Casa da Cultura comemorou dez anos com uma exposição e um momento musical. Valência assume-se como montra para valores locais e local de passagem de grandes artistas.

Foi com escultura e música que a autarquia assinalou o décimo aniversário da Casa da Cultura. A Trofa passou a ser mais “culta” com a inauguração desta valência a 5 de novembro de 2001.

O dia começou com a apresentação de uma exposição permanente de Francisco Machado, que pode ser vista no jardim da Casa da Cultura.

Depois, as palavras escritas por José Afonso, Manuel Alegre e Agostinho da Silva ecoaram pela voz do famalicense Ivo Machado que, juntamente com Rui Mesquita, protagonizou um momento musical.

A música prosseguiu, mas com o tradicional “Parabéns” a uma valência que, para além de ter uma década, nasceu de um projeto pensado há quase 20 anos. Na altura, o agora vereador da Cultura da Câmara Municipal, Assis Serra Neves, era tesoureiro da Junta de Freguesia de Santiago de Bougado. “O presidente era o doutor José Gregório e o secretário o Manuel Silva. O processo começou com a expropriação do terreno ainda éramos do concelho de Santo Tirso, com o presidente Joaquim Couto, e o falecido Tedim também deu um grande contributo para hoje termos a Casa da Cultura. Foi um processo que demorou o seu tempo, empenhámo-nos, tivemos apoio do então presidente e a obra nasceu. Valeu a pena lutar para que isto fosse uma realidade”.

Na Trofa, a cultura ainda continua a ser uma área pouco procurada pela população. No entanto, se Maomé não vai à montanha, vai a montanha a Maomé. Muitas são as iniciativas descentralizadas que a autarquia desenvolveu para levar a Arte à população. Um dos melhores exemplos – e que tem tido sucesso – é o “Hoje vou ao café… ouvir poesia”, que é promovido em todas as freguesias do concelho e que arrasta muitos curiosos. O executivo camarário atentou também no programa de comemorações do 13º aniversário do concelho da Trofa, a 19 de novembro, no sentido de levar a cultura a vários pontos do município.

Mas a Casa da Cultura continua a ser uma “montra para valores locais” e “um local de passagem de grandes artistas”. Assis Serra Neves atira nomes como Valter Hugo Mãe, Jorge Velhote, mas há outros como o já falecido pintor moçambicano Malangatana, da cantora Sara Tavares, do escultor Alberto Carneiro e da escritora Matilde Rosa Araújo, que deu o nome ao Concurso Literário da Trofa.

“Há artistas que estão sempre disponíveis para nos apoiar. Temos um leque de talentos formidáveis, como o escultor Francisco Machado, que já fazem parte da casa”, frisou.

Continuar a elevar as várias demonstrações artísticas e culturais é o objetivo desta valência. E em jeito de convite, o vereador da Cultura anunciou já a próxima mostra que vai estar em exposição sobre os 50 anos da Guerra Colonial, intitulada “7 Colónias, 7 Homens e 3 Guerras e meia”. A inauguração está marcada para as 16 horas de sábado, dia 12, e a mostra estará patente até 31 de dezembro.

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