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Edição 457

É erva-da-fortuna, Jasus!

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Com novo ano na nossa (ga)linha do horizonte, importa rever 2013 e projetar 2014. Portanto, balancemos: aqui, já cantam 15 “crónicas verdes” da Associação para a Protecção do Vale do Coronado (APVC), quinzenalmente, n’ O Notícias da Trofa.

Desde 2013, esta coluna tem sido um desafio de escrita para alguns sócios da APVC, feitos cronistas, sem pretensões a honras literárias; importa, acima de tudo, fazer sensibilização ambiental, de forma informal.

Ora, crónicas há muitas, mas estas… são verdes! Destacamos as casas construídas com uma mistura de palha, areia e barro, as “Cob Houses”. Lançamos uma “posta” do que vem a caminho e que não é de Miranda nem tão pouco de bacalhau, mas do laboratório: um hambúrguer de 142 gramas, utilizando células estaminais retiradas de um animal vivo, algo para custar a módica quantia de 289.000 euros.

O lixo doméstico mudou nas últimas décadas e outra crónica deu conta disso, revelando o problema das embalagens e da urgência em aplicar aquela bela história dos 3 R’s e, mais recentemente, com a montanha de resíduos que geramos com o pico do consumo natalício.

A compostagem também passou por esta coluna e, a propósito, já começou – sim, você! – já começou a utilizar este processo biológico, através do qual microrganismos e insetos decompõem a matéria orgânica? Vá lá, a sua horta, os seus vasos, os seus canteiros já mereciam aquele rico composto!

Os alertas foram mais do que muitos, à cabeça com o criminoso abate de árvores no tal parque dito urbano – por estes dias, cheio de Dores, mesmo! –, o tradicional decepar de árvores dos jardins das nossas freguesias (há quem lhe chame “poda”), a expansão da monocultura do eucalipto (90% do concelho, hein!) e a indiferença perante o “alastrar” de plantas invasoras que dominam o solo e ameaçam a biodiversidade e os ecossistemas do nosso concelho.

Bem, mas assinale-se, também, o simpático feedback dos leitores desta coluna – e convenhamos que as leitoras têm sido mais participativas, o que só vem comprovar que as meninas-e-senhoras aderem mais depressa a estas coisas ditas verdes, não?! A reboque de algumas solicitações, nas próximas edições, abordaremos temas relacionados com a tal Agricultura mais amiga do ambiente, sem esquecer as Plantas Aromáticas e Medicinais, o Património, a Floresta Autóctone, a Sustentabilidade e tudo–à-volta. Ler para crer.

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Escrevo esta crónica com uma satisfação especial por verificar que a centenária Poça Nova – em Paiço, São Mamede do Coronado – voltou a armazenar alguma água (da chuva, apenas), mas, ao mesmo tempo, olho à volta e reparo que o cenário é dantesco: também estou na mira de muitas ervas-da-fortuna, austrálias e acácias, as tais invasoras, Jasus!

Mais do que palavras, é preciso bulir.

Neste Ano Internacional da Agricultura Familiar, com tanta deflação de felicidade ‘tuga, urge repensar a gestão dos recursos naturais e o desenvolvimento sustentável, logo ali, sim, a partir da horta lá de casa.

E depois do arranque das atividades 2014, no passado dia 18, ainda que à mesa, com o jantar anual da APVC, no mui recomendável restaurante Julinha, os voluntários da associação esperam que o anunciado fim do “perfume” (!) que assola o Vale do Coronado, Covelas e a A3 seja uma realidade, finalmente!

Assim, bem oxigenados, no Coronado e/ou tudo-à-volta, vamos dar descanso ao sofá: prosseguem as saídas de campo relativas ao projeto de identificação do Património da Água; as ações de reflorestação autóctone (a próxima será no Monte de Paradela, no dia 22 de Fevereiro); as atividades com burros e na horta, direcionadas aos mais pequenos. Brevemente, formações sobre produção artesanal de cerveja e agricultura bio-qualquer-coisa.

Fique atento ao que anunciamos nas redes sociais e visite a nossa sede, na antiga escola de Casal-Mendões (servimos discussão ambiental-e-cultural e café-daquele-mesmo-bom).

Até de repente!

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Vítor Assunção e Sá | APVC

http://facebook.com/valedocoronado

http://valedocoronado.blogspot.com

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Edição 457

O desemprego jovem é uma chaga social que hipoteca o futuro

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Na história dos tempos, os jovens sempre foram considerados uma força importante para o desenvolvimento das sociedades e para a humanidade seguir adiante, mas na atualidade, e numa visão funcionalista e mercantilista da sociedade, os jovens são considerados descartáveis, em virtude de não responderem às lógicas produtivas, nem a qualquer critério útil de investimento. As consequências desta visão retrógrada são o flagelo do desemprego, e em particular o desemprego jovem.

Desempregado é o individuo com idade mínima de 15 anos que não tenha trabalho remunerado e esteja disponível para trabalhar. Se tem entre 15 e 34 anos, e está nestas condições é considerado, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), desempregado jovem. Esta triste realidade, que chega a atingir os 40%, não é só portuguesa; é também europeia. São muitos os países europeus, que atingem esta elevadíssima percentagem de desempregados jovens.

Os números do desemprego jovem, ainda são mais assustadores, pois é considerado empregado o individuo com idade mínima de 15 anos que tenha efetuado um trabalho de pelo menos 1 hora mediante o pagamento de uma remuneração. São muitos os jovens que, em situação de desespero, aceitam um trabalho temporário. Estes jovens, que aceitaram este trabalho precário e receberam uns parcos dinheiros, não contam para o desemprego. Também não se contabiliza os que emigram. Por estes motivos, os dados avançados pelo INE, referentes ao desemprego jovem, estão muito longe da realidade.

A legislação, que supostamente foi feita para originar a criação de novos postos de trabalho, define que os contratos de utilização de trabalho temporário podem renovar-se até ao limite máximo de dois anos, mas tem sido facilmente contornável. Os contratos nunca duram até ao limite temporal estabelecido, pois são rescindidos antes, para nunca atingir o limite, e volta-se a contratar o mesmo trabalhador, originando um círculo vicioso maléfico para a juventude.

O trabalho temporário, que seria importante para a flexibilização do mercado de trabalho, desde que adequadamente utilizado, transformou-se numa aberração e num abuso sem precedentes. Esta triste realidade, que tem tido beneplácito do poder político e também do poder judicial, demonstra o forrobodó que tem sido, principalmente para as grandes empresas multinacionais, que chegam a contratar o mesmo trabalhador para outras funções, ou com outra categoria, por novos períodos de tempo, chegando a atingir 10 e mais anos. Assim, formalmente, não corresponde a uma renovação contratual, mas a um novo contrato, mesmo que, na realidade, seja para ocupar o mesmo posto de trabalho.

O aproveitamento escandaloso dos estágios curriculares e o trabalho temporário têm sido um engulho ao desenvolvimento pessoal e profissional dos jovens, pondo em causa o seu futuro. Com esta nova realidade, e porque ser jovem é (devia ser) acreditar e correr atrás dos sonhos, surgiu um novo ciclo de emigração não voluntária, agora mais jovem e qualificada, com consequências graves para o futuro do país, que pagará caro por esta falta de visão.

Portugal está a empurrar para o estrangeiro uma geração, talvez a mais bem qualificada de sempre!

Num país onde não se pode ter esperança, nem sonhos, emigrar é o mais natural. O futuro comum é negro, pois está hipotecado. O flagelo do desemprego jovem é uma chaga social que hipoteca o futuro. Infelizmente, em Portugal, a história do futuro está a escrever-se na porta de saída. É triste que assim seja!

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José Maria Moreira da Silva

moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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Edição 457

Exposição fotográfica revela trabalho solidário em Moçambique (C/Video)

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No dia 23 de outubro de 2013, o trofense Silvano Lopes partiu para Moçambique, com o intuito de a realizar, durante um mês, um documentário junto da Organização Não Governamental (ONG) Um Pequeno Gesto, com vista ao apadrinhamento de crianças e divulgação da instituição.

Quase três meses depois, o trofense vai divulgar o resultado do seu trabalho, através de uma reportagem fotográfica que vai estar exposta na sala de exposições do FIJE – Fórum de Inovação para Jovens Empreendedores. “Um pequeno gesto, uma grande ajuda” é o nome do projeto de solidariedade que Silvano Lopes realizou em Moçambique e que tem como objetivos “divulgar o resultado de todo o seu trabalho e, simultaneamente, promover esta ONG e os seus objetivos de solidariedade, que passam pelo Programa de Apadrinhamento, que liga uma criança moçambicana a um padrinho de língua portuguesa”.

Assim, do dia 3 de fevereiro a 28 de março, a sala de exposições do FIJE recebe “uma seleção de 20 fotografias” de Silvano Lopes, que retratam o tempo passado em Moçambique

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