Após quatro anos, os Deolinda regressaram ao Coliseu do Porto, no dia 4 de fevereiro, para apresentar o seu último álbum de originais “Outras Histórias”. 

“Outras histórias, com bons elogios por parte da crítica e considerado mesmo como um dos melhores álbuns da música popular portuguesa, foi lançado em fevereiro do ano passado. Atingiu a marca de Ouro e caminha a passos largos para a Platina. “ Corzinha de Verão”, “A Velha e o DJ” e “Manta Para Dois”, foram três dos singles já lançados com que os Deolinda presentearam o público.

O concerto não foi só para apresentar o seu último álbum mas também para comemorar uma carreira que começou há cerca de uma década. O alinhamento do concerto viajou quase até ao final pela ordem cronológica dos seus álbuns. A banda de Ana Bacalhau iniciou o espetáculo relembrando músicas do seu primeiro projeto, Canção ao lado, iniciando com “Não sei falar de amor” e “Fado Castigo”. Algumas canções depois, foi a vez de recordar o seu segundo álbum, Dois selos e um carimbo de 2010, com “Há dias que não são dias” entre outras. Revivendo Mundo Pequenino, produzido pelo britânico Jerry Boys e pela própria banda, ouviram-se “Semáforo da João XXI”, “Doidos”, “Musiquinha” e “Pois foi”. 

Foi com “Movimento Perpétuo Associativo” que os Deolinda saíram do palco, voltando de seguida para o encore com “Fon Fon Fon”. Terminaram em grande com “Dançar de olhos fechados”, confortando o público que encheu a sala e que se atreveu a sair à rua numa noite de tempestade.