é para as obras por exemplo a capela", afirmou.

Descontente com o eminente desaparecimento das festas em honra de S. Gonçalo, Cipriano Pereira da Silva, lembrou as tradições religiosas e a parte profana da festa com os artistas e as tascas. Com o tempo diz terem desaparecido outras tradições onde se "partiam os cântaros de barro amarrados a um cordel e depois tinham um prémio. Também tínhamos a tradição das corridas de sacos, mas ainda mantemos a fama dos figos e do bom vinho", asseverou.

A festa realiza-se todos os anos no penúltimo domingo de Janeiro,e faça chova ou faça sol, milhares de pessoas partem de varias freguesias a pé, a cavalo, de coche ou mesmo de mota e bicicleta.

Na quarta-feira, o início da festa em honra do padroeiro de Covelas é sinalizado com foguetes, este ano a cargo da empresa "Macedo".

No dia de sábado, a entrada é dada pelos Zés Pereiras, "Juventude em Força" de S. Mamede do Coronado, que percorrerão as ruas da freguesia acompanhados pela Comissão de Festas. Às 12 horas realizar-se-á a Missa de Acção de Graças dos Gonçalos, que já é uma tradição da freguesia. Às 18.30 horas terá lugar a Missa Vespertina e às 21.30 horas será a vez de entrar em palco o Grupo Vila Valeriani de Vila do Conde e o Rancho de Santa Maria de Alvarelhos. No final, cer4ca das 23.30 horas decorrerá uma sessão de fogo de artificio.

No domingo, as festividades iniciam com a Missa de Acção de Graças ao Mártir S. Sebastião na Igreja Matriz, que este ano coincide com o dia dedicado ao mártir. No final das eucaristias actuará a Banda de Música de S.Tiago Riba-UL. Às 10 horas e às 11.30 horas na capela decorrerão as eucaristias a S. Gonçalo. A entrada da Fanfarra dos escuteiros "Agrupamento 526 J.F. Jesufrei" de Vila Nova de Famalicão será às 14.30 horas, e às 15 horas os devotos poderão participar na procissão. No final das festividades religiosas, a Banda de Música tocará até ao pôr-do-sol.

Na segunda-feira às 9 horas terá lugar a "Eucaristia de Voto" e a procissão em redor da capela, que também faz parte da tradição. A actuação do Grupo dos "Cavaquinhos do Paranho" da Trofa, às 15 horas e no final haverá fogo de artificio para anunciar o final da festa.

Até S. Gonçalo a cavalo

 

 No terceiro domingo de Janeiro todos os caminhos vão dar a Covelas. A tradição já se estende a mais de um século e este ano não vai ser excepção.

Por isso, no próximo domingo, está prevista uma peregrinação a cavalo à Romaria de S. Gonçalo, em Covelas, em que todos os interessados devem comparecer no Mercado/feira da Trofa para partir às 9h30.

Está prevista a adesão de 200 pessoas a cavalo e em coche rumo à festa religiosa de S. Gonçalo.

Rua Infante D. Henrique, Largo do Catulo, Rua Abade Inácio Pimentel, Avenida de Paradela são alguns dos pontos integrantes na viagem organizada pela Associação Hípica Trofense conta com o apoio da autarquia.

A festa de S. Gonçalo é considerada a primeira festa religiosa do ano e retrata o concelho na sua vertente religiosa, através da sua mais original tradição religiosa, etnográfica e cultural.

A freguesia de Covelas enche todos os anos de milhares de visitantes, que chegam em peregrinação a pé ou a cavalo como impõe a tradição para apreciar os Ranchos Folclóricos e outras bandas tradicionais.

Para além da música a festa é ainda conhecida pelos "comes e bebes tradicionais, artesanato ao vivo, os morteiros e o fogo de artificio, o arraial, a alegria do povo e toda envolvência cultural e etnográfica associada às romarias.