Permitam-me que me pronuncie sobre as péssimas formas de fazer política de gente que ao aproximarem-se as eleições, sonha em ganhar, passando por cima de tudo e de todos.

Dói muito ser caluniado e vilipendiado por quem não dá nunca a cara. Dói muito ver a tentativa de envolver a minha família em coisas inconcebíveis, só admitidas por mentes torpes e pequenas.

Para além da dor, custa-me muito ouvir pessoas de fora do Concelho a perguntar como é isto possível na Trofa. Custa-me muito admitir que Trofenses possam estar por trás de coisas tão baixas e tão sujas.

Podem dizer que tenho um pensamento idílico do que é ser Trofense. Mas para mim Trofense é sinónimo de gente de carácter. De gente que dá cara. De gente que tem ideais. De gente que é empreendedora. De gente que teve a coragem, dando a cara, de lutar pela criação do Concelho.

Os Trofenses – os nascidos, os criados e os que para cá vêm viver e ajudam a Trofa a crescer e a ter qualidade de vida – não podem ser confundidos com o tipo de comportamento a que me estou a referir.

Defendo que a política é um serviço às pessoas e à comunidade. É a luta permanente pelo bem-estar comum. A política só tem sentido praticada com ética e subordinada a princípios e valores humanistas.

O panfleto anónimo e cobarde descredibiliza a política e procura descredibilizar todos aqueles que se dedicam à política como uma causa democrática. Os autores incógnitos do panfleto esquecem que há muito gente que está na vida pública, dando sentido às palavras de Mota Pinto: “na política é bom ter a chave do carro no bolso”.

É Essencial ter uma carreira profissional. É bom não depender de um cargo de deputado, de um lugar de nomeação política aqui ou ali para se viver.

Nestas coisas há sempre o reverso da medalha. Fiquei muito contente ao estar presente num dos maiores jantares de sempre realizados na Trofa. Éramos mais de 3000 pessoas.

Eu estive lá. Senti a solidariedade. Senti o amor à Trofa. Senti a amizade. Senti o repúdio pelos panfletos anónimos e cobardes.

Porque estive lá, não esqueço que foi bonito, que foi mobilizador, que foi um sinal claro que vale a pena ter princípios e valores. Vale a pena ser Trofense.

Tiago Vasconcelos