Festival-docaria 

A alameda do Mosteiro de Landim, em Vila Nova de Famalicão, recebeu, este fim-de-semana, a visita de milhares de pessoas que não resistiram ao apelo dos doces, apresentados no Festival Nacional de Doçaria Conventual e Tradicional.

Durante três dias, perto de quatro dezenas de doceiros, provenientes de todo o país, deram a conhecer sabores ancestrais, confeccionados de uma forma artesanal, respeitando as receitas originais, onde as gemas de ovo, o açúcar e a farinha são a essência de cada doce.

Dos sobejamente conhecidos Ovos-Moles de Aveiro e Pão-de-Ló de Ovar aos doces menos conhecidos como as “Maminhas de Noviça” e “Bocado do Abade”, entre outros, o festival proporcionou uma viagem rica e deliciosa pelos sabores de Portugal.

Num ambiente de grande animação, com muita música e teatro de rua, o certame saldou-se “em mais um enorme sucesso”, como afirmou a propósito o presidente da Câmara Municipal de Famalicão, Armindo Costa.

Segundo o edil famalicense, “em termos de doceiros, este festival foi o mais participado de sempre”. “Contamos com a presença de perto de 40 stands, o que significa um acréscimo em relação ao ano passado”.

Por sua vez, o público correspondeu na mesma proporção, sentindo-se um aumento do número de visitantes, como afirmaram diversos doceiros habitualmente presentes no evento.

Refira-se que Festival de Doçaria Conventual e Tradicional de Vila Nova de Famalicão impôs-se já como um dos eventos anuais mais marcantes de Vila Nova de Famalicão e de toda região Norte, tendo recebido diversos elogios à sua organização, nomeadamente através do presidente da Confraria dos Gastrónomos do Minho, Leite Gomes.

Para o presidente da Câmara Municipal é muito gratificante confirmar a excelência do evento através da forte adesão de doceiros e também de público, porque, como explica o Armindo Costa, com a realização deste evento “estamos a dar passos decisivos na materialização de uma forte aposta numa verdadeira política de promoção do Turismo Cultural do Concelho, que valoriza aquilo que Famalicão tem de bom, como é o caso da doçaria tradicional e conventual e do rico seu património histórico edificado, de que faz parte o vetusto Mosteiro de Landim”.