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Duas creches no concelho para total de 1600 crianças

Duas creches no concelho para total de 1600 crianças

Duas creches para cerca de 1.600 crianças – uma em S. Martinho e a outra em Santiago de Bougado. Se os números não carecem de operações matemáticas complexas para demonstrar a discrepância, eles constituem, pelo menos, um dos maiores problemas sociais da Trofa.

 

 "É um concelho jovem e necessita de criar infra-estruturas", justifica o vereador Jaime Moreira. Para cumprir o desígnio, foi traçado um plano de desenvolvimento social para 2007 e 2008. A estratégia – que o presidente da Câmara, Bernardino Vasconcelos, considerou "ambiciosa" – foi apresentada ontem. Porém, o vereador da Acção Social adverte que "vai ser quase impossível responder [às carências apontadas no plano] em dois anos" e aponta 2010 como meta.

José Torres, morador em Alvarelhos, está envolvido no projecto de criação de um centro comunitário para a localidade. Fez questão de assistir à apresentação para saber quais as prioridades da autarquia. Ao JN, enumerou alguns problemas da freguesia. O isolamento dos velhos surge no topo das preocupações. "Há idosos que estão sós porque os filhos estão a trabalhar e porque não há dinheiro para pagar lares". Lembra, ainda, a questão dos infantários "As pessoas têm de ir trabalhar e não têm onde deixar os filhos", aponta. Situações de carências financeiras não passam ao lado das denúncias que José Torres vai fazendo.

Existe apenas um em s.Martinho e outro em S.TiagoAs palavras seriam confirmadas pelos dados do diagnóstico social elaborado pela autarquia. "Há um esconder da deficiência", conclui Jaime Moreira "Tem de ser feito um estudo aprofundado para trazer cá para fora a realidade do concelho" nesta matéria. A toxicodependência, sobretudo a rural, é, também, uma área que gera dificuldades de intervenção, porque "as famílias fecham-se e negam que têm o problema em casa".

Ainda que tenha referido, ao JN, que "os parceiros da rede social estão sensibilizados" para estas questões, Jaime Moreira criticou, no entanto, a falta de actuação das comissões sociais de freguesia. Elas "são os parceiros que detectam as situações de carência, que estão no terreno. Lamento que, no nosso concelho, não funcionem". E adverte "Os problemas têm de ser resolvidos de uma forma conjunta, concentrada, através de parcerias. Se cada um olhar para a sua quinta, os problemas sociais não desaparecem".

Crianças em perigo

Negligência parental, abandono escolar e falta de infra-estruturas para crianças e jovens constituem dificuldades do concelho. A autarquia propõe-se a diminuir em 25% o número de menores em risco.

Isolamento de idosos

Solidão, dependência e carências ao nível de lares e centros de acolhimento fazem parte do quotidiano de alguma população idosa. Um dos objectivos do plano social é baixar em 30% o número de casos de isolamento.

Droga e álcool

Existe toxicodependência urbana e rural, sendo esta a que maiores dificuldades gera. Objectivo é diminuir em 15% o número de infectados por hepatites B e C e pelo vírus da sida.

Desemprego

Emprego precário, falta de habilitações literárias, formação profissional tardia ou falta de motivação para o trabalho são alguns dos problemas. O primeiro passo para sanar o problema será aumentar as competências dos desempregados de longa duração em 20%.

Ana Correia Costa in JN

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