Um muro e parte de um terreno desabaram para o interior de uma habitação, em S. Mamede do Coronado.

Rui Sá não ganhou para o susto. Ao início da noite estava em casa, junto ao campo dos mamedense, na freguesia de S. Mamede do Coronado, na cozinha, com o filho de seis anos, quando “a casa começou a tremer”. Depois, um estrondo indicava que algo tinha batido com força na porta para o exterior. Quando a abriu, nem queria acreditar no cenário com que se deparava. O muro de suporte do terreno da habitação contígua tinha derrocado e destruído parte da sua casa. Uma manilha cimento foi o objeto que provocou o estrondo na porta da cozinha.

Rui Sá apressou-se a chamar os bombeiros da Trofa e a GNR para “saber o que se pode fazer”. O primeiro passo foi desabitar a moradia. “A minha família já cá não está, pois fomos alertados pelos bombeiros de que há falta de segurança neste momento”, afirmou.

Ainda a “digerir” o susto, Rui Sá contava que “achava estranho uma construção tão perto” da sua, no entanto “presumia” que “as pessoas que estavam a fazê-la tinham a certeza de que havia segurança”.

O morador quer “pôr a casa habitável o mais rápido possível” e ainda não consegue quantificar o valor dos prejuízos.

Na manhã seguinte, o proprietário do terreno que desabou lamentou o sucedido e encontrava-se a avaliar a situação com um engenheiro enquanto aguardava por técnicos da autarquia. Acrescentou que quer resolver a situação “o mais rápido possível” para “construir um muro novo”.

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