A greve de professores agendada para hoje está a mobilizar mais de 90 por cento dos professores, garantem os sindicatos, enquanto o Ministério assegura que a maioria das escolas está aberta.

“A adesão é muito acima dos 90 por cento. O desafio era fazer desta a maior greve dos últimos 20 anos, mas temos aqui a maior de sempre em Portugal”, afirmou o porta-voz da Plataforma, Mário Nogueira, em declarações aos jornalistas.

No concelho da Trofa os números são expressivos. Das três escolas EB2/3 duas estão encerradas por falta de professores e na Escola Secundária da Trofa o cenário repete-se. Na portaria da escola um comunicado informa que até às 13,30 horas a escola está encerrada e que a essa hora será feita uma reavaliação.

Paulino Macedo responsável pelo agrupamento de escolas da Trofa garantiu esta manhã que a Escola EB2/3 Napoleão Sousa Marques se encontra encerrada por falta de condições adiantando ainda que “as escolas de primeiro ciclo de Cedões, Paradela, Finzes e Paranho estão encerradas, enquanto as de Lagoa, Bairros, Cidai, Esprela I e Esprela II estão a trabalhar”.

Já em Alvarelhos o cenário não é muito diferente. Na Escola EB2/3 “nenhum dos professores está a trabalhar” e de acordo com Renato Carneiro nas escolas de primeiro ciclo “dos 18 professores apenas dois estão a trabalhar, assim como no Jardim de infância dos seis educadores, apenas três estão ao serviço”.

De acordo com o também secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof), os sindicatos já dispõem de dados relativos à adesão ao protesto em “largas dezenas de escolas”, tendo apenas informação de uma escola com uma participação abaixo dos 90 por cento.

Já o secretário de Estado Adjunto e da Educação, Jorge Pedreira, garantiu hoje que “a maioria das escolas está aberta”, apesar de reconhecer que a paralisação conta com “elevados níveis” de participação. “Apesar dos elevados níveis de adesão, a maioria das escolas está aberta. Algumas com aulas, outras eventualmente sem aulas”, afirmou o responsável, em declarações à TSF.

Os sindicatos dos professores convocaram para hoje uma greve nacional para protestar contra o modelo de avaliação de desempenho definido pelo Governo, que querem ver suspenso.