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Ano 2008

Estreia “amarga” com derrota nos últimos minutos

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A vencer por 2-1 até aos 85 minutos, quase nada fazia prever que os pontos fugissem ao emblema de Santiago de Bougado. Mas, a vontade do recém-promovido fez com que um resultado positivo construído quase até ao final da partida desaparecesse em cinco minutos.

bougadense.jpgEsteve a vencer por duas vezes, mas não evitou o desaire mesmo nos minutos finais da partida. O Bougadense entrou na nova época com um desaire frente ao motivado Vilarinho, que nunca desistiu da vitória no seu reduto, um dos quatro pelados resistentes na Divisão de Honra.

Quem viu o início da partida não calculava um desfecho como aquele. Logo aos oito minutos, a partir de uma jogada estudada, Pedro Costa surgiu isolado em frente ao guarda-redes adversário e atirou para o primeiro golo do Bougadense.

O empate, aos 22 minutos, por intermédio de Pedro Leite, não desmotivou os pupilos de Agostinho Lima que apesar de não conseguirem reagir na primeira parte, chegaram novamente à vantagem, à passagem do minuto 59, na sequência de um pontapé livre cobrado de forma exímia por Ramalho.

A vencer por 2-1 até aos 85 minutos, quase nada fazia prever que os pontos fugissem ao emblema de Santiago de Bougado. Mas, a vontade do recém-promovido fez com que um resultado positivo construído quase até ao final da partida desaparecesse em cinco minutos. Dois remates de fora de área sem oposição, o primeiro da autoria de Rui e depois, de Pedro Leite, que bisou aos 90 minutos, deram os três pontos à formação de Santo Tirso.

Um "balde de água fria" para jogadores e treinador, que tinha apenas no banco quatro atletas, face às lesões de Fábio, Bruno Sousa, Bruno Cruz, Tó, Ricardo Sá e Adolfo. Para piorar Agostinho Lima foi obrigado a fazer duas substituições forçadas, face às lesões de Pedro Costa e Ramalho.

Contratempos que se juntaram "à ingenuidade da equipa", afirmou o técnico em análise à partida inaugural do campeonato. Para Agostinho Lima "a inexperiência de jogar numa Divisão de Honra" foi o factor preponderante para a derrota.

"Temos muitos jovens que não estão habituados a jogar neste nível e não conseguiram aguentar a pressão da outra equipa que estava a jogar em casa e muito motivada por ter subido de divisão", referiu.

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Sem opções no banco e a jogar num terreno pelado "que obriga a maior desgaste físico" nada ajudou os atletas bougadenses que viajaram de Santo Tirso com uma derrota "difícil de digerir".

"Tivemos grandes oportunidades para fazer o 3-1 e matarmos o jogo e também tivemos um lance que podia dar o empate a 3-3, mas que o guarda-redes impediu com uma grande defesa", acrescentou.

No entanto, o treinador não está desiludido com a exibição da equipa. "Eu sei que eles deram tudo dentro de campo, mas futebolisticamente foi impossível fazer mais".

Para o próximo jogo, com o Sousense, Agostinho Lima espera a mesma dificuldade que em todos os encontros do campeonato.

"Paciência" parece ser a palavra de ordem para os lados de Santiago de Bougado, para que os jogadores se habituem à nova realidade que é a Divisão de Honra da Associação de Futebol do Porto.

Cátia Veloso

 

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Jogo: Campo de jogos do FC Vilarinho

 

Vilarinho

T. António Jesus

 

Macieira

João Pinto

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Norberto

Telmo

Emanuel (Edmundo 80')

Sérgio Teixeira (Pedro Leandro 52')

Ricardo

Rui

Toni (Berto 86')

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Pedro Leite

Paulo

 

Bougadense

T. Agostinho Lima

 

Nuno

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Hélder

Virgílio

Flávio

Zezinho

Vítor

Ramalho (Gil 62')

Bruno

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Ribeiro

Pedro Costa (Ruizinho 71')

João

 

Árbitro: Domingos Ribeiro

 

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Pedro Costa (8'), Pedro Leite (22'), Ramalho (59'), Rui (85') e Pedro Leite (90')

 

Resultado intervalo: 1-1

Resultado final: 3-2

 

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Ano 2008

Cinco mulheres atropeladas, duas em estado grave

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 Dois feridos graves e três ligeiros é o balanço de um acidente de viação, esta segunda-feira, junto à empresa Ricon, em Ribeirão. O condutor do veículo terá ligado ao sogro a pedir auxílio, abandonando depois o local do sinistro, visivelmente transtornado. As mulheres já não correm risco de vida.

 José Marcelino nem queria acreditar no que viu quando regressou de uma tarde de pescaria. “Quando me aproximei do meu carro, que tinha ficado estacionado no sentido Ribeirão/EN14, vi que estava virado em sentido contrário e só quando cheguei perto da viatura me apercebi do que tinha acontecido. Tinha o carro com a parte lateral esquerda completamente desfeita”, adiantou ao NT, José Marcelino ainda mal refeito do susto.

O proprietário do Opel Vectra ainda estava incrédulo com os contornos deste acidente. “Ouvi sirenes enquanto estava a pescar mas como tinha o meu carro bem estacionado nunca pensei que a minha viatura estivesse envolvida”, adiantou.

O palco do acidente foi a Avenida da Indústria, perto da empresa têxtil Ricon, envolvendo três viaturas ligeiras e, segundo o NT conseguiu apurar, resultou de “uma colisão lateral entre dois ligeiros seguida de despiste e atropelamento de cinco peões”, adiantou fonte da Brigada de Trânsito de Braga, que esteve no local.

Alegadamente, as duas viaturas seguiam no mesmo sentido: “Uma das viaturas ia estacionar e a outra tocou-lhe, despistou-se e atropelou as pessoas que iam na berma, batendo ainda numa terceira viatura que estava estacionada. De acordo com a Brigada, trata-se de uma zona sem passeio, mas os peões “circulavam do lado correcto da estrada, com o trânsito de frente”. Os veículos seguiam no sentido poente-nascente, em direcção à EN14.

O acidente terá acontecido às 12.50 horas quando as vítimas, com idades entre os 30 e os 45 anos, regressavam ao trabalho após a hora de almoço. Segundo o NT conseguiu apurar, duas das mulheres são residentes na Trofa e as outras três serão de Ribeirão.

As vítimas foram transportadas para o Hospital S. Marcos em Braga e para o Centro Hospitalar do Médio Ave, unidade de Famalicão.

A mulher de 34 anos de idade, residente na cidade da Trofa, está estável e internada em Braga e segundo um familiar contactado pelo NT, “sofreu fracturas nas duas pernas, num braço e na bacia, apresentando ainda costelas partidas com perfuração dos pulmões, mas não corre riscos de vida”, adiantou. A vítima esteve consciente e contou aos familiares como tudo aconteceu: “Estava a chover, o veículo seguia em direcção à EN 14, estava a ultrapassar um outro que se encontrava parado, acabando por embater no veículo, abalroando ainda uma segunda viatura, e acabou por colher as cinco funcionárias da Ricon”.

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Outra das vítimas, que se encontra internada no Hospital de S. Marcos, apresenta lesões na coluna.

O condutor do veículo, que ficou “transtornado com o acidente”, abandonou o local “com medo que lhe batessem”, segundo confirmou a esposa, garantindo que ele ia entregar-se às autoridades.

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Ano 2008

Campeonato nacional é objectivo a alcançar

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Juniores do Trofense lideram campeonato

 Todas as equipas dos diferentes escalões do Clube Desportivo Trofense aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital.

 O frio que se sente no Complexo de Paradela nesta altura do ano não é obstáculo para os jovens que integram os escalões do Clube Desportivo Trofense. O sonho de um dia chegar ao patamar mais alto do futebol faz com que os poucos graus centígrados sejam esquecidos e a bola torna-se no único acessório de valor para os pequenos craques em altura de treinos e jogos.

Com a nova direcção liderada por Rui Silva, o departamento de futebol do Trofense modificou estratégias e delineou novas metas, numa clara aposta na formação para conferir ao clube expressividade na captação de jovens talentos. Todas as equipas dos diferentes escalões aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital, com quatro pontos de avanço sobre o segundo classificado, Paços de Ferreira. Todos alimentam o sonho de qualquer jovem no seu lugar: serem chamados para integrar o plantel sénior da equipa.

Jorge Gonçalves é o treinador da equipa há três anos. Já tinha integrado o departamento de formação noutra altura e depois de um período em que experimentou outros clubes decidiu “aceitar o convite do coordenador Jorge Maia” para abraçar um projecto de quatro anos, que está “a correr conforme o planeado”, afirmou em entrevista exclusiva ao NT/TrofaTv.

Os dois primeiros anos serviram para “criar condições para tornar a equipa competitiva”, no sentido de atingir a subida aos nacionais. “Esse é o patamar onde os jogadores poderão evoluir melhor”, referiu.

O projecto não abrangeu apenas o escalão júnior e os resultados de um trabalho “árduo” começam a notar-se: “Neste momento, nas camadas jovens, os juniores estão em primeiro lugar, os juvenis estão em terceiro lugar a um ponto do segundo, os iniciados estão em segundo lugar e os infantis ocupam o terceiro lugar”.

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Actualmente a ocupar, confortavelmente a liderança, os jogadores desfrutam do sucesso “confiantes no seu valor”. No entanto, há necessidade de “equilibrar as mentalidades para que eles não se deslumbrem”, adiantou Jorge Gonçalves que reforçou o facto dos feitos de hoje “serem fruto de um trabalho de três anos”.

O técnico considera que os resultados positivos são fruto da sintonia entre o departamento de formação e a direcção do clube e sabe que Tulipa, treinador da equipa sénior, está atento ao trabalho desenvolvido pelos juniores. “Existe uma grande comunicação entre o departamento e a equipa técnica profissional. Sei que (Tulipa) já veio ver um ou dois jogos da equipa e alguns juniores têm ido treinar com os seniores com alguma regularidade. Integraram, aliás, o jogo da Liga Intercalar e fizeram uma boa figura, com um excelente desempenho”, acrescentou.

O treinador acredita nas capacidades dos jovens para poderem fazer parte do plantel sénior, mas não esquece que “existem muitos outros factores, como estar no sítio certo no momento certo, a posição do jogador ou se o treinador estiver mais necessitado e também há o aspecto da coragem para o fazer”.

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