Ano lectivo na EB 2/3 Professor Napoleão Sousa Marques começou sem problemas. Pais ouviram recomendações do director e da Polícia Municipal para a segurança dos mais pequenos. Câmara prometeu encetar diligências com a DREN para a construção de um novo pavilhão na escola.

O entusiasmo das crianças contrastava com o nervosismo dos pais que deixavam os filhos pela primeira vez na nova escola. O pequeno Zé Pedro não escondia a euforia por rever amigos, ganhar novos companheiros e experimentar um lugar diferente do que a EB 1 de Bairros, que o acolheu nos últimos quatro anos. Por seu lado, a mãe Eduarda Silva desdobrava-se em perguntas aos outros pais de como funciona a Escola EB 2/3 Professor Napoleão Sousa Marques. O sistema de senhas para o almoço, a hora de abertura do estabelecimento e os transportes públicos foram alguns dos assuntos que o Conselho Executivo tratou com os encarregados de educação na cerimónia solene de recepção dos novos alunos.

Os pais ficaram a saber todos os procedimentos que a escola desenvolveu para que o ano lectivo arrancasse sem problemas e recebesse as 31 turmas que estarão entre o 5º e o 9º ano.

Zé Pedro ainda conta com uma grande ajuda do primo, Luís Fernando, a estudar no 6º ano no mesmo estabelecimento, para a nova aventura que o espera. Para além de viverem frente a frente, ainda tiveram a sorte de ter horários compatíveis, o que permite que venham juntos para a escola.

Mas para quem tem que fazer um novo percurso, dois elementos da Polícia Municipal estiveram presentes na cerimónia para apelar à segurança dos mais pequenos. Os agentes enumeraram alguns cuidados a ter como conhecer o percurso das crianças até à escola e fazer com que a caminhada seja feita em grupo e em locais com movimento.

Também o director da escola, Paulino Macedo, quis deixar algumas recomendações “de pai” aos encarregados de educação, apelando para que estejam atentos às horas em que as crianças se levantam e se deitam, que lhes fomentem uma alimentação saudável e lhes supervisionem os telemóveis, para perceber que tipo de companhias têm.

“Enquanto professor”, o responsável apelou a uma maior colaboração dos pais: “Não conseguimos fazer nada sozinhos, precisamos da complementaridade dos pais. Claro que muitas vezes não têm tempo nem conhecimentos para os ajudar, mas ao estarem atentos aos trabalhos de casa e aos ritmos de aprendizagem dos próprios filhos constituem uma condição essencial para o sucesso deles e da escola”.

 

Escola precisa de um novo pavilhão “para dar resposta mais adequada”

Com 31 turmas para gerir, o Conselho Executivo da escola teve como uma das maiores dificuldades a elaboração dos horários. Com 26 salas disponíveis, os responsáveis têm que fazer “ginástica” para conseguirem ter todos os alunos em aula. “Para termos um horário normal com todos os alunos de manhã e de tarde, todos os dias, com entrada às 9 horas e saída às 16.30 horas precisava de 34 salas normais”, explicou Paulino Macedo.

Esta lacuna só será colmatada com um possível pavilhão, que o director deseja ver construído brevemente. “Esse pavilhão daría-nos uma folga para podermos dar uma resposta mais adequada”, atestou. O desejo de Paulino Macedo está a ter a atenção da autarquia, já que Joana Lima, presidente da Câmara Municipal, presente na cerimónia com a vereadora do pelouro da Educação, Teresa Fernandes, prometeu encetar todas as diligências junto da Direcção Regional de Educação do Norte (DREN), para conseguir fundos comunitários para a construção do pavilhão.

As vidraças velhas, a inexistência de estores e a iluminação em “condições precárias” são outros dos problemas que o director gostava de ver resolvidos. E para além da requalificação das salas de aula, é necessário o “apetrechamento de equipamento didáctico”, adiantou.

 

Cerca de 60 por cento dos alunos do 5º ano tinham escalão A

Durante o ano lectivo, o Agrupamento Vertical de Escolas da Trofa, do qual Paulino Macedo também é director, recebe cerca de 1900 alunos. Para o responsável, o segredo de uma boa gestão é o trabalho de equipa. A Paulino Macedo cabe “supervisionar” os procedimentos efectuados, enquanto outros elementos da direcção gerem os diferentes ciclos e o pré-escolar. Depois da elaboração das turmas, foi necessário fazer a requisição dos professores, “que é um trabalho difícil”, devido às diferentes cargas horárias dos docentes.

Paulino Macedo não deixou ainda de alertar para o crescimento exponencial dos alunos beneficiários dos serviços sociais da educação. O responsável afirmou que o ano passado cerca de 60 por cento das crianças do 5º ano tinham o escalão A, devido às dificuldades económicas do agregado familiar.