Uma empresa da área financeira, situada em S. Martinho de Bougado, foi alvo de buscas pela Polícia Judiciária (PJ) do Porto e Autoridade Tributária e Aduaneira, esta quarta-feira.

Estas buscas poderão estar ligadas à mega operação “Fazenda Branca” que culminou com a detenção de nove pessoas, com idades compreendidas entre os 38 e os 63 anos, entre as quais estão o dono do grupo empresarial têxtil Feira dos Tecidos, um gerente, o diretor financeiro e o contabilista. As buscas e detenções foram realizadas sobretudo na zona do Porto, mas também em Coimbra e Braga. Além das detenções, a PJ apreendeu ainda vários automóveis e obras de arte, bem como milhares de euros em dinheiro.

O grupo que detém a cadeia de lojas Feira dos Tecidos, com estabelecimentos em todo o país, é suspeito de fraude fiscal, associação criminosa e branqueamento de capitais. O grupo é suspeito de ter lesado o Estado com o não pagamento de IRC e o recebimento indevido de IVA, através de um esquema que contava com diversas empresas de fachada criadas em Espanha e cujos titulares oficiais serviam apenas de testas de ferro. Na verdade, serviriam para simular a circulação de mercadorias e de verbas, muitas vezes, com recurso a faturas falsas, adiantou fonte da Judiciária.

Os detidos começaram, esta quinta-feira, a ser ouvidos por um juiz do Tribunal de Instrução Criminal (TIC) do Porto, que lhes aplicará as medidas de coação. O grupo já tinha sido alvo de buscas e de uma investigação relacionada com esquemas de fraude carrossel de IVA, que residem no facto de uma empresa não só não ter pago o imposto devido, como tenta recuperar impostos que nunca foram pagos, através do reembolso.