“Para tão longo amor, tão curta vida”. O nome de um dos sonetos de Luís Vaz de Camões é também epíteto do trabalho de António Sousa, Ivo Machado e Carlos Carneiro em homenagem ao escritor luso. Através da música e da declamação, os artistas editaram um CD com um tributo a Camões e no dia 21 de novembro, pelas 21 horas, vão apresentá-lo na Academia de Estudo 100problemas, na freguesia do Muro.

O convite ao trio partiu da Junta de Freguesia, que espera proporcionar à população “uma noite espetacular”. “O espetáculo não é nada maçador, as pessoas vão-se surpreender pela sua beleza, os poemas de Camões são adequados ao arranjo musical”, afirmou Conceição Campos, membro do executivo, que disse ainda que o espetáculo ficará aberto para quem quiser “declamar poemas de outros escritores ou da própria autoria”.
“Temos acompanhado os eventos do professor António Sousa e do Ivo Machado, de quem me tornei amiga do tempo em que desenvolviam atividades no concelho da Trofa. Eles já apresentaram este espetáculo na Casa das Artes, em Vila Nova de Famalicão, e eu perguntei-lhes se não estariam disponíveis para o trazer ao Muro e eles aceitaram com muito gosto”, explicou.
Conceição Campos apelou à presença da população, garantindo que “o espetáculo é de muita qualidade e tem andado pelo país fora”. “Tê-lo no Muro enche-nos de grande orgulho”, complementou.
A mesma noite será ainda aproveitada para a delegação trofense da Cruz Vermelha Portuguesa e Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Trofa contactarem com os murenses, para “apresentar os projetos que estão a ser desenvolvidos, as dificuldades que têm e o que pretendem para o futuro”. “Muita gente nem sequer sabe que a Cruz Vermelha tem uma direção diferente. É uma tentativa de aproximar as associações à população”, atestou Conceição Campos.
Também na noite do espetá-culo, vai ser dado a conhecer e distribuído o jornal da Junta de Freguesia: Mural, um Muro de Palavras. “Apesar de ainda esta semana entrar na casa de cada murense, vamos aproveitar a iniciativa para divulgá-lo, porque ele está aberto a todas as pessoas que queiram nele participar ou escrever”, elucidou.