No Dia Mundial da Água, 22 de Março, os alunos do 8º E da Escola Básica 2/3 de S. Romão do Coronado tiveram uma “sala” de aula diferente. Turma venceu um concurso lançado pela Savinor ao estudar o Rio Mamoa, perto da escola.

Mais do que a felicidade de ganhar um primeiro prémio, a turma E do 8º ano da Escola Básica 2/3 de S. Romão do Coronado estava fascinada por ter um dia de aulas diferente, na terça-feira. Por ter vencido o concurso lançado pela Savinor, o grupo de alunos teve direito a um almoço com os responsáveis da empresa, para depois aprender a importância da preservação da água, junto do Rio Mamoa, perto da escola. Este foi exactamente o objecto de estudo da turma para o projecto que mereceu o primeiro prémio do concurso. Depois de reconfortarem o estômago num restaurante da freguesia, os jovens estiveram junto do rio, onde analisaram a qualidade da água e descobriram diversos seres vivos que coabitam no espaço envolvente. Com eles estiveram sempre as professoras, que os monitorizaram, e o palhaço Kiki que, juntamente com a árvore ambulante, ajudou a que a animação fosse maior.

João Vasconcelos não escondia a satisfação por estar “a ter um dia de aulas diferente” daqueles que passa “dentro de uma sala e que se tornam maçadores”. “A turma ficou muito feliz quando soube que tinha ganho o concurso e fez uma grande festa”, afirmou. A actividade de campo estava “a ser muito divertida”, pois “o tempo passa depressa”. Para o jovem, deviam haver “mais passatempos do género”, não só para esta turma, mas “para todas”, porque “é bom sair da sala e aprender no exterior”.

O projecto que venceu o concurso faz parte do “Eco-escolas” que está a ser desenvolvido no estabelecimento romanense. Maria José Miller, directora de turma, explicou que “os alunos tentaram fazer um trabalho para apadrinhar o Rio Mamoa, em que analisaram a situação do rio, tentando ligá-la com as ciências físico-químicas e naturais e com as alterações nos ecossistemas provocadas pela poluição”.

A docente confirmou a importância deste tipo de actividades, porque “os alunos gostam muito de experimentar, ver e realizar”. “É muito bom termos a possibilidade de utilizar este espaço para descobrir coisas novas”, frisou, enquanto a turma analisava o PH da água do rio e discutia se, com o valor obtido (6,5), era ácida ou básica.

Maria José Miller explicou que este projecto vai ser desenvolvido até ao final do ano lectivo e para o próximo poderá continuar com a monitorização da água do rio.

João Pedro Azevedo, presidente do Conselho de Administração da Savinor. esteve com com os alunos no almoço e entregou á delegada de turma dois guias de campo sobre aves e plantas. O responsável da empresa afirmou que esta é mais uma iniciativa integrada “na dinâmica que a empresa tem vindo a desenvolver com as escolas”. “Temos sentido muito receptividade, as escolas estão ávidas deste tipo de actividades, pois conseguimos que os alunos tenham um dia diferente de aprendizagem e no qual se divertem”, sustentou.

José Magalhães, director do Agrupamento de Escolas do Coronado e Covelas, também concordava com a pertinência da iniciativa, considerando que “a escola não se confina só aos seus muros”. E por na terça-feira se ter assinalado o Dia Mundial da Água, era importante “mostrar aos jovens que a maior parte dos rios estão muito poluídos através de iniciativas que promovam acções que ajudem a revitalizá-los”, afiançou.

Esta iniciativa está inserida no âmbito do Projecto Risos, “que visa a participação social na conservação dos espaços fluviais, procurando acompanhar os objectivos apresentados na Década da Educação das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável e contribui para a implementação da Carta da Terra e da Directiva Quadro da Água”.