Na presidência aberta realizada em Covelas, o executivo camarário afirmou que as obras para o saneamento na freguesia estarão concluídas “até 2016”.

Dois mil e dezasseis é o ano previsto pela Câmara Municipal da Trofa para a população de Covelas ter acesso ao saneamento. O assunto foi abordado pelos executivos do município e da Junta, na presidência aberta feita naquela freguesia, na manhã de sábado.

Os autarcas visitaram o território covelense para inteirarem-se dos problemas e necessidades da população. O saneamento é, segundo o presidente da Junta, Feliciano Castro, “um bem essencial” cuja falta não faz sentido nos dias de hoje. “Logo a seguir ao 25 de Abril, uma das prioridades foi a aposta no saneamento. Estamos a 20 quilómetros do Porto e de outras zonas mais desenvolvidas e ainda não o temos. Temos consciência que é um investimento muito grande, mas pelo que ouvimos do senhor presidente da Câmara, há perspetivas de no futuro se começar a desenvolver essa obra”, sublinhou, afastando a ideia de que o facto de a freguesia ser de cariz rural pode ter comprometido, até agora, o avanço da empreitada.

Para Sérgio Humberto, a “única coisa boa” da concessão assinada entre o município e a empresa Águas do Noroeste “é o plano de obras” previsto para Covelas.

Já relativamente ao abastecimento de água, o autarca afirmou que “depende” do desfecho que tiver “a candidatura a fundos comunitários” feita pela Indaqua, através do “POVT (Programa Operacional de Valorização do Território)”. “Tudo depende do financiamento que existir, não existindo, a Câmara está disponível para reunir rapidamente com a Indaqua para ver qual a intenção de trazer a água pública à população”, afiançou.

Outro dos problemas discutidos foi a lotação do cemitério. Apesar de reconhecer que “é um problema a curto prazo” e que “a Câmara está disponível” para colaborar com a Junta para proceder ao alargamento, Sérgio Humberto afirmou que a solução “não será num curto espaço de tempo”, porque “envolve fundos financeiros bastante elevados”.

Feliciano Castro assinalou o facto de Covelas “estar a ficar com uma população bastante envelhecida” e de “as vagas para sepulturas começarem a escassear”. “Há já um projeto inicial do futuro alargamento, mesmo em termos de parte geográfica. Estamos agora a entrar em contactos para desenvolvê-lo”, frisou.

Na reunião, que contou com pouco mais de uma dezena de covelenses, o executivocamarário comprometeu-se a “resolver” o problema de infiltrações na Escola de Querelêdo, consequência de um “projeto mal feito”,, referiu Sérgio Humberto. “Iremos desenvolver rapidamente um conjunto de metas para corrigir alguns problemas, para fechar a candidatura (a fundos comunitários) definitivamente”, desta empreitada teve início em 2009 a poucos dias da eleições autárquicas.