Apesar de persistir um “preconceito”, os cursos profissionais são cada vez mais procurados pelos jovens. Para esta tendência contribuem as diversas vantagens, como a atribuição do Ensino Secundário e Nível IV de qualificação profissional, subsídios e, mais recentemente, o acesso facilitado ao Ensino Superior.

Agora que o ano letivo entra na reta final, os alunos em fim de ciclo começam a pensar que futuro formativo escolher. Na Escola Secundária da Trofa, os professores dão um “empurrão” e promovem ações para dar a conhecer aos jovens que caminhos podem trilhar e os cursos profissionais assumem-se cada vez mais uma opção válida e promissora.

Por isso, a manhã de 15 de março foi diferente para os alunos do 9.º ano, que se ocuparam a percorrer várias salas da escola para conhecer quais as áreas que estão a ser desenvolvidas na escola.

Este ano, o figurino da atividade foi diferente. Em vez de a mostra se concentrar no átrio da escola, cada curso teve à disposição uma sala, onde “dinamizava a atividade como entendia”, explicou a docente e coordenadora da mostra, Maria Silva.

Por exemplo, numa das salas dedicadas ao curso de Secretariado e Gestão, o chão transformou-se num tabuleiro de jogo e, com um dado gigante, os alunos do 9.º ano tentavam descobrir palavras cruzadas alusivas às áreas formativas. Já num dos laboratórios, os alunos do curso de Auxiliar de Saúde montaram um “gabinete” onde fizeram demonstração das manobras de suporte básico de vida, assim como deram a conhecer funções relacionadas com o acompanhamento de utentes seniores.

Este curso, assim como o de Técnico de Sistemas Informáticos e de Desporto, são, segundo Maria Silva, os “mais procurados”, mas há mais à escolha como os de animador sociocultural, organização de eventos e, o mais recente, de técnico de comércio. “Atualmente, temos cerca de 150 alunos a frequentar cursos profissionais”, avançou a docente, que aludiu para o desaparecimento “lento” de um certo “preconceito” relativamente a esta via de ensino.

Mas além da componente prática que caracteriza estes cursos e que atribui o Ensino Secundário à qualificação escolar e o Nível IV à qualificação profissional, há mais vantagens associadas. “Estes cursos são financiados, os alunos não têm despesas com os materiais que utilizam, há subsidio de transporte e de alimentação e no estágio ou na formação em contexto de trabalho, recebem uma bolsa de profissionalização. E os alunos que estão, atualmente, no 1.º ano, só terão de fazer apenas um exame nacional se quiserem prosseguir para o Ensino Superior”, explicou Maria Silva.

A aposta do Governo faz com que a oferta para o Ensino Superior seja cada vez maior através da via profissionalizante, área na qual a Administração Central pretende ver metade dos alunos do Ensino Secundário.