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Ano 2011

Feira Anual da Trofa – Deputados ouvem preocupações dos expositores

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 A Feira Anual da Trofa foi local de passagem de deputados da Comissão de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural.

 Contactar com os expositores da Feira Anual para perceber as preocupações do sector agro-pecuário foi o objectivo da visita à Trofa do vice-presidente do Grupo Parlamentar do PSD, Pedro Lynce, e da deputada, Luísa Roseira, à Trofa. Acompanhados pela Comissão Política Concelhia do PSD da Trofa, os sociais-democratas quiseram mostrar que o partido “está ao lado dos agricultores”.

Com doutoramento em Agricultura, Pedro Lynce foi o mais entusiasta no contacto com os expositores. O vice-presidente do Grupo Parlamentar do PSD referiu que, na conversa com os expositores, ficou patente “a necessidade de um mecanismo de regulação”, nomeadamente, “dados mensais sobre os custos ao longo de toda a cadeia, desde os produtores até às grandes superfícies”. De acordo com o deputado, face à inexistência deste mecanismo, “quem tem mais dificuldades é o produtor”.

Já presença habitual na Trofa, Luísa Roseira foi mais longe nas críticas ao Governo e sustentou que “no âmbito da abstenção do Orçamento para 2011, o PSD teve uma palavra fundamental relativamente ao sector agrícola”. “Consideramos que era essencial que houvesse um aumento do PRODER (Programa de Desenvolvimento Rural) no âmbito dos 50 milhões de euros, bem como que não fosse aumentado o IVA para os produtos do sector agro-pecuário”, frisou.

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Os deputados do Partido Socialista e do CDS que compõem a Comissão de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural acompanhados pela presidente da Câmara Municipal, Joana Lima, e pelo presidente da Junta de Freguesia de S. Martinho de Bougado, José Sá também passaram o fim de tarde de sábado a visitar a Feira da Trofa. No stand da Agros ouviram as explicações e colocaram questões sobre o sector leiteiro continuando depois numa visita ao certame que, para os deputados já não é novo. Há cerca de quatro anos que a Comissão agora presidida pelo deputado bloquista Pedro Soares, visita a Trofa e a Feira.

Já depois do jantar no qual marcaram presença deputados do Bloco de Esquesda, CDS, CDU, PS, e PSD a convite da autarquia liderada por Joana Lima, o presidente da Comissão entregou lembranças às Coudelarias e cumprimentou alguns dos criadores de Cavalos Puro Sangue Lusitano da Trofa.

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Sempre ao lado dos deputados, o presidente da Comissão Política Concelhia do PSD não deixou de invocar as dificuldades sentidas pelos produtores trofenses. “Há muitas pessoas do concelho da Trofa que vivem deste sector e que neste momento têm grandes dificuldades na sua produção e no seu dia-a-dia. Perante isto, queremos mostrar que o PSD está preocupado e esperamos que neste sector o futuro seja muito mais risonho do que aquilo que é hoje”, sustentou.

A deputada reconheceu a “importância” da Feira Anual da Trofa: “É um marco na história do Norte do país a nível do sector”.

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Ano 2011

O ano de 2012 não será uma hecatombe, mas…

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A passagem de mais um ano, obriga-nos a meditar sobre o ano que passou e o ano que está a chegar. Não é que se viva de recordações, mas elas são muito úteis para se poder fazer um balanço da nossa vida; de onde viemos, para onde vamos. É o tradicional «reveillon», talvez o mais triste dos últimos anos.

O ano que agora finda é provavelmente, aquele que mais afetou a vida de quase todos nós, que ainda por cá andamos. O ano que virá, não será uma hecatombe, mas será um ano de muitas falências, de desemprego, de recessão e de depressão. Será a continuação da crise, ainda mais agravada com o passar do tempo.

Não vai ser possível escapar a mais um ano de recessão e caos económico, uma situação que não vivemos desde a segunda guerra mundial. O ano que agora festejamos o seu fim, brindou os portugueses com algumas medidas de carácter económico, que fizeram abalar a “carteira” de muitos, a começar com os cortes, para alguns, nos subsídios de férias e de natal, no fim das borlas nas SCUT, o fim do passe social para todos e os diversos e sucessivos aumentos em produtos necessários ao nosso dia-a-dia.

A crise que estamos a atravessar é uma crise quase generalizada a todo o mundo: o Ocidente debate-se com uma grave crise económica, que dura há mais de três anos; a África continua com as suas tradicionais crises humanitárias, económicas e políticas; a Ásia está a viver um conjunto de problemas originados pelo crescimento económico muito rápido de diversos países. A crise – financeira, económica e social -, alastrou-se a todo o mundo e o ano de 2012 vai exigir um combate em todas as frentes, vai exigir soluções globais.

Os decisores políticos mundiais deverão ter em atenção algumas premissas para que o combate tenha o êxito desejado. Em primeiro lugar, deve ser dada a primazia da economia sobre as finanças, mas antes de tudo devem dar a primazia ao ser humano. Não se quer uma economia baseada no «capitalismo selvagem», mas uma economia centrada no homem. É no homem e para o homem e nos princípios da solidariedade, que a economia deve estar focada. Só assim é que faz sentido.

Vai ser preciso um combate eficaz à miséria, à fome, ao desemprego, que grassa por todo o mundo. Seguramente, o ano que se avizinha terá de ser um ano de grandes transformações, pois os desafios são tremendos. Vai ser preciso suster o descalabro das finanças públicas, deter o galopante crescendo da dívida soberana dos Estados e fazer crescer a economia.

A crise que o mundo está a atravessar interpela todos, pessoas e povos, homens e mulheres, jovens e menos jovens, empregadores e empregados, partidos políticos e grupos de reflexão a um profundo discernimento dos princípios e dos valores que estão na base da convivência social. A crise obriga a um empenhamento geral, numa séria reflexão sobre as causas e soluções de natureza política e económica não deixando de ter o homem como epicentro. Para o bem-estar da humanidade. Sempre!

José Maria Moreira da Silva

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moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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Ano 2011

Grupo de Jovens de Guidões recria presépio

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O Grupo de jovens S. João Baptista de Guidões deu vida ao presépio, numa iniciativa que é já tradição na freguesia.

Para muitos o dia de Natal é sinónimo de descanso e convívio familiar, mas em Guidões cerca de duas dezenas de jovens abdicam do conforto do lar para dar vida ao nascimento de Jesus, recriando o Presépio ao Vivo.

O último domingo, 25 de dezembro, começou bem cedo para o grupo. Ainda o relógio da Igreja Paroquial, onde é encenado o presépio, não assinalava as 7 horas e já os primeiros elementos chegavam para ultimar os preparativos. “Há certas coisas que apenas podemos fazer no dia, como colocar decorações e trazer os animais”, explicou o presidente do grupo de jovens, José Pedro Campos. Depois de tudo colocado no devido sítio, os animais acomodados nas suas cercas e dos jovens vestirem os trajes da época, era altura de ensaiar a encenação que deveriam levar a cabo durante a eucaristia de Natal. “Este ano, para além do presépio, também fizemos uma pequena atuação no momento de Ação de Graças”, esclareceu o responsável.

Esta é uma iniciativa que o Grupo de Jovens S. João Baptista de Guidões desenvolve há já vários anos: “Naturalmente que dá bastante trabalho”. “Toda a estrutura foi criada de raiz e é da responsabilidade dos elementos do grupo que soldam, pregam, serram e fazem o que for necessário para que tudo esteja pronto no dia de Natal”, acrescentou José Pedro Campos.

Neste presépio existem anjos, pastores, reis, José, Maria e muitas outras personagens que recriam os relatos da Bíblia, como a aparição do anjo a Maria, a falta de lugar na hospedaria em Belém para José e Maria pernoitarem ou a fuga para o Egito, depois de Herodes ordenar a morte de todos os bebés.

O objetivo é “diversificar as cenas todos os anos para não se tornar monótono”. Se ainda não teve a oportunidade de visitar o Presépio ao Vivo, pode fazê-lo no dia 1 de janeiro entre as 14 e as 17.30 horas.

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