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Eleições Autárquicas:Que fazer com os votos?

Terminada a contagem dos votos e tendo já passado o tempo da euforia (para poucos, ou ninguém?) e o tempo da tristeza (para muitos, ou todos?), é agora o tempo para uma análise desapaixonada, aos números e resultados das eleições autárquicas, no nosso Concelho. É tempo de analisar o que cada um deve fazer com os votos que teve.

 

O partido menos votado, a coligação dos comunistas, teve na Trofa uma oportunidade única de crescer significativamente, mas a sua viragem recente para uma postura mais radical e ortodoxa, fez com que a contestação que existia ao poder municipal, não se fizesse sentir, em votos, nos comunistas. Cresceu algumas dezenas de votos, é verdade, mas a sensação de que podiam ter usufruído do descontentamento, elimina qualquer tipo de euforia, mas como é habitual, em noites de eleições, os comunistas ganham sempre!

Os populares e democratas-cristãos, tiveram um resultado muito aquém das expectativas. Chegaram a prever, em plena campanha eleitoral, um crescimento tal, que dava ao partido uma posição charneira no executivo camarário e até, onde o sonho ia, a possibilidade da presidência da assembleia municipal. Com uma votação que igualou, nalguns casos, o resultado das anteriores eleições, mas que noutros casos, concretamente na votação das duas freguesias da cidade, a votação, para a câmara, assembleia e freguesias, foi um desastre, pois os populares chegaram a perder centenas e centenas de votos. Perdeu-se o sonho e perdeu-se a grande oportunidade de poderem vir a ser o tal partido charneira. Se na aposta para o futuro, estiver arredado qualquer projecto ou vaidade pessoal e trabalharem com disponibilidade, dedicação e entusiasmo, no serviço à Trofa, na senda do passado bem recente, os populares e democratas-cristãos, têm um terreno fértil, em termos eleitorais, para poderem vir a ser um grande partido. Sozinhos, sem coligação, poderão vir a ser o tal partido charneira e necessário ao desenvolvimento da nossa terra!

Os socialistas passaram, penosamente, um período muito difícil, souberam ultrapassar esses momentos, apresentaram-se com muita força, mas ficaram aquém do resultado pretendido. Não ganharam, não conquistaram o seu grande objectivo que era ser o partido mais votado. Fica a sensação que se o processo interno tivesse sido mais lesto e mais consistente, o resultado tinha sido outro. Mesmo assim, não podem cantar vitória, mas podem e devem, ter uma postura construtiva na oposição. A democracia necessita de oposições credíveis, dedicadas e fortes.

O poder laranja que estava instalado na grande maioria dos órgãos autárquicos do Concelho da Trofa, teve o maior susto e a maior derrota. Foi o grande perdedor. Perdeu tantos e tantos votos que deu para perder a maioria absolutíssima que detinha na assembleia municipal, em eleitos directos. Para formar a maioria, precisam dos votos por inerência. Perderam duas freguesias e também um vereador no executivo camarário. Passaram de quase 65% para pouco mais de 48%. Também os sociais-democratas, proclamaram vitória, na noite das eleições! Têm, mesmo assim, a grande responsabilidade de gerir, por mais quatro anos, o Concelho da Trofa. Que arregacem as mangas que é bem preciso!

José Maria Moreira da Silva

moreira.da.silva@sapo.pt

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