Vila Nova de Famalicão não tem um Castelo Medieval. No entanto, entre 19 e 22 de Maio, a cidade vai ganhar não só um castelo como também vai viver todo o ambiente característico da época medieval. Trata-se de mais uma edição da Feira Medieval e Quinhentista, que foi segunda-feira, apresentada em conferência de imprensa. Organizada no âmbito da prova de aptidão profissional do curso de animação sociocultural da Escola Profissional Cior, em colaboração com a Câmara Municipal de Famalicão, a iniciativa conta com a participação de mais de 700 pessoas.
O castelo, construído em madeira, irá ocupar o centro da Praça D. Maria II e a Feira irá decorrer à sua volta, tal qual acontecia nas aldeias, na época medieval. A todas as horas haverá animação com a realização de danças, acrobacias, lutas de varapaus, saltimbancos, desfiles reais, apedrejamentos e demonstrações de aves de rapina, entre muitas outras actividades. O assalto ao castelo é uma das iniciativas mais atractivas, contando com a participação de cerca de 60 pessoas, num espectáculo que retrata a reconquista do castelo aos mouros. Para o professor Luís Bessa, responsável pelo curso de animação sociocultural, este é mesmo “o ponto alto do programa da Feira”. “É criado um ambiente de luta de cavaleiros com dinâmica teatral e acção dramática muito forte”, explica, salientando que “este ano os lugares são todos sentados, permitindo ao público um melhor visionamento”.
Paralelamente aos espectáculos decorre a Feira, com a participação de mais de 70 mercadores e artesãos, provenientes das várias regiões do país, mas também da Galiza.
 À prova estarão as melhores e mais tradicionais iguarias da época, como o pão de milho, queijos e enchidos. Javali, veado e coelho serão outros dos petiscos que podem ser apreciados. Na feira, não faltarão também as barraquinhas com bijutarias, tapeçarias, pedras aromáticas e artesanato.

O director da escola profissional Cior, Amadeu Dinis, destacou a importância do relançamento desta iniciativa não só para os alunos mas também para a cidade. Por sua vez, o vice-presidente da autarquia e vereador da Cultura e Turismo Paulo Cunha destacou três ideias que levam a Câmara Municipal a apoiar esta iniciativa. Por um lado, o responsável falou da “dimensão histórica e cultural” da iniciativa. “É um evento que retrata momentos da nossa história, não só do passado desta terra, mas também da história de Portugal”, salientou, realçando “a dimensão educativa da Feira Medieval”. Paulo Cunha referiu ainda a promoção turística do evento. “Durante quatro dias, a cidade fica engalanada, atraindo milhares de pessoas”. O autarca destacou ainda o “envolvimento da escola profissional Cior e dos seus alunos, neste projecto”. 
Desde o início do ano lectivo que alunos, professores, encarregados de educação e até familiares dos alunos estão envolvidos na concretização do evento, procurando patrocínios e reaproveitando os materiais.
A feira tem um orçamento de 80 mil euros, contando com um apoio municipal de 10 mil euros.