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Ano 2011

Dia Mundial da Água – Turma vence concurso e “ganha” aula ao ar livre

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No Dia Mundial da Água, 22 de Março, os alunos do 8º E da Escola Básica 2/3 de S. Romão do Coronado tiveram uma “sala” de aula diferente. Turma venceu um concurso lançado pela Savinor ao estudar o Rio Mamoa, perto da escola.

Mais do que a felicidade de ganhar um primeiro prémio, a turma E do 8º ano da Escola Básica 2/3 de S. Romão do Coronado estava fascinada por ter um dia de aulas diferente, na terça-feira. Por ter vencido o concurso lançado pela Savinor, o grupo de alunos teve direito a um almoço com os responsáveis da empresa, para depois aprender a importância da preservação da água, junto do Rio Mamoa, perto da escola. Este foi exactamente o objecto de estudo da turma para o projecto que mereceu o primeiro prémio do concurso. Depois de reconfortarem o estômago num restaurante da freguesia, os jovens estiveram junto do rio, onde analisaram a qualidade da água e descobriram diversos seres vivos que coabitam no espaço envolvente. Com eles estiveram sempre as professoras, que os monitorizaram, e o palhaço Kiki que, juntamente com a árvore ambulante, ajudou a que a animação fosse maior.

João Vasconcelos não escondia a satisfação por estar “a ter um dia de aulas diferente” daqueles que passa “dentro de uma sala e que se tornam maçadores”. “A turma ficou muito feliz quando soube que tinha ganho o concurso e fez uma grande festa”, afirmou. A actividade de campo estava “a ser muito divertida”, pois “o tempo passa depressa”. Para o jovem, deviam haver “mais passatempos do género”, não só para esta turma, mas “para todas”, porque “é bom sair da sala e aprender no exterior”.

O projecto que venceu o concurso faz parte do “Eco-escolas” que está a ser desenvolvido no estabelecimento romanense. Maria José Miller, directora de turma, explicou que “os alunos tentaram fazer um trabalho para apadrinhar o Rio Mamoa, em que analisaram a situação do rio, tentando ligá-la com as ciências físico-químicas e naturais e com as alterações nos ecossistemas provocadas pela poluição”.

A docente confirmou a importância deste tipo de actividades, porque “os alunos gostam muito de experimentar, ver e realizar”. “É muito bom termos a possibilidade de utilizar este espaço para descobrir coisas novas”, frisou, enquanto a turma analisava o PH da água do rio e discutia se, com o valor obtido (6,5), era ácida ou básica.

Maria José Miller explicou que este projecto vai ser desenvolvido até ao final do ano lectivo e para o próximo poderá continuar com a monitorização da água do rio.

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João Pedro Azevedo, presidente do Conselho de Administração da Savinor. esteve com com os alunos no almoço e entregou á delegada de turma dois guias de campo sobre aves e plantas. O responsável da empresa afirmou que esta é mais uma iniciativa integrada “na dinâmica que a empresa tem vindo a desenvolver com as escolas”. “Temos sentido muito receptividade, as escolas estão ávidas deste tipo de actividades, pois conseguimos que os alunos tenham um dia diferente de aprendizagem e no qual se divertem”, sustentou.

José Magalhães, director do Agrupamento de Escolas do Coronado e Covelas, também concordava com a pertinência da iniciativa, considerando que “a escola não se confina só aos seus muros”. E por na terça-feira se ter assinalado o Dia Mundial da Água, era importante “mostrar aos jovens que a maior parte dos rios estão muito poluídos através de iniciativas que promovam acções que ajudem a revitalizá-los”, afiançou.

Esta iniciativa está inserida no âmbito do Projecto Risos, “que visa a participação social na conservação dos espaços fluviais, procurando acompanhar os objectivos apresentados na Década da Educação das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável e contribui para a implementação da Carta da Terra e da Directiva Quadro da Água”.

 

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Ano 2011

O ano de 2012 não será uma hecatombe, mas…

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A passagem de mais um ano, obriga-nos a meditar sobre o ano que passou e o ano que está a chegar. Não é que se viva de recordações, mas elas são muito úteis para se poder fazer um balanço da nossa vida; de onde viemos, para onde vamos. É o tradicional «reveillon», talvez o mais triste dos últimos anos.

O ano que agora finda é provavelmente, aquele que mais afetou a vida de quase todos nós, que ainda por cá andamos. O ano que virá, não será uma hecatombe, mas será um ano de muitas falências, de desemprego, de recessão e de depressão. Será a continuação da crise, ainda mais agravada com o passar do tempo.

Não vai ser possível escapar a mais um ano de recessão e caos económico, uma situação que não vivemos desde a segunda guerra mundial. O ano que agora festejamos o seu fim, brindou os portugueses com algumas medidas de carácter económico, que fizeram abalar a “carteira” de muitos, a começar com os cortes, para alguns, nos subsídios de férias e de natal, no fim das borlas nas SCUT, o fim do passe social para todos e os diversos e sucessivos aumentos em produtos necessários ao nosso dia-a-dia.

A crise que estamos a atravessar é uma crise quase generalizada a todo o mundo: o Ocidente debate-se com uma grave crise económica, que dura há mais de três anos; a África continua com as suas tradicionais crises humanitárias, económicas e políticas; a Ásia está a viver um conjunto de problemas originados pelo crescimento económico muito rápido de diversos países. A crise – financeira, económica e social -, alastrou-se a todo o mundo e o ano de 2012 vai exigir um combate em todas as frentes, vai exigir soluções globais.

Os decisores políticos mundiais deverão ter em atenção algumas premissas para que o combate tenha o êxito desejado. Em primeiro lugar, deve ser dada a primazia da economia sobre as finanças, mas antes de tudo devem dar a primazia ao ser humano. Não se quer uma economia baseada no «capitalismo selvagem», mas uma economia centrada no homem. É no homem e para o homem e nos princípios da solidariedade, que a economia deve estar focada. Só assim é que faz sentido.

Vai ser preciso um combate eficaz à miséria, à fome, ao desemprego, que grassa por todo o mundo. Seguramente, o ano que se avizinha terá de ser um ano de grandes transformações, pois os desafios são tremendos. Vai ser preciso suster o descalabro das finanças públicas, deter o galopante crescendo da dívida soberana dos Estados e fazer crescer a economia.

A crise que o mundo está a atravessar interpela todos, pessoas e povos, homens e mulheres, jovens e menos jovens, empregadores e empregados, partidos políticos e grupos de reflexão a um profundo discernimento dos princípios e dos valores que estão na base da convivência social. A crise obriga a um empenhamento geral, numa séria reflexão sobre as causas e soluções de natureza política e económica não deixando de ter o homem como epicentro. Para o bem-estar da humanidade. Sempre!

José Maria Moreira da Silva

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moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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Ano 2011

Grupo de Jovens de Guidões recria presépio

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O Grupo de jovens S. João Baptista de Guidões deu vida ao presépio, numa iniciativa que é já tradição na freguesia.

Para muitos o dia de Natal é sinónimo de descanso e convívio familiar, mas em Guidões cerca de duas dezenas de jovens abdicam do conforto do lar para dar vida ao nascimento de Jesus, recriando o Presépio ao Vivo.

O último domingo, 25 de dezembro, começou bem cedo para o grupo. Ainda o relógio da Igreja Paroquial, onde é encenado o presépio, não assinalava as 7 horas e já os primeiros elementos chegavam para ultimar os preparativos. “Há certas coisas que apenas podemos fazer no dia, como colocar decorações e trazer os animais”, explicou o presidente do grupo de jovens, José Pedro Campos. Depois de tudo colocado no devido sítio, os animais acomodados nas suas cercas e dos jovens vestirem os trajes da época, era altura de ensaiar a encenação que deveriam levar a cabo durante a eucaristia de Natal. “Este ano, para além do presépio, também fizemos uma pequena atuação no momento de Ação de Graças”, esclareceu o responsável.

Esta é uma iniciativa que o Grupo de Jovens S. João Baptista de Guidões desenvolve há já vários anos: “Naturalmente que dá bastante trabalho”. “Toda a estrutura foi criada de raiz e é da responsabilidade dos elementos do grupo que soldam, pregam, serram e fazem o que for necessário para que tudo esteja pronto no dia de Natal”, acrescentou José Pedro Campos.

Neste presépio existem anjos, pastores, reis, José, Maria e muitas outras personagens que recriam os relatos da Bíblia, como a aparição do anjo a Maria, a falta de lugar na hospedaria em Belém para José e Maria pernoitarem ou a fuga para o Egito, depois de Herodes ordenar a morte de todos os bebés.

O objetivo é “diversificar as cenas todos os anos para não se tornar monótono”. Se ainda não teve a oportunidade de visitar o Presépio ao Vivo, pode fazê-lo no dia 1 de janeiro entre as 14 e as 17.30 horas.

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