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Ano 2011

Da gasolina para a eletricidade (c/video)

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Carros elétricos e híbridos estiveram expostos no Parque de Nossa Senhora das Dores para assinalar o Dia Europeu sem Carros. Estas viaturas ecológicas prometem revolucionar o mundo automóvel uma vez que são mais silenciosas, mais amigas do ambiente e não vão ser movidas a combustíveis fósseis.

O executivo trofense sempre que pode associa-se a causas verdes e como tal não podia deixar de assinalar o Dia Europeu Sem Carros que se assinala a 22 de setembro. Assim, a autarquia decidiu antecipar a celebração desse dia e realizou um conjunto de atividades no domingo, 18 de setembro. Logo pela manhã, foi feita uma caminhada pela Rota do Castro de Alvarelhos, e ao mesmo tempo, no centro da Trofa, dava-se início a um passeio de bicicletas e inauguravam-se as restantes atividades no Parque de Nossa Senhora das Dores (Exposição de veículos alternativos; rastreios gratuitos; corridas de carros a pedal).

A Câmara Municipal da Trofa tem vindo a desenvolver alguns projetos ecológicos e o projeto mais recente em que se envolveu foi mesmo no projeto de postos de abastecimento elétricos. Esta é uma iniciativa que coloca o município como pioneiro neste âmbito deixando o executivo orgulhoso. “Temos um projeto e uma candidatura para 40 lugares de carregamento de carros elétricos onde oferecemos excelentes condições aos munícipes. Por exemplo, um carro híbrido pode estacionar na Trofa em qualquer lado, por tempo indeterminado e está completamente isento de qualquer tipo de taxa”, afirmou o vereador do Ambiente.

“Perante as dificuldades financeiras que a autarquia atravessa este é um projeto que vai demorar o seu tempo”, admite Assis Serra Neves.

A autarquia trofense tenta incutir estes hábitos ecológicos e ambientalistas junto dos mais novos e leva a cabo algumas “ações de sensibilização às escolas”. Para o próximo ano letivo 2012/2013 o executivo já está a projetar dois concursos para lançar junto das escolas “um será direcionado para os alunos do 2º e outro para os do 3º ciclo, tendo por base o desenho de carros elétricos”.
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Depois do vereador ter experimentado os veículos ecológicos e de ter decidido dar a entrevista ao NT dentro de um híbrido, fez questão de salientar a vontade de adquirir um conjunto deste tipo de veículos para a autarquia. “Se nós estivéssemos em outras condições financeiras, ia propor ao restante executivo que fosse proibido à autarquia comprar outro tipo de carros que não fossem elétricos, no mínimo carros híbridos”, admitiu.

Assis Serra Neves espera que o município trofense venha a ser ainda mais verde quando tiver “ruas fechadas ao trânsito e um circuito de transportes públicos”. Segundo o vereador, esta ideia será posta em prática quando o “metro chegar à Trofa” uma vez que terão de ser criados outros meios de transporte para os munícipes.

Na exposição dos carros elétricos e híbridos, havia dois carros que não passavam despercebidos. Um deles foi idealizado pela equipa “ bebumlitro”, composta por alunos da Universidade do Minho, e era basicamente um carro a gasolina que participa anualmente na Shell Eco-marathon. O outro veículo elétrico exposto era de competição e foi produzido por alunos da FEUP (Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto) com o objetivo de participar em corridas. “O veículo ainda está em estado de desenvolvimento, ainda é necessário fazer muitos testes e continuar a desenvolvê-lo, mas nós acreditamos que ele levado ao limite conseguirá ter uma prestação superior aos atuais de competição, ou seja, conseguirá atingir os 150 Km/hora”, salientou orgulhoso Rui Santos, um dos elementos do projeto.

A Câmara Municipal da Trofa associou-se à Semana Europeia da Mobilidade 2011 em conjunto com outras autarquias a fim de divulgar junto dos seus munícipes a importância de ter uma vida mais ecológica, mais saudável e consequentemente mais duradoura.

 

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Ano 2011

O ano de 2012 não será uma hecatombe, mas…

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A passagem de mais um ano, obriga-nos a meditar sobre o ano que passou e o ano que está a chegar. Não é que se viva de recordações, mas elas são muito úteis para se poder fazer um balanço da nossa vida; de onde viemos, para onde vamos. É o tradicional «reveillon», talvez o mais triste dos últimos anos.

O ano que agora finda é provavelmente, aquele que mais afetou a vida de quase todos nós, que ainda por cá andamos. O ano que virá, não será uma hecatombe, mas será um ano de muitas falências, de desemprego, de recessão e de depressão. Será a continuação da crise, ainda mais agravada com o passar do tempo.

Não vai ser possível escapar a mais um ano de recessão e caos económico, uma situação que não vivemos desde a segunda guerra mundial. O ano que agora festejamos o seu fim, brindou os portugueses com algumas medidas de carácter económico, que fizeram abalar a “carteira” de muitos, a começar com os cortes, para alguns, nos subsídios de férias e de natal, no fim das borlas nas SCUT, o fim do passe social para todos e os diversos e sucessivos aumentos em produtos necessários ao nosso dia-a-dia.

A crise que estamos a atravessar é uma crise quase generalizada a todo o mundo: o Ocidente debate-se com uma grave crise económica, que dura há mais de três anos; a África continua com as suas tradicionais crises humanitárias, económicas e políticas; a Ásia está a viver um conjunto de problemas originados pelo crescimento económico muito rápido de diversos países. A crise – financeira, económica e social -, alastrou-se a todo o mundo e o ano de 2012 vai exigir um combate em todas as frentes, vai exigir soluções globais.

Os decisores políticos mundiais deverão ter em atenção algumas premissas para que o combate tenha o êxito desejado. Em primeiro lugar, deve ser dada a primazia da economia sobre as finanças, mas antes de tudo devem dar a primazia ao ser humano. Não se quer uma economia baseada no «capitalismo selvagem», mas uma economia centrada no homem. É no homem e para o homem e nos princípios da solidariedade, que a economia deve estar focada. Só assim é que faz sentido.

Vai ser preciso um combate eficaz à miséria, à fome, ao desemprego, que grassa por todo o mundo. Seguramente, o ano que se avizinha terá de ser um ano de grandes transformações, pois os desafios são tremendos. Vai ser preciso suster o descalabro das finanças públicas, deter o galopante crescendo da dívida soberana dos Estados e fazer crescer a economia.

A crise que o mundo está a atravessar interpela todos, pessoas e povos, homens e mulheres, jovens e menos jovens, empregadores e empregados, partidos políticos e grupos de reflexão a um profundo discernimento dos princípios e dos valores que estão na base da convivência social. A crise obriga a um empenhamento geral, numa séria reflexão sobre as causas e soluções de natureza política e económica não deixando de ter o homem como epicentro. Para o bem-estar da humanidade. Sempre!

José Maria Moreira da Silva

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moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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Ano 2011

Grupo de Jovens de Guidões recria presépio

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O Grupo de jovens S. João Baptista de Guidões deu vida ao presépio, numa iniciativa que é já tradição na freguesia.

Para muitos o dia de Natal é sinónimo de descanso e convívio familiar, mas em Guidões cerca de duas dezenas de jovens abdicam do conforto do lar para dar vida ao nascimento de Jesus, recriando o Presépio ao Vivo.

O último domingo, 25 de dezembro, começou bem cedo para o grupo. Ainda o relógio da Igreja Paroquial, onde é encenado o presépio, não assinalava as 7 horas e já os primeiros elementos chegavam para ultimar os preparativos. “Há certas coisas que apenas podemos fazer no dia, como colocar decorações e trazer os animais”, explicou o presidente do grupo de jovens, José Pedro Campos. Depois de tudo colocado no devido sítio, os animais acomodados nas suas cercas e dos jovens vestirem os trajes da época, era altura de ensaiar a encenação que deveriam levar a cabo durante a eucaristia de Natal. “Este ano, para além do presépio, também fizemos uma pequena atuação no momento de Ação de Graças”, esclareceu o responsável.

Esta é uma iniciativa que o Grupo de Jovens S. João Baptista de Guidões desenvolve há já vários anos: “Naturalmente que dá bastante trabalho”. “Toda a estrutura foi criada de raiz e é da responsabilidade dos elementos do grupo que soldam, pregam, serram e fazem o que for necessário para que tudo esteja pronto no dia de Natal”, acrescentou José Pedro Campos.

Neste presépio existem anjos, pastores, reis, José, Maria e muitas outras personagens que recriam os relatos da Bíblia, como a aparição do anjo a Maria, a falta de lugar na hospedaria em Belém para José e Maria pernoitarem ou a fuga para o Egito, depois de Herodes ordenar a morte de todos os bebés.

O objetivo é “diversificar as cenas todos os anos para não se tornar monótono”. Se ainda não teve a oportunidade de visitar o Presépio ao Vivo, pode fazê-lo no dia 1 de janeiro entre as 14 e as 17.30 horas.

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