Apesar de não estar a começar com as melhores condições e treino, a época da Escola de Atletismo da Trofa é encarada com ambição, principalmente para a equipa feminina, na qual se deposita mais esperança em bons resultados, na pista.

Quando se analisa a época de uma equipa como a da Escola de Atletismo da Trofa, percebe-se que correu bem quando algum ou alguns atletas acabam por sair para clubes com melhores condições. E foi o que aconteceu, mais uma vez, na temporada que terminou, como testemunhou, ao NT, o treinador Pedro Sá.

Entre os cerca de 40 atletas que estiveram em competição, houve uma superioridade do escalão feminino e “prova disso”, atesta o responsável, foi “o apuramento de clubes”, na qual a equipa “fez a maior pontuação de sempre”. E não fossem algumas terem saído no início da temporada, talvez fosse até possível “disputar a 3.ª Divisão”.

Pedro Sá não menospreza, porém, o esforço de todos os atletas, que se destacaram na pista, nas disciplinas da velocidade, lançamento e saltos. “A melhoria na velocidade, por exemplo, refletiu-se nas provas de estafeta, em que conseguimos medalhas nos regionais e zona Norte”, contou o treinador, que, em termos individuais, destacou a performance da veterana Deolinda Oliveira, campeã da Taça de Portugal de Corrida de Montanha, campeã nacional de corta-mato longo e campeã regional de 10 mil metros e obstáculos. Já Ludgero Moreira destacou-se nas provas técnicas, com alguns títulos nacionais, também no escalão veterano.

Com a expectativa de manter o número de atletas, Pedro Sá anunciou que o projeto desportivo da nova época passa por “apostar nos escalões de formação, principalmente na equipa feminina na pista, e continuar a apoiar os atletas veteranos”.

Porém, o treinador não deixou de admitir que a nova temporada “não está a começar muito bem”, devido, mais uma vez, à falta de condições de treino. “Supostamente, teríamos a EB 2/3 Professor Napoleão Sousa Marques pronto para iniciarmos os treinos em setembro, mas não, o que nos obrigou a utilizar o espaço exterior do Edifício Nova Trofa, com todas as condicionantes já conhecidas”, revelou.

Com um olho na Escola de Atletismo da Trofa, Pedro Sá tem outro nas atletas que ajuda a crescer na modalidade, como Alice Oliveira e Sandra Sá, que antes fizeram parte da coletividade trofense e que acabaram por dar o salto, integrando o Maia Atlético Clube.

A primeira, que iniciou uma nova etapa com a entrada na universidade, acabou por ver “superadas as expectativas”. “Apesar de estar com receio, porque não sabia se conseguiria conjugar os horários, acabou por correr muito bem”, frisou, sem deixar de destacar os títulos nacionais obtidos, o de campeã na estrada, 3.º lugar no corta-mato curto e nos obstáculos e a vitória coletiva no corta-mato longo.

Para a nova campanha, Alice, que frequenta o curso de Enfermagem da Escola Superior de Saúde do Porto, espera bater recordes pessoais e obter marcas que a façam “chegar mais longe” na modalidade, com ênfase nos obstáculos e nas distâncias de cinco mil e três mil metros.

Já Sandra Sá, que entra este ano letivo para o curso de Terapia Ocupacional na Escola Superior de Saúde do Porto, também encara com cautela a temporada, espreitando resultados que superem a boa prestação da época transata, em que conseguiu melhorar praticamente todos os recordes pessoais e atingir os mínimos para a pista ao ar livre e coberta nos 400 metros.