bialO primeiro medicamento de raiz e patente portuguesas, um antiepiléptico da Bial, foi aprovado pela Agência Europeia do Medicamento (EMEA) e deve chegar às farmácias no final do ano, anunciou hoje a empresa.

Em comunicado, a Bial informou que a EMEA aprovou a autorização de introdução no mercado, pedida em Fevereiro, seguindo-se agora a fase de solicitação do preço e comparticipação às autoridades de cada país para a venda do medicamento.

O investimento na investigação do fármaco, ao longo dos últimos 15 anos, ultrapassou os 300 milhões de euros.

O antiepiléptico, que é administrado em uma toma diária, foi testado em 23 países, envolvendo mais de mil doentes.

Segundo a empresa, os estudos clínicos comprovaram uma redução significativa da frequência de crises parciais em doentes com epilepsia refractária, em combinação com outros agentes antiepilépticos, e um potencial para melhorar a qualidade de vida e os sintomas depressivos dos doentes.

Fundada em 1924, a Bial, o maior grupo farmacêutico português, com sede em S. Mamede do Coronado, comercializa diversos produtos em mais de 30 países, em quatro continentes e investe mais de 20 por cento da sua facturação anual em “I&D”, prioritariamente no sistema nervoso central, cardiovascular e alergologia.