O voluntário António Moreira e a associação Gota D’ Água vão organizar uma Festa Solidária, com o intuito de “angariar óleo alimentar”.

As atuações dos grupos de danças Kids e de adultos com danças ritmos calientes da Academia Municipal Aquaplace, danças de salão pelo grupo ACRESCI – Associação Cultural Recreativa e Social de Cidai, um momento de música clássica com as jovens Vânia Bajão, no violino, e Joana Miranda, na flauta, música ligeira com o grupo Os Acesos, cantigas de homenagem a Zeca Afonso, por Fernando Jorge, Joaquim Torres e Paulino Lina, nas violas, e música folclórica com Zé Cunha na concertina.

Está assim prometida “uma noite mágica” e de “festa”, que o voluntário António Moreira preparou para as 21.30 horas de sábado, 5 de abril, para ajudar a associação Gota D’ Água e “quem mais precisa”. A Festa Solidária, que decorre no Salão de Pedra da Quinta de S. Romão, tem como objetivo “angariar óleo alimentar”, que será “o donativo” que vai permitir a entrada para assistir ao espetáculo, segundo contou António Moreira, que convidou a comunidade a passar “uma noite agradável e a ajudar o seu semelhante”. Um convite também proferido por Afonso Paixão, presidente desta associação “há pouco mais de um ano”, que promete “uma noite mágica, com várias atrações e outras surpresas”.

O presidente da Gota D ‘Água salientou que este é “um projeto voltado para os problemas e carências das pessoas do concelho, principalmente os mais vulneráveis”, sendo um “desafio amenizar o sofrimento dos agregados que se encontram com diversos problemas: sem rendimentos, baixo nível económico, pouca escolaridade e, portanto, com mais dificuldades para encontrar emprego, endividamento, carência de alimentação básica, doenças, dentre outros”. Nesse sentido, o “principal objetivo” da associação “é apoiar a população no aspeto sócio cultural e recreativo e na distribuição alimentar, roupas e vestuário aos beneficiários já sinalizados e devidamente registados nos serviços sociais municipais, em parceria com as instituições locais”.

A associação tem uma loja com “produtos diversos”, que são “doados por empresas ou pessoas individuais”, que, de “acordo com a situação de cada agregado, serão entregues a preços simbólicos” e, em “alguns casos são mesmo gratuitos”.

Em “dois anos e meio”, a associação “comprou alimentos com os donativos dos sócios”, construindo uma “cesta básica, com produtos alimentares essenciais”, que foi distribuída pelos “beneficiários”. No entanto, “não foi possível mantê-la como era constituída inicialmente, havendo a necessidade de diminuir a quantidade de produtos distribuídos”. A justificação prende-se com “a inevitável diminuição de donativos” devido à “crise económica”. Nesse sentido, Afonso Paixão apela “a ajuda de todos” que possam contribuir “financeiramente” ou através de “sobras de coleção (sejam de qualquer tipo de material), roupas, sapatos, materiais de escritório, material de higiene, roupa de cama, móveis, eletrodomésticos”, entre outros”. Já os produtos alimentares “mais necessários” são “arroz, massas, leite, óleo e enlatados”.