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Edição 732

Festa do Ano Novo

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A festa do Ano Novo é um evento em que se comemora o início do ano civil e corresponde, no calendário anual, ao começo do ano. Em muitas culturas (e países) de quase todo o mundo é celebrado, na véspera, com um jantar e/ou ceia.

Os calendários primitivos mais antigos do Velho Continente, de que a História nos proporciona uma informação mais concreta, são (os dos povos) hebreu e egípcio. Ambos tinham um ano civil de 360 dias: curto para representar o ciclo das estações, mas grande para corresponder ao chamado “ano lunar”, que se define como um período de tempo igual a 12 lunações existentes no ano trópico, ainda desconhecido.

O Ano Novo do calendário gregoriano é iniciado a 1 de janeiro, designado por “Dia de Ano Novo”, tal como acontecia no calendário romano. Há certas regiões do Globo que calculam a data de ano novo de forma diferente.
A comemoração, no ocidente, tem origem num decreto do imperador Júlio César, que fixou o 1.º dia de janeiro como o “dia de Ano Novo” no ano 46 a.C. Os romanos dedicavam esse dia a Jano, o deus dos portões. O mês de janeiro deriva do nome Jano, que tinha duas faces (sendo bifronte), uma voltada para a frente, visualizando o futuro e outra para trás, visualizando o passado. É sabido que os romanos adoravam vários deuses (eram politeístas) e não existia nenhuma informação ou referência de que o povo judeu, à época, tenha comemorado o Ano Novo, tão pouco os primeiros cristãos o tenham feito. Há referências que, durante a Idade Média, vários outros dias foram comemorados e considerados como o início do ano civil: 1 de março, 25 de maio, 1 de setembro, até 25 de dezembro. Foi só recentemente que o dia 1 de janeiro voltou a ser o primeiro dia do ano. Em muitos países da Europa é feriado nacional.

Com a expansão da cultura ocidental para muitos lugares do Mundo durante os últimos séculos, o calendário gregoriano foi adoptado por muitos outros países como o calendário oficial e a data de 1 de janeiro tornou-se global para celebrar o Ano Novo, mesmo em países com as suas próprias comemorações em outros dias, como por exemplo Israel, China ou Irão.

Véspera de Ano Novo/Passagem de Ano/Reveillon

A véspera de Ano Novo, também chamada de “Reveillon” – em francês, termo que significa reanimar, despertar, (deixar de dormir) virada de ano (brasileiro), passagem de ano -, refere-se ao dia 31 de dezembro e que precede o dia de Ano Novo, nos países que seguem o calendário gregoriano.

Na cultura ocidental, no final do dia 31 de dezembro, realiza-se uma ceia demorada e aguarda-se a chegada da meia-noite para, em família ou com amigos, saudar o início do ano com queima de fogo de artifício, comendo 12 uvas passas e brindando ao Novo Ano, que acaba de chegar, com espumante… Segundo o folclore português, esta celebração está ligada a uma lenda popular que deu o nome da noite de São Silvestre a esta noite.

No século XVIII, em França, o termo Reveillon designava as festas da nobreza, que duravam toda a noite. É também usado o termo Reveillon de Saint Sylvestre.

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São vários os eventos que se realizam em toda a parte, por ocasião da passagem de ano, numa clara alusão à “despedida do Ano Velho” e “Boas-vindas ao Novo Ano” que acaba de iniciar. Assim, além das já referidas reuniões familiares, há também algumas autarquias locais que organizam festas, a que não faltam os fogos de artifício. Em muitas cidades do nosso país, vários clubes ou associações desportivas organizam corridas de atletismo (a que chamam de Corridas de S. Silvestre).

Para a história fica um evento “satírico-humorístico” que se realizou nos meados do século XX e se manteve durante vários anos. Este

“Desfile/Funeral” realizava-se na noite do dia 31 de dezembro, nas principais artérias da então vila de Santo Tirso, e designava-se “Enterro do Ano Velho”. Este desfile terminava em frente às antigas instalações do Hotel Cidnay, hoje Banco Millenium. Neste local, era lido um Testamento satírico (do Ano Velho) com críticas aos costumes de então, seguido dos “pedidos” e “promessas” ao Ano Novo que acabara de nascer.

Festa de Santa Maria Mãe de Deus e Dia Mundial da Paz

A festa de Santa Maria Mãe de Deus é a primeira festa mariana que surgiu na Igreja Oriental e começou a ser celebrada no século VI, em Roma. É o dia em que a Igreja proclama a Virgem Santa Maria como a verdadeira Mãe de Jesus Cristo, o Filho de Deus. Poucos dias após o nascimento de Jesus, e logo no início do ano civil (um novo ano), a festa da Solenidade de Santa Maria é uma oportunidade para todos os católicos pedirem a protecção da Virgem Maria para o ano que se segue.

Além de ser dedicado à “Mãe de Deus,” este primeiro dia do ano é também chamado de “Dia Mundial da Paz”. Esta celebração anual, que é assinalada no primeiro dia do ano (civil) foi instituída pelo papa Paulo VI, no dia 8 de dezembro de 1967, entrando em vigor no dia 1 de janeiro de 1968.

António Costa

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Edição 732

Memórias e Histórias da Trofa: S. Gonçalo em 1901

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O fatídico ano de 2020 está prestes a terminar e com ele encerram bastantes dificuldades, algumas delas desconhecidas pela maioria da população.

O dezembro termina e o mês que se segue é o janeiro, que marca um dos momentos mais importantes da cultura popular, com a comemoração de S. Gonçalo, na freguesia de Covelas, concelho da Trofa.

Todos nós, certamente, teremos inúmeras histórias para contar sobre estas festas, que são das poucas atividades que os trofenses ainda aderem em bom número e que permitem que o lado mais popular da sua vivência tenha grande destaque cultural.

Uma festa de cariz popular iria ser capaz de atrair um elevado número de pessoas para um evento em que é impossível atestar a sua data de formação com certezas e rigor que a história obriga.
A romaria que venho aqui abordar realizou-se, praticamente, há 120 anos…

(…)

Esta crónica só pode ser lida integralmente na edição impressa do jornal ou através da edição disponível para assinaturas online. Mais informações aqui

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A extraordinária ceia de 1973

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Apesar de ter nascido no dia 26 de Dezembro de 1973, eu, dois dias antes, sem ter consciência de mim, comecei a animar de uma forma diferente uma ceia de Natal, quando o meu pai se ia servir pela segunda vez do bacalhau e dei um sinal de alarme à minha mãe:

– É agora! O nosso menino vai nascer! – diz ela
– Outra vez?! – interroga-se um dos meus tios, depois de se ter servido mais do vinho do que do bacalhau.
– Acho que a Tininha não está a falar do Menino Jesus, mas do nosso filho, que trás na barriga! – clarifica o meu pai.

Como quem se serve mais do copo do que do prato fica mais liberto de espírito, o meu tio exclama o que não teve coragem de dizer durante nove meses:

– Pensei que a Tininha estava a ficar gorda!!!

O meu avô, personagem expansiva e apreciador das diferenças, que sempre se animou com a felicidade dos outros, declara:

– Deve ser o Messias…o outro! Aquele pelo qual os Judeus estão à espera!

Meio perdido com a conversa e com uma espinha de bacalhau espetada na garganta, aquele que dois dias depois seria pai pela primeira vez, reclama:

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– Messias, não! O meu rapaz vai-se chamar José Augusto.
(Tenho um tio, uma tia e uma prima que ainda me tratam por Gustinho)

– Paizinho, paizinho… – grita, aflita, aquela que dois dias depois seria a minha mãe.
(A melhor)

Aquele que dois dias depois viria a ser avô pela quarta vez levanta-se e dirige-se para o telefone:

– Estou! – e a minha avó a pensou que o meu avô estava a telefonar para a ambulância – És tu, António Absolum?

Do outro lado respondem afirmativamente. É o amigo judeu do meu avô.

– O vosso Messias vai nascer! Está aqui em casa, na barriga da minha filha…mas não te preocupes, vamos já para o hospital!

Do outro lado da linha António Absolum diz algo, que faz o meu avô virar-se para o meu pai:

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– Ó Gusto! A vossa lua de mel…
(Este jovem que viria a ser meu pai, o melhor, também é Augusto)
E sem deixar o meu avô terminar a frase, e com os dedos metidos na boca a tentar tirar a espinha, a única coisa que saiu foi:

– Quente! As noites estavam frias, mas a lua de mel foi quente!
O meu avô preferia que o meu pai tivesse cuspido a espinha em vez daquelas palavras, e virado para o telefone.

– A minha filha não vai dar à luz virgem! O vosso Messias também tem que nascer de uma virgem?

O meu tio que se esqueceu de comer e só bebia, olhava admirado para a “pança” da minha mãe e eu, sem consciência de mim, dou mais um sinal vermelho.

– ELE VAI NASCER!!! – berra a minha mãe.

O meu avô regressa à mesa e ao pegar no copo de vinho, a minha avó,
(A melhor)
firme, ordena – Vamos já para o hospital.

Já na rua, as chaves do carro passavam de mão em mão, não estando ninguém em condições de conduzir. O meu tio a pensar que a minha mãe afinal não estava gorda; o meu pai aflito com a espinha na garganta; o meu avô, fora da realidade, a pensar, “Que ser especial estará para nascer”; as mulheres não tinham carta e a minha avó, virada para o meu primo de dezasseis anos, que só bebeu Spur-Cola nessa noite, diz-lhe:

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– Levas tu o carro! – e passa-lhe as chaves para a mão, tendo sido esta a atitude mais sensata.

Chegados ao hospital, o meu tio enquanto aponta para um frasco pendurado numa maca, diz, “Quero beber daquilo!”, e foi colocado a soro; o meu pai foi para “Clínica Geral”, para tirar a espinha, e o médico ao ver a minha mãe, firme e em alta voz, anuncia, “A CRIANÇA VAI NASCER.”
 
E nasci…dois dias depois, no dia 26 de Dezembro de 1973. O meu avô telefonou ao seu amigo judeu e diz-lhe, “Nasceu-me mais um Messias! É o quarto, tão especial como os outros!”.
 
Assim deviam ser as crianças, para os Seus…Especiais!

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