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O ministro das obras Públicas, Transportes e Comunicações, António Mendonça, defendeu esta quinta-feira, em Vila Nova de Famalicão, a necessidade de se avançar com uma política pública de arquitectura em Portugal, visando a melhoria da qualidade de vida das pessoas.

O governante que presidiu à sessão de abertura do 12.º Congresso dos arquitectos que está a decorrer até sábado, na Casa das Artes, afirmou que a arquitectura é “um pilar fundamental no desenvolvimento do país, seja no que diz respeito à economia, ao desenvolvimento sustentável, à eficiência energética e às alterações climáticas, ou na criatividade e inovação”.

Sobre o tema do congresso “Arquitectura para Todos: uma Política Pública de Arquitectura para Portugal”, António Mendonça citou a Constituição da República para lembrar que “ao Estado, em colaboração com as autarquias locais, incumbe promover a qualidade arquitectónica das nossas povoações”. Neste âmbito, salientou que a actual legislação trouxe “mais responsabilidades, oportunidades e exigências para os arquitectos portugueses, pois reconhece a importância da arquitectura na sociedade”.

“Uma política pública de arquitectura para o nosso país é mais uma pedra na construção do direito à arquitectura”, assinalou ainda o ministro das Obras Públicas.

No mesmo sentido, falou o presidente da Câmara Municipal de Famalicão, Armindo Costa, que destacou a importância do tema. “O tema escolhido remete-nos para o objectivo de uma crescente democratização da arquitectura em Portugal, desafio que a Ordem dos Arquitectos assumiu e bem, procurando tornar a arquitectura mais acessível a todas as pessoas”, afirmou o autarca.

Armindo Costa que esteve também em representação da Associação Nacional dos Municípios referiu que este “é um desafio de crucial importância para o país, muito particularmente para as autarquias portuguesas, onde o plano arquitectónico assume um papel decisivo na organização e harmonização do espaço, na acessibilidade do mesmo a todos os cidadãos e na sustentabilidade das nossas cidades e das nossas aldeias”.

O edil famalicense que apresentou o concelho perante os cerca de 200 congressistas que participaram no evento referiu ainda que “Famalicão é hoje uma referência na arquitectura portuguesa em resultado do trabalho desenvolvido pela Universidade Lusíada e pela sua Faculdade de Arquitectura e Artes”.

Entretanto, o presidente da Ordem dos Arquitectos João Belo Rodeia afirmou que a “arquitectura é um direito dos cidadãos, porque é de todos e é para todos”. Neste âmbito, o responsável desafiou todos os arquitectos a “abrirem-se à sociedade e a todos os portugueses”.

O responsável referiu ainda que a escolha de Vila Nova de Famalicão para a realização do congresso se deveu ao seu papel de “microcosmos dos desafios futuros ao desenvolvimento do país”.