A festa do Ano Novo é um evento em que se comemora o início do ano civil e corresponde, no calendário anual, ao começo do ano. Em muitas culturas (e países) de quase todo o mundo é celebrado, na véspera, com um jantar e/ou ceia.

Os calendários primitivos mais antigos do Velho Continente, de que a História nos proporciona uma informação mais concreta, são (os dos povos) hebreu e egípcio. Ambos tinham um ano civil de 360 dias: curto para representar o ciclo das estações, mas grande para corresponder ao chamado “ano lunar”, que se define como um período de tempo igual a 12 lunações existentes no ano trópico, ainda desconhecido.

O Ano Novo do calendário gregoriano é iniciado a 1 de janeiro, designado por “Dia de Ano Novo”, tal como acontecia no calendário romano. Há certas regiões do Globo que calculam a data de ano novo de forma diferente.
A comemoração, no ocidente, tem origem num decreto do imperador Júlio César, que fixou o 1.º dia de janeiro como o “dia de Ano Novo” no ano 46 a.C. Os romanos dedicavam esse dia a Jano, o deus dos portões. O mês de janeiro deriva do nome Jano, que tinha duas faces (sendo bifronte), uma voltada para a frente, visualizando o futuro e outra para trás, visualizando o passado. É sabido que os romanos adoravam vários deuses (eram politeístas) e não existia nenhuma informação ou referência de que o povo judeu, à época, tenha comemorado o Ano Novo, tão pouco os primeiros cristãos o tenham feito. Há referências que, durante a Idade Média, vários outros dias foram comemorados e considerados como o início do ano civil: 1 de março, 25 de maio, 1 de setembro, até 25 de dezembro. Foi só recentemente que o dia 1 de janeiro voltou a ser o primeiro dia do ano. Em muitos países da Europa é feriado nacional.

Com a expansão da cultura ocidental para muitos lugares do Mundo durante os últimos séculos, o calendário gregoriano foi adoptado por muitos outros países como o calendário oficial e a data de 1 de janeiro tornou-se global para celebrar o Ano Novo, mesmo em países com as suas próprias comemorações em outros dias, como por exemplo Israel, China ou Irão.

Véspera de Ano Novo/Passagem de Ano/Reveillon

A véspera de Ano Novo, também chamada de “Reveillon” – em francês, termo que significa reanimar, despertar, (deixar de dormir) virada de ano (brasileiro), passagem de ano -, refere-se ao dia 31 de dezembro e que precede o dia de Ano Novo, nos países que seguem o calendário gregoriano.

Na cultura ocidental, no final do dia 31 de dezembro, realiza-se uma ceia demorada e aguarda-se a chegada da meia-noite para, em família ou com amigos, saudar o início do ano com queima de fogo de artifício, comendo 12 uvas passas e brindando ao Novo Ano, que acaba de chegar, com espumante… Segundo o folclore português, esta celebração está ligada a uma lenda popular que deu o nome da noite de São Silvestre a esta noite.

No século XVIII, em França, o termo Reveillon designava as festas da nobreza, que duravam toda a noite. É também usado o termo Reveillon de Saint Sylvestre.

São vários os eventos que se realizam em toda a parte, por ocasião da passagem de ano, numa clara alusão à “despedida do Ano Velho” e “Boas-vindas ao Novo Ano” que acaba de iniciar. Assim, além das já referidas reuniões familiares, há também algumas autarquias locais que organizam festas, a que não faltam os fogos de artifício. Em muitas cidades do nosso país, vários clubes ou associações desportivas organizam corridas de atletismo (a que chamam de Corridas de S. Silvestre).

Para a história fica um evento “satírico-humorístico” que se realizou nos meados do século XX e se manteve durante vários anos. Este

“Desfile/Funeral” realizava-se na noite do dia 31 de dezembro, nas principais artérias da então vila de Santo Tirso, e designava-se “Enterro do Ano Velho”. Este desfile terminava em frente às antigas instalações do Hotel Cidnay, hoje Banco Millenium. Neste local, era lido um Testamento satírico (do Ano Velho) com críticas aos costumes de então, seguido dos “pedidos” e “promessas” ao Ano Novo que acabara de nascer.

Festa de Santa Maria Mãe de Deus e Dia Mundial da Paz

A festa de Santa Maria Mãe de Deus é a primeira festa mariana que surgiu na Igreja Oriental e começou a ser celebrada no século VI, em Roma. É o dia em que a Igreja proclama a Virgem Santa Maria como a verdadeira Mãe de Jesus Cristo, o Filho de Deus. Poucos dias após o nascimento de Jesus, e logo no início do ano civil (um novo ano), a festa da Solenidade de Santa Maria é uma oportunidade para todos os católicos pedirem a protecção da Virgem Maria para o ano que se segue.

Além de ser dedicado à “Mãe de Deus,” este primeiro dia do ano é também chamado de “Dia Mundial da Paz”. Esta celebração anual, que é assinalada no primeiro dia do ano (civil) foi instituída pelo papa Paulo VI, no dia 8 de dezembro de 1967, entrando em vigor no dia 1 de janeiro de 1968.

António Costa