Na passada Assembleia Municipal da Trofa muitas vezes se falou do Plano Director Municipal e da necessidade urgente de o submeter à discussão pública, de o aprovar e de o colocar em pratica.

Desde que faço parte desta Assembleia, desde 2005, que me recordo desta ser uma batalha minha e sobretudo do Partido Socialista.

Talvez pela minha formação académica na área do Planeamento Urbano, considero que este instrumento de gestão territorial é crucial para o desenvolvimento sustentado de um concelho.

Sei perfeitamente que este é um processo moroso, dada não só a complexidade da sua elaboração, mas porque as opções tem de ser muito bem equacionadas, afinal estamos a preparar o nosso futuro e as linhas mestres de desenvolvimento territorial do nosso concelho.

Mas esta demora é exagerada e prejudicial.

Se o P.D.M. já estivesse em vigor, estaria já a priori definido a localização dos Paços do concelho, da Biblioteca, dos restantes equipamentos, das infra estruturas, em suma dos usos e vocações a dar ao território.

Estaria no P.D.M. consagrada uma visão estratégica do concelho, espelhando o futuro da nossa terra, as nossas ambições e projectos.

Não temos P.D.M., estamos simplesmente a remendar o nosso território com projectos isolados e sem estratégia.

A definição de uma estratégia concertada, participada, ambiciosa, a definição de uma visão de futuro aberta e consciente, que desenvolva o território, o torne competitivo, atractivo, dinâmico é o que a Trofa precisa, mas para tal precisamos do P.D.M.!

Rara foi a Assembleia Municipal em que o Partido Socialista não questionou o executivo camarário sobre a situação do Plano Director Municipal.

O Dr. Bernardino Vasconcelos ora fugia à questão, ora era evasivo!

Compreendo que não seja fácil justificar o injustificável.

Nesta ultima Assembleia coube-me a mim, mais uma vez recolocar a questão e tal missão fui rever todas as actas das assembleias anteriores e perceber os atrasos.

Em 2005 o Sr. Presidente da Câmara Municipal da Trofa respondeu, afirmando que o P.D.M. estaria pronto no final de 2006.

Não esteve!

Ultrapassada a data e recolocada a questão, foi-nos dito que estaria pronto em final de 2007.

Não esteve!

No final de 2007, foi-nos confirmado que estaria pronto no final de 2008.

Não esteve!

Segundo o esclarecimento do Sr. Presidente da Câmara o Plano Director Municipal estará finalmente a ser concluído e será votado em Assembleia Municipal, espera o Sr. Presidente, já para o mês de Fevereiro.

Assim o esperamos, mas é pena que a palavra cidadania e participação tenha sido usada tão poucas e muitas menos vezes efectivada.

Outra questão que também levantei na Assembleia Municipal, refere-se à necessidade imperiosa de dotar a E.N. 318 de passeios.

A EN318 é a mais movimentada da freguesia de S. Romão do Coronado e nas suas bermas circulam diariamente dezenas de peões.

Para ir aos bancos, aos correios, à Junta de Freguesia, ao comércio local, ao Centro de Saúde, à Farmácia é obrigatório a utilização desta via.

Crianças que se deslocam para a catequese e pessoas que à falta de espaços verdes utilizam esta via para as suas caminhadas, correm verdadeiros riscos.

Urgente também é a construção de passeios na EN 318-1 que liga S. Romão a S. Mamede e a repavimentação da EN 318 em Fonteleite que se encontra num estado lastimável.

Na Assembleia de Dezembro de 2006, o Sr. Presidente, respondendo à minha interpelação sobre este assunto disse: ” a estrada 318 está sem passeios, é verdade, mas cada coisa a seu tempo, foi recuperada e agora vamos aos passeios, com buracos não vejo, mas com alguns abatimentos que são relativos.”

Só que o tempo passa e os passeios ainda não existem, ao contrário dos buracos e dos abatimentos que são bem reais, apesar de o Sr. Presidente os considerar “relativos”.

Só quem nesta estrada passa percebe a angustia das gentes do Coronado!

Continuamos a aguardar……

 

Teresa Fernandes