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Ano 2011

Desemprego é o destino mais provável (c/video)

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O futuro dos funcionários da Gamor II Unipessoal Lda continua uma incógnita. Os colaboradores, os advogados e as sindicalistas do Sindicato Têxtil do Porto estiveram mais uma vez à frente da empresa para se reunirem com o proprietário, mas António João Leite não compareceu.

A cerca de uma centena de trabalhadores regressou à empresa esta segunda-feira, 19 de setembro, para, supostamente, saberem o resultado da reunião que António João Leite ia ter com o IAPMEI (Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e à Inovação) na sexta-feira, 16 de setembro.

O proprietário da empresa têxtil não apareceu nas instalações a fim de ter essa reunião com os trabalhadores e segundo Marlene Correia, sindicalista, já era previsível que tal acontecesse. “O senhor António João não aparaceu, nada que já não estivéssemos à espera, e como não sabemos se efetivamente a reunião de sexta-feira se realizou ou não com o IAPMEI, não há dúvida quanto àquilo que as trabalhadoras vão fazer. Vão começar a fazer as cartas para recorrerem à suspensão do contrato e poderem desta forma usufruir do subsídio de desemprego”, adiantou.

Nesta altura a confusão já se instalou nas vidas destes trabalhadores que nem os próprios sabem muito bem quais os seus direitos e o que hão de fazer concretamente. Como tal, alguns trabalhadores decidiram recorrer a advogados para tentarem salvaguardar minimamente o seu futuro. Paulo Pinto, um dos advogados, está a fazer todos os possíveis para entrar em contacto com o proprietário da Gamor II Unipessoal Lda e tentar perceber quais as suas intenções relativamente à empresa. “Em colaboração com o outro advogado estamos a ver se conseguimos chegar ao contacto com o proprietário da fábrica para saber se ele tem a intenção de a reabrir ou não, ou se vai apresentar-se à insolvência”. Como esta tem sido uma tarefa difícil o advogado só vê uma solução para este problema “pedir insolvência da empresa”. “As pessoas nesta altura estão com vencimentos em atraso, não têm direito a nenhum subsídio e precisam de definir a sua situação, até mesmo porque já terão sido despedidas algumas trabalhadoras e provavelmente terá de ser requerida a insolvência da empresa”.

António João Leite não se mostra mas aparenta continuar a ser o proprietário da empresa. Chegou mesmo a tomar medidas para evitar que os colaboradores entrassem na fábrica. Os funcionários, por sua vez, terão sido chamados a comparecer na empresa, na sexta-feira, uma vez que esta estava a ser arrombada e estavam a ser mudadas as suas fechaduras. “Ligaram-nos a dizer que tinham arrombado um portão e perante esta situação nós viemos para cá com o nosso antigo patrão para tentarmos entrar lá dentro e levar os nossos pertences. Quando cá chegamos, percebemos que tinham sido mudadas as fechaduras da empresa”, adiantou Márcia Costa, uma das funcionárias. Depois de entrarem nas instalações da Gamor, os trabalhadores perceberam que faltavam materiais no interior da fábrica, o que os leva a crer que terá “mão do patrão”. “Na parte de cima estava tudo em ordem, mas na parte de baixo faltava um computador e uma encomenda. Ninguém viu essa encomenda a sair da empresa, por isso foi tirado às escondidas o que nos leva a crer que foi a mando dele” (referindo-se ao patrão).

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Os funcionários admitem que o proprietário da Gamor está a fazer-se de vítima, mas mesmo assim não deixam de lhe exigir explicações. “Ele está a fazer-se de vítima, diz que aparece e não a parece, mas vai ter de aparecer, dar a cara e dizer onde é que meteu o dinheiro das encomendas que fizemos no mês de agosto. Nós sabemos que ele recebeu o dinheiro dessas encomendas e queremos saber onde é que ele o meteu”, acrescentou Maria Costa.

Esta é uma história que parece não ter fim à vista. Até ao momento o que se sabe ao certo é que esta centena de trabalhadores continua sem receber o ordenado referente ao mês de agosto, o subsídio de natal e de férias. Já o proprietário da empresa, António João Leite, continua incontactável.

 

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Ano 2011

O ano de 2012 não será uma hecatombe, mas…

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A passagem de mais um ano, obriga-nos a meditar sobre o ano que passou e o ano que está a chegar. Não é que se viva de recordações, mas elas são muito úteis para se poder fazer um balanço da nossa vida; de onde viemos, para onde vamos. É o tradicional «reveillon», talvez o mais triste dos últimos anos.

O ano que agora finda é provavelmente, aquele que mais afetou a vida de quase todos nós, que ainda por cá andamos. O ano que virá, não será uma hecatombe, mas será um ano de muitas falências, de desemprego, de recessão e de depressão. Será a continuação da crise, ainda mais agravada com o passar do tempo.

Não vai ser possível escapar a mais um ano de recessão e caos económico, uma situação que não vivemos desde a segunda guerra mundial. O ano que agora festejamos o seu fim, brindou os portugueses com algumas medidas de carácter económico, que fizeram abalar a “carteira” de muitos, a começar com os cortes, para alguns, nos subsídios de férias e de natal, no fim das borlas nas SCUT, o fim do passe social para todos e os diversos e sucessivos aumentos em produtos necessários ao nosso dia-a-dia.

A crise que estamos a atravessar é uma crise quase generalizada a todo o mundo: o Ocidente debate-se com uma grave crise económica, que dura há mais de três anos; a África continua com as suas tradicionais crises humanitárias, económicas e políticas; a Ásia está a viver um conjunto de problemas originados pelo crescimento económico muito rápido de diversos países. A crise – financeira, económica e social -, alastrou-se a todo o mundo e o ano de 2012 vai exigir um combate em todas as frentes, vai exigir soluções globais.

Os decisores políticos mundiais deverão ter em atenção algumas premissas para que o combate tenha o êxito desejado. Em primeiro lugar, deve ser dada a primazia da economia sobre as finanças, mas antes de tudo devem dar a primazia ao ser humano. Não se quer uma economia baseada no «capitalismo selvagem», mas uma economia centrada no homem. É no homem e para o homem e nos princípios da solidariedade, que a economia deve estar focada. Só assim é que faz sentido.

Vai ser preciso um combate eficaz à miséria, à fome, ao desemprego, que grassa por todo o mundo. Seguramente, o ano que se avizinha terá de ser um ano de grandes transformações, pois os desafios são tremendos. Vai ser preciso suster o descalabro das finanças públicas, deter o galopante crescendo da dívida soberana dos Estados e fazer crescer a economia.

A crise que o mundo está a atravessar interpela todos, pessoas e povos, homens e mulheres, jovens e menos jovens, empregadores e empregados, partidos políticos e grupos de reflexão a um profundo discernimento dos princípios e dos valores que estão na base da convivência social. A crise obriga a um empenhamento geral, numa séria reflexão sobre as causas e soluções de natureza política e económica não deixando de ter o homem como epicentro. Para o bem-estar da humanidade. Sempre!

José Maria Moreira da Silva

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moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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Ano 2011

Grupo de Jovens de Guidões recria presépio

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O Grupo de jovens S. João Baptista de Guidões deu vida ao presépio, numa iniciativa que é já tradição na freguesia.

Para muitos o dia de Natal é sinónimo de descanso e convívio familiar, mas em Guidões cerca de duas dezenas de jovens abdicam do conforto do lar para dar vida ao nascimento de Jesus, recriando o Presépio ao Vivo.

O último domingo, 25 de dezembro, começou bem cedo para o grupo. Ainda o relógio da Igreja Paroquial, onde é encenado o presépio, não assinalava as 7 horas e já os primeiros elementos chegavam para ultimar os preparativos. “Há certas coisas que apenas podemos fazer no dia, como colocar decorações e trazer os animais”, explicou o presidente do grupo de jovens, José Pedro Campos. Depois de tudo colocado no devido sítio, os animais acomodados nas suas cercas e dos jovens vestirem os trajes da época, era altura de ensaiar a encenação que deveriam levar a cabo durante a eucaristia de Natal. “Este ano, para além do presépio, também fizemos uma pequena atuação no momento de Ação de Graças”, esclareceu o responsável.

Esta é uma iniciativa que o Grupo de Jovens S. João Baptista de Guidões desenvolve há já vários anos: “Naturalmente que dá bastante trabalho”. “Toda a estrutura foi criada de raiz e é da responsabilidade dos elementos do grupo que soldam, pregam, serram e fazem o que for necessário para que tudo esteja pronto no dia de Natal”, acrescentou José Pedro Campos.

Neste presépio existem anjos, pastores, reis, José, Maria e muitas outras personagens que recriam os relatos da Bíblia, como a aparição do anjo a Maria, a falta de lugar na hospedaria em Belém para José e Maria pernoitarem ou a fuga para o Egito, depois de Herodes ordenar a morte de todos os bebés.

O objetivo é “diversificar as cenas todos os anos para não se tornar monótono”. Se ainda não teve a oportunidade de visitar o Presépio ao Vivo, pode fazê-lo no dia 1 de janeiro entre as 14 e as 17.30 horas.

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