José Manuel Mota da Silva vai participar, pela nona vez, na ShellEco Maratona Europeia 2008, que consiste num circuito de protótipos que percorrem o maior número de quilómetros possível com apenas um litro de combustível.

   Cerca de 200 pessoas vão participar na Shell Eco Maratona Europeia 2008, uma prova que se vai realizar em Nogaro, no sudoeste de França, entre 22 e 24 de Maio, organizada pela petrolifera Shell

Esta prova é desconhecida para muitos, mas não deixa indiferentes, todos os que já tiveram oportunidade de se confrontar com ela. O evento pretende colocar à prova a capacidade dos participantes em construir um carro que consuma o menos combustível possível, avaliando-se a destreza de todo o processo, entre o estirador, o laboratório e a imaginação do professor e dos alunos, espalhados por todo o mundo.

A Trofa vai estar representada pela Escola Básica de S. Romão, tendo como obreiro José Manuel Mota da Silva, que explicou ao NT, os procedimentos para participar na prova, pela nona vez.

Juntamente com Mota da Silva, vão participar a sua neta Inês de Castro Mota da Silva e os alunos da escola EB 2/3 de S. Romão José Guilherme Moreira da Silva e Tiago Maurício Pinheiro, que tentarão colocar o protótipo Ecoprisma, entre os nove primeiros concorrentes portugueses que vão participar na prova.

A prova consiste em premiar os carros que consigam fazer o maior número de quilómetros com apenas um litro de combustível. O recorde está estabelecido em 3039 quilómetros conseguidos por uma equipa francesa, com combustível em hidrogénio. A melhor prova portuguesa foi a da Faculdade de Engenharia da Universidade de Coimbra, que fez 1902 quilómetros.

"Estas viaturas são muito leves, a organização impõe um peso máximo de cerca de 130 quilos, alimentadas por depósitos de seis a 50 centímetros cúbicos. O protótipo tem um limite mínimo de 25 quilómetros por hora e não pode andar a mais 70 quilómetros por hora.

O Ecoprisma, protótipo utilizado pela equipa trofense, foi construído a partir de materiais inutilizados, como um motor de uma máquina de cortar arbustos, a quatro tempos, marca Honda de 22 centímetros cúbicos, diferentes dos motores utilizados pela maioria dos concorrentes, que preferem um com cilindrada de 32 centímetros cúbicos. O chassis em aço era de uma bicicleta, com uma carroçaria em alumínio e um ecrã inclinado que é a única peça que oferece resistência ao ar, facto pelo qual Mota da Silva está convencido da "facilidade de deslocação da viatura, por ser leve e não ter atrito". Os painéis laterais e superiores são feitos de policarbonato, um material considerado anti-choques e balas, muitas vezes utilizado na defesa da polícia. "Penso que a viatura vai criar um certo impacto quer pelo acabamento, quer pelo feitio da carroçaria", confirmou o engenheiro técnico electromecânico.

Para fazer face às despesas de participação e estadia em França, o responsável referiu que conta com o apoio de várias empresas como a Sotinco, Folgosametal, Soneres, e também da Câmara Municipal da Trofa. Mas como os apoios são sempre bem vindos a equipa ainda aceita alguns donativos para fazer face às despesas da viagem da equipa até França.