A segunda edição da Festa de Rua decorreu no fim de semana de 16 e 17 de maio, animando a freguesia do Muro.

“Low cost”. É assim que a Junta de Freguesia do Muro caracteriza o evento que se realizou pelo segundo ano consecutivo, na Praceta de S. Cristóvão e que contou com cerca de 50 expositores. Em 2015, a Festa de Rua extravasou os limites da freguesia, acolhendo também artesãos de vários concelhos como Braga, Guimarães e Vila Nova de Famalicão.

Conceição Campos, tesoureira da Junta de Freguesia, admitiu que, este ano, a organização ficou “realmente surpreendida com a adesão das pessoas”.

A falta de verbas para esta iniciativa não foi um obstáculo para a Junta, visto que toda a animação ficou ao encargo dos murenses. “Apenas pagamos o som e o palco, não há remuneração para ninguém. Há bandas que se formaram precisamente para este evento e não cobraram nada”, garantiu Conceição Campos, acrescentando que “o fazem com muito gosto, por amor à música e à freguesia”.

E como é em tempos de crise que os talentos emergem, as atuações de grupos da Associação Cultural e Recreativa do Muro animaram os presentes na noite de sábado. As passagens de modelos de calçado e de “street wear” foram outros dos chamarizes da festa.

No domingo, foi a Escolinha de Rugby da Trofa a inaugurar a animação que se prolongou durante o dia com as atuações da Muro de Abrigo, EB/JI do Muro e com o Grupo de Danças tradicionais de S. Cristóvão do Muro.

Conceição Campos assegura que muitos dos artesãos que expuseram na Festa de Rua são pessoas desempregadas e que viram na iniciativa uma oportunidade de “angariar mais dinheiro”. A murense assegura que toda a gente é bem-vinda e que o espírito da Festa de Rua é “abrir a porta a toda a gente”.