O executivo da Câmara Municipal de Santo Tirso marcou uma conferência de imprensa que serviu para fazer o balanço dos primeiros seis meses de mandato.

O ponto de situação da delimitação de fronteiras entre os concelhos da Trofa e Santo Tirso é “o mesmo de 98”. Quem o disse foi Joaquim Couto, presidente da Câmara Municipal de Santo Tirso, durante a conferência de imprensa, que decorreu na manhã de terça-feira, 15 de abril.

Quando questionado sobre o que faltava fazer para ficar concluída a delimitação de território entre os dois concelhos, o edil tirsense avançou que “falta fazer tudo”, tendo apenas o Governo definido “provisoriamente” os limites dos concelhos para “efeitos de PDM (Plano Diretor Municipal) e de procedimentos administrativos”, porque de resto “está tudo por fazer”.

Tanto é que ainda há processos da população trofense na Câmara Municipal de Santo Tirso. Joaquim Couto “não sabe” ao certo o número de processos, mas confidenciou que “a expressão do senhor presidente da Câmara Municipal da Trofa”, referente às “cinco toneladas”, é da autoria do autarca tirsense. “Não sei se são cinco ou se são quatro, mas é muito papel. Ainda por cima agora que os sistemas estão informatizados é muito papel que temos a ocupar um espaço nobre da Câmara”, acrescentou.

Quando questionado acerca das declarações que Sérgio Humberto, edil trofense, proferiu, durante a inauguração do Balcão Único da Câmara da Trofa, garantindo o bom relacionamento e cooperação existente entre as autarquias, Joaquim Couto explicou que “uma coisa é o bom relacionamento e a intenção de boa cooperação e outra coisa é a objetividade de resolver as coisas”, salientando que “essa intenção de cooperação sempre existiu mais ou menos”, mas “nunca se conseguiu avançar para a objetividade dos documentos”, ou seja, “separar o que é da Trofa e o que é de Santo Tirso, o pagamento de indemnizações de acordo com a Lei e as transferências de processo”. “Tudo isso está por fazer, porque, independentemente das boas palavras e das boas intenções, não se passou disso”, salientou.

Durante a conferência, o edil tirsense anunciou ainda que “nos próximos dias será lançada a adjudicação de uma empreitada fundamental da área da Cultura e do Turismo do concelho”, referindo-se às obras de adaptação do Museu Abade Pedrosa e de construção do Centro Interpretativo do Museu de Escultura ao Ar Livre, da autoria de Siza Vieira, que vão custar “4,6 milhões de euros”, sendo “85 por cento comparticipados por fundos comunitários, ainda ao abrigo do ciclo de apoios 2007/13, e o restante (cerca de 700 mil euros) a cargo da autarquia”. Joaquim Couto tem a expectativa de que as obras se iniciem no final de julho e terminem no final de 2015.

O autarca socialista deu nota dos principais projetos feitos desde que tomou posse em outubro de 2013, dando destaque aos programas de emergência social, à realização de reuniões de Câmara descentralizadas e a investimentos feitos na área da educação e de obras públicas.

Questionado acerca das contas da autarquia, Joaquim Couto disse que “os dados apurados em auditoria interna não revelaram nada de especial pois os valores em jogo são considerados aceitáveis”. No entanto, o autarca contou ter ficado “surpreendido” com “uma dívida de 1,4 milhões de euros, relativa à incubadora de empresas localizada na Fábrica de Santo Thyrso”.

Outra das novidades anunciadas foi o regresso da Volta a Portugal em Bicicleta a Santo Tirso, após dois anos de interregno. O Monte de Nossa Senhora da Assunção será o ponto de chegada de uma das etapas da prova nacional.