Agrupamento Vertical de Escolas da Trofa promoveu terceira edição da Feira de Saúde, que se estendeu por várias escolas, englobando 1900 alunos.

Numa sala estavam dispostos os equipamentos que iriam medir a pressão arterial e a diabetes. Noutra, algumas senhoras preparavam-se para promover um workshop sobre chás, no qual iriam partilhar a sua experiência com os mais novos. No exterior, apelava-se à prática desportiva com uma aula que juntou uma pequena multidão que exercitou os músculos ao som da música. Estas foram algumas das atividades promovidas na terceira edição da Feira de Saúde, promovida pelo Agrupamento Vertical de Escolas da Trofa.

Na sede, a Escola Básica 2/3 Professor Napoleão Sousa Marques, os participantes até tinham um espaço de maquilhagem, porque a aparência também conta na hora de se falar em bem-estar.

A edição deste ano da iniciativa, que coincidiu com o Dia Mundial da Saúde, 7 de abril, teve “uma dimensão diferente” e englobou “todas as escolas do Agrupamento, abrangendo 1900 alunos”, anunciou Ana Ribeiro, coordenadora de Saúde do estabelecimento.

Ao longo do dia “as atividades realizadas tinham como objetivo a promoção da saúde, desde a alimentação, com aulas de culinária, a amostragem de alimentos cultivados na terra, colóquios e o exercício físico”.

A novidade da Feira de Saúde foi a “colheita de sangue”, que se realizou na EB 2/3 para os elementos da comunidade escolar que reunissem os requisitos necessários para “este ato de cidadania”. Esta ação visava “mostrar aos alunos que dar sangue não é uma coisa que é só para os outros” e incentivá-los a contribuírem também quando completarem 18 anos.

De acordo com Ana Ribeiro, esta iniciativa contou com a colaboração de várias entidades, como “a autarquia, instituições particulares e grupos desportivos”. Mostrar que o desporto não se faz só de futebol também era um propósito da Feira.

João Machado é aluno do 8º ano e aprendeu a ler a bula dos medicamentos, e a valorizar “ o prazo de validade”. “Muita gente vai ao hospital por uma intoxicação”, explicou.

Para João, que nunca tinha ouvido falar do conceito de parafarmácia, a Feira da Saúde “faz bem para os jovens aprenderem mais acerca da medicina e cuidados farmacêuticos”. “Ajuda-nos a explorar melhor o nosso corpo e o nosso tipo de atitude perante a saúde”, completou.

Os professores também tiveram um papel ativo na realização desta Feira. Fernanda Neto considerou que esta iniciativa permite “mostrar à comunidade o que se passa dentro da escola”. “Por outro lado, permite aos alunos terem aulas diferentes, mais lúdicas, que lhes ensina para a prática do dia a dia”, afirmou.

Paralelamente, decorreu um workshop de matemática, que serviu para mostrar como os números se aplicam no dia a dia, mais especificamente na saúde”.

Com a iniciativa, o Agrupamento quis cumprir “a função de transformar a sociedade através da promoção da saúde”.