Organizado pela Federação das Associações de Pais da Trofa (FAPTrofa), o colóquio sobre a prevenção rodoviária permitiu às crianças receber formação relativa aos cuidados a ter na estrada.

“É de pequenino que se torce o pepino”. O ditado popular foi levado à risca pelos pequenos que assumiram o volante e percorreram a pista montada no Parques Nossa Senhora das Dores e Dr. Lima Carneiro. Antes, tiveram de passar por várias etapas a fim de conseguirem a tão almejada “carta de condução”. O prémio de conduzir um carro – de brincar, claro – foi a forma que a FAPTrofa encontrou para incentivar os mais novos a participar no colóquio sobre prevenção rodoviária, que se realizou no domingo, 17 de maio.

A iniciativa incitava à passagem pelos postos ocupados por várias entidades da Proteção Civil presentes: Polícia Municipal, o Agrupamento dos Centros de Saúde de Santo Tirso e da Trofa (ACeS), a Cruz Vermelha de Vila do Conde, Guarda Nacional Republicana e os Bombeiros Voluntários da Trofa (BVT).

O presidente da FAPTrofa, Duarte Araújo, garantiu que a atividade, preparada “há dois meses” e feita “para a comunidade escolar”, ficou marcada pela “boa adesão” dos trofenses, permitindo fazer “um balanço bastante positivo”.

Estas ações de sensibilização orientadas para os mais novos têm como público-alvo não só os futuros condutores, mas também os peões, de forma a reduzir a sinistralidade. Para José Moreira, sócio-gerente da Escola de Condução Guiarte, “a segurança rodoviária começa no berço” e é nesse sentido que os progenitores devem trabalhar, declarou.

A importância do sistema de retenção – conhecido como “cadeirinha” – foi também destacada pelas profissionais do ACeS, pois o uso “imprescindível e obrigatório” ainda não está incutido na mentalidade dos portugueses. Elsa Silva, enfermeira do ACeS, realçou que, sem ele, “o risco de projeção é real”, afirmando que é necessário alterar a noção “do conceito de segurança”.

Um dos momentos altos da iniciativa foi um simulacro protagonizado pelos BVT, que montaram um cenário de acidente rodoviário com uma vítima encarcerada. Além de servir para mostrar ao público o trabalho dos soldados da paz, o exercício mostrou também a pertinência de se comunicar com objetividade aos serviços de emergência. “Se cruzarem com um acidente, quando ligarem para o 112, a pedir socorro, analisem bem se a vítima está encarcerada. Muitas vezes dizem que não está, vai só a ambulância e quando fazem a avaliação, vêm que a vítima está encarcerada e perde-se tempo em pedir outro meio diferenciado”, apelou.

Durante o dia, os alunos das escolas e jardins de infância do Paranho e Finzes subiram ao palco para mostrar os seus dotes artísticos, através da dança.