O cabeça de lista do PS às eleições do Parlamento Europeu, Francisco Assis, reuniu-se com os órgãos de comunicação local e regional, durante um pequeno-almoço que decorreu na segunda-feira, 10 de março.

“Por uma nova Europa” é o lema do Partido Socialista Europeu às eleições para o Parlamento Europeu, que decorrem no dia 25 de maio. Francisco Assis é o cabeça de lista do PS e, no “primeiro ato da campanha”, convidou os órgãos de comunicação local e regional para um pequeno-almoço no Hotel Fénix Ipanema Park, no Porto, com o intuito de criar laços de proximidade com os jornalistas, que têm o papel importante de “mostrar à população que a Europa não é tão distante e tem influência no nosso dia a dia”.

Nesse sentido o presidente da Federação Distrital do PS do Porto, José Luís Carneiro, salientou “a importância das instituições comunitárias”, pois “75 por cento das leis que estão a ser implementadas em Portugal são da responsabilidade da União Europeia”. A “austeridade e o empobrecimento não é a solução” para esta crise, ao contrário do que “defende o Partido Popular Europeu”, defendeu. O PS assume ter “um modelo diferente”, que passa por “desmitificar o passado”. Além disso, para José Luís Carneiro, a “estrutura europeia não é a mais ajustada, porque a dimensão é diferente da portuguesa”. “O desafio do país é o desenvolvimento económico. Se houver a manutenção da austeridade não teremos o desenvolvimento económico. A Europa é competitiva e Portugal também o poderá ser”, referiu.

Já Francisco Assis declarou que o PS “não se resigna às políticas de austeridade” e que, por isso, pretende “eleger Martin Schulz, que é uma prova de que nem todos na Alemanha concordam com as políticas de austeridade que estão a ser implementadas”. Francisco Assis garante que a sua eleição é uma mais-valia, pois, como é “um homem do Norte”, estaria em “ótima posição para defender a região”.

Para o cabeça de lista socialista, o voto dos portugueses no PS para o Parlamento Europeu dará “oportunidade ao renascimento de uma Europa de progresso, que proteja os seus cidadãos, e uma Europa dinâmica, interventiva e socialmente justa e democrática”. “Nos últimos cinco anos a direita conservadora criou na União Europeia um clima de medo e austeridade. Agora chegou a altura de mudar, com o seu apoio, a sua ajuda, o seu voto”, apelou, elencando que nos “próximos cinco anos”, o programa assenta numa “Europa que dê prioridade à criação de emprego, a uma economia saudável e produtiva, sentimento de pertença à cidadania europeia e respeito pelas pessoas”.