Os ânimos estiveram exaltados nas eleições internas para a Comissão Concelhia do Partido Socialista da Trofa.

Na secção da Trofa, Mário Mourão e alguns militantes preparavam-se para entregar um protesto à mesa, dirigindo-se a Magalhães Moreira, presidente da Mesa da Assembleia da Secção da Trofa, quando um homem e uma mulher, ambos militantes socialistas, empurraram a urna que caiu da mesa e foi pontapeada por um deles. Magalhães Moreira tentou proteger a urna, que já continha votos, e foi alvo de agressão. Misteriosamente, apareceram supostos boletins de votos na zona da sede da secção da Trofa.

Mário Morão acusou Joana Lima, atual líder da Concelhia , e a própria concelhia da Trofa de “incutir medo e perseguição” aos militantes. Mourão acusa ainda a Distrital e a Nacional do partido de não responderem as suas exposições.

Por seu lado, Joana Lima lamentou as cenas de violência e explicou que o mandatário da candidatura de Mario Mourão entregou uma lista e no prazo legal de 48 horas após essa receção a concelhia da Trofa pronunciou-se sobre a mesma, elencando três irregularidades encontradas no processo. De acordo com a ainda líder do PS Trofa, 24 horas depois foi-lhe entregue novamente o processo de formação de lista que mantinha uma das irregularidades: mais de 30 pessoas que constavam na lista não figuravam nos cadernos eleitorais, que segundo Joana Lima “foram enviados à concelhia da Trofa pela Nacional”. A líder do PS afirma que face a esta situação “fiz cumprir os regulamentos”.

Joana Lima lamentou ainda os desacatos e agressões que ocorreram dentro da secção da Trofa e repudiou esses desacatos, afirmando que “o PS não precisa de gente desta”.