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Edição 405

Engenheiro da indústria espacial dá palestra na Secundária

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Engenheiro trofense, que trabalha na Astrium, esteve na Escola Secundária da Trofa para apresentar uma palestra sobre “Exploração Espacial”.

 Sabia que devido à pressão existente no ambiente cósmico, os equipamentos que são lançados para o espaço não podem conter, por exemplo, borracha, zinco, magnésio, PVC ou tinta? E que os veículos que estão em órbita, como os satélites, são equipados com métodos que equilibram a temperatura, já que as faces expostas ao Sol e planetas ficam extremamente quentes e as que estão viradas para o escuro ficam muito frias? Estas são apenas duas das muitas curiosidades que o trofense Nuno Silva, engenheiro da Astrium (empresa europeia da indústria espacial), deu a conhecer a dezenas de alunos da Escola Secundária da Trofa que participaram na palestra sobre “Exploração Espacial”. Natural da Maganha, Santiago de Bougado, Nuno Silva viajou para Toulouse, França, em 2000, para fazer Erasmus na Escola Nacional Superior de Aeronáutica e do Espaço e daí a fazer parte da Astrium foi um passo. Hoje em dia, faz parte de equipas que constroem equipamentos que prometem investigar as tempestades solares (Solar Orbiter) e se há vestígios de vida no planeta Marte (ExoMars Rover).

A oportunidade de dar uma palestra na qual explicou um pouco do que se passa no espaço e os estudos que estão a ser desenvolvidos na área espacial surgiu da vontade de um aluno. Francisco Castro, apoiado por um professor, decidiu “mostrar aos alunos alguém que teve sucesso e que vingou na vida”. “Além de gostar destes assuntos, tomei conhecimento do trabalho dele e como ele tem tido pouca visibilidade na comunidade decidi convidá-lo”, explicou.

O estudante do 12º ano pretende seguir o curso de engenharia, mas ainda não tem a certeza se será na vertente aeroespacial, como fez Nuno Silva. O engenheiro, que regressou à escola depois de ali ter concluído o Ensino Secundário, encarou o convite “com muito prazer”. “Acho que é importante que eles vejam quais são as saídas que eles podem seguir, desde as mais às menos exóticas, que existem em todo o lado. O liceu é só uma rampa de lançamento para o que vamos fazer a seguir”, sublinhou.

Apesar de reconhecer que a comunidade não conhece o seu trabalho, Nuno Silva assume-se como “apenas um engenheiro”, cuja “aplicação é que é um bocadinho menos normal”. “Mas como eu há outras pessoas a fazerem carros e máquinas”, frisou.

O engenheiro trofense é um “dos poucos” portugueses que trabalham na Astrium e na ESA (Agência Espacial Europeia).

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Em agosto de 2011, o NT deu a conhecer a carreira de Nuno Silva, numa reportagem que explicou, de forma genérica, os mecanismos dos equipamentos nos quais o engenheiro esteve ou está envolvido. Em novembro desse ano, a Câmara Municipal da Trofa atribuiu-lhe uma medalha de mérito municipal pelo contributo dado na investigação espacial.

Leia a reportagem completa na edição desta semana d’ O Notícias da Trofa, disponível num  quiosque perto de si ou por PDF.

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Miguel Cardoso adjunto de Domingos Paciência no “Depor”

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O trofense Miguel Cardoso acompanha Domingos Paciência na “aventura” por terras espanholas.

 O desafio não é grande apenas para Domingos Paciência. Ao lado do técnico, no banco do Deportivo da Corunha, de Espanha, está o seu “braço direito” Miguel Cardoso, que o acompanha desde os tempos em que treinou a Académica de Coimbra.

Natural da Trofa, Miguel Cardoso tem feito parte dos projetos de Domingos Paciência e no “Depor” não foi exceção.

Em declarações ao NT, o técnico-adjunto da formação espanhola – cujo vínculo contratual é até ao final da época – afirmou que o convite do presidente Augusto César Lendoiro foi encarado “com grande satisfação” e “vem ao encontro” do trabalho de preparação que a equipa técnica liderada por Domingos Paciência tinha feito “para competências que entendemos serem importantes para poder ter sucesso no futebol europeu”. “Após o período que tivemos no Sporting foi para nós relativamente claro que um clube no estrangeiro seria o destino mais provável para podermos dar continuidade à nossa carreira. O Deportivo é um grande clube em Espanha e ainda há poucos anos disputou uma meia-final da Champions League com o FC Porto”.

O objetivo da equipa de Domingos Paciência é “melhorar a situação classificativa da equipa e garantir a permanência na 1ª Liga espanhola”. “É um grande desafio mas a motivação é de igual dimensão”, asseverou.

Para Miguel Cardoso “treinar em Espanha” é “mais uma etapa” que percorre no sentido de chegar ao objetivo de qualquer equipa técnica: “Ganhar títulos”. “Este é já um patamar de exigência máxima e a dimensão do desafio vai fazer com que fiquemos certamente melhores treinadores no final da época. Neste sentido, entrar no campeonato que é tido como o mais competitivo da Europa, onde jogam alguns dos melhores jogadores do mundo, onde o impacto mundial do campeonato é enorme, onde cada jogo é um espetáculo de futebol fabuloso, e viver o desafio semanal de preparar jogos com grau de dificuldade elevado, é certamente um sonho realizado, mas também um sonho preparado”, atestou.

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CRB aventura-se nos campeonatos federados

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Centro Recreativo de Bougado inscreveu uma equipa de infantis nos campeonatos federados esta temporada. Próximo objetivo é colocar piso no pavilhão para aumentar quantidade de atletas e escalões.

No domingo, antes das 11 da manhã, no pavilhão desportivo de S. Romão do Coronado, os jogadores do Centro Recreativo de Bougado (CRB) preparavam-se psicologicamente no balneário para mais um jogo na série 2 da 2ª Divisão de infantis da Associação de Futebol do Porto. Sem um dos pilares do plantel – o capitão Serra estava a contas com uma lesão – os atletas previam um jogo difícil diante do CRD Santa Cruz, 3º classificado.

As suspeitas confirmaram-se e o CRB acabou por averbar uma derrota por 0-3 que, no entanto, não influenciou na classificação. A formação bougadense ocupa o 15º lugar, com sete pontos, mais dois que o último, onde já esteve.

O projeto de ter equipas de formação nos campeonatos federados é um sonho antigo dos responsáveis da associação que só esta temporada tiveram coragem para avançar. “Para tudo tem que haver um princípio, por isso decidimos avançar. Tínhamos um grupo de miúdos que achávamos razoáveis e construímos a equipa. A ideia é continuar com o projeto e, se possível, aumentá-lo com outros escalões”, referiu o presidente Luís Neves, em declarações ao NT.

Com “o apoio da autarquia nas inscrições”, a coletividade tem-se “aguentado” na gestão da temporada, até porque “os jogadores portam-se bem e em questões de multas não há nada”.

Luís Neves faz um balanço “positivo” da campanha da equipa no campeonato, até porque “a ideia não é que seja campeã”. “Para nós, o importante era participar, fazendo o melhor possível. Claro que depois há um erro que se comete, um golo que se falha, uma substituição mal feita, mas temos trabalhado para evoluir”, explicou.

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