Os consumidores podem poupar até 700 euros por ano se escolherem o supermercado mais barato, alerta a Deco, que visitou 572 estabelecimentos em todo o país. A Deco Proteste comparou mais de 66 mil preços, recolhidos em 133 localidades de Norte a Sul do país e ilhas, e chegou à conclusão que a cadeia Feira Nova é a mais barata.

 A edição de Setembro da revista dos consumidores apresenta ainda uma lista com a morada do estabelecimento ou a cadeia que em cada cidade pratica os preços mais baixos.

Assim, tendo em conta que os hábitos de compra dos consumidores são variados, a Proteste formou três cabazes: um com 100 produtos de características e marcas definidas, para quem privilegia as marcas, outro com 81 produtos, para quem escolhe os mais baratos, e um terceiro composto por 64 produtos de marca própria das superfícies.

Segundo o coordenador deste trabalho, António Meireles do Souto, para o primeiro cabaz houve dois tipos de classificação, uma por «loja individual» e outra por cadeias.

No ranking das lojas individuais, para quem gosta de comprar produtos com características e marcas definidas, os mais baratos de todo o país foram os Intermarchés das Caldas das Taipas, em Guimarães, e da Covilhã, em primeiro lugar, logo seguidos pelo de Mafra e, finalmente, pelo de Portalegre, revela a Deco Proteste.

Os melhores hipers

Na classificação por cadeias de supermercados, a melhor opção para o cabaz um é o Feira Nova, logo seguido pelo Continente, que se mantém no segundo posto desde o ano passado. Já as cadeias E. Leclerc, Ecomarché, Jumbo, Minipreço e Pão de Açúcar ocupam o terceiro lugar.

Para o terceiro cabaz, só com produtos de marca própria ou exclusiva, é novamente a cadeia Feira Nova a melhor escolha, seguida pelo Minipreço e pelo Pingo Doce.

Para quem escolhe só os produtos mais baratos e não liga a marcas, «a Aldi estreou-se da melhor maneira», afirma a Deco, adiantando que esta cadeia, juntamente com a Plus – outra «loja de desconto» -, partilha o primeiro lugar, destronando desde 2004 as lojas Lidl, que aparecem na terceira posição. O segundo lugar é ocupado pelo Minipreço.

Os distritos mais baratos

Ainda de acordo com o estudo da associação dos consumidores, o Norte e o Centro do País têm os preços mais baixos, mas este ano três supermercados de três distritos do Sul conseguiram impor-se entre os oito mais baratos: Intermarché de Mafra (Lisboa), Intermarché de Portalegre e Continente do Fogueteiro.

«Os mais caros encontram-se também na região de Lisboa: o Polisuper, em São João do Estoril, e o El Corte Inglês, na Avenida António Augusto Aguiar».

Nas cidades de Coimbra e Porto, o Pingo Doce é o mais barato. O mesmo sucede no concelho de Lisboa, onde o Feira Nova ocupa o segundo lugar. Já na cidade de Faro é o Feira Nova o estabelecimento com preços mais baixos, seguido pelo Pingo Doce e pelo Modelo. Contudo, é nos distritos de Lisboa, Faro e Setúbal que os preços mais variam.

«Na mesma cidade, a poupança pode estar no outro lado da rua», alerta a Deco Proteste, exemplificando que se um consumidor que gasta 250 euros por mês no Pingo de Ouro, na Rua Santana à Lapa, mudar para o Pingo Doce, na mesma rua, poupará todos os meses 41 euros, ou seja, cerca de 495 euros por ano.

A revista apresenta ainda um outro caso semelhante em Setúbal: um consumidor que gaste por mês 250 euros no Europa, do Seixal, em vez de fazer as compras no Continente da mesma localidade, desperdiça 55 euros por mês, ou seja, mais de 650 euros por ano.