Decorreu hoje a sessão de julgamento, no Tribunal de Santo Tirso, da providência cautelar interposta por associados do Trofense, relativa às eleições de 30 de julho do clube, por alegadas irregularidades do processo eleitoral que ditou a reeleição de Franco Couto.

As eleições foram as primeiras da história do clube em que duas listas eram concorrente, tendo vencido a lista A, encabeçada por Franco Couto, que teve 107 votos, enquanto a lista B, liderada Paulo Monteiro, teve 77.

A providência cautelar foi interposta por Luís Lima, antigo presidente do Trofense e candidato à Assembleia Geral pela Lista B, e Hugo Miguel Ferreira, anterior presidente do concelho fiscal e integrante da lista B.

Das irregularidades apresentadas na providência cautelar são mencionadas as de sócios votantes que não pagavam cotas e a entregas das listas candidatas efetuadas fora do prazo previsto nos estatutos do clube (15 dias).

No julgamento, foram ouvidos vários elementos de ambas as listas, que estiveram envolvidos no processo eleitoral, bem como Paulo Renato Reis, presidente da Assembleia Geral do Clube à data das eleições.

Segundo Paulo Renato Reis, no depoimento efetuado em tribunal, “todo o processo eleitoral foi acordado em reuniões com os elementos de ambas as listas, o prazo de entrega das candidaturas foi também ele acordado com os elementos da lista A e da lista B, bem como a possibilidade de as cotas serem pagas até à altura da votação, nunca havendo nenhuma reclamação” e que as listas de associados que compõem os cadernos eleitorais das eleições lhe tinham sido entregues por Paulo Monteiro, à data, vice-presidente do clube.

“As listas foram validadas por mim e por mais elementos da assembleia geral, inclusive pelo senhor Luís Lima, que não referenciou nenhuma irregularidade”, acrescentou.

Paulo Monteiro, que liderava a lista B e que perdeu as eleições, e que foi a primeira testemunha a ser ouvida, tinha já afirmado que “foi de acordo de todos que as listas poderiam ser entregues até 48 horas do ato eleitoral”, entrando numa aparente contradição ao afirmar momentos depois que “foram entregues muito em cima das eleições”.

Na sessão foi também atestado por, praticamente, todas as testemunhas que há sócios que não pagam cotas, uma vez que trabalham “pro bono” para o clube, quer enquanto elementos da direção do clube, como apenas a título de colaboração.

Na próxima segunda-feira, 18 de outubro, pelas, 13h30, será conhecida a decisão do julgamento.