Ciclista trofense despertou a atenção dos críticos do ciclismo que, ao verem-no conquistar o 4º lugar da Volta a Portugal, o colocam no lote de candidatos à vitória no futuro. Na subida à Torre, na 8ª etapa, Daniel Silva mostrou a excelente condição física com que participou na 74ª edição da Volta a Portugal em Bicicleta, quarta na carreira desportiva. O atleta da Onda Boavista subiu ao alto de Seia, no dia 24 de agosto, com o até então líder Hugo Sabido e apenas deixou escapar David Blanco, o primeiro a chegar à meta e a roubar a “camisola amarela”.

O 6º lugar obtido na Torre fez com que segurasse o 9º lugar na geral. No fim da etapa, e com duas para disputar, Daniel Silva pensava que a classificação final não seria muito diferente, mas a surpresa ainda estava para chegar. No dia seguinte, no contrarrelógio, o ciclista trofense, um trepador nato, mostrou que se está a tornar num dos mais promissores atletas nacionais da modalidade, conseguindo ser o segundo melhor português (7º na etapa), que lhe permitiu “saltar” para o 4º lugar na geral, que não deixou escapar na derradeira ronda, que terminou em Lisboa, a 26 de agosto. 

Daniel Silva ficou atrás do vencedor David Blanco, Hugo Sabido e Rui Sousa, chamando à atenção dos críticos que o apontam como um dos candidatos à vitória da competição em edições futuras. Em entrevista ao NT, o ciclista preferiu não elevar a fasquia, afirmando que “quando a expectativa é alta, a desilusão pode ser maior”. “Há amigos que me dizem que para o ano vou ganhar, mas também não é assim tão fácil. São 150 ciclistas, há 150 resultados possíveis. Todos os atletas portugueses estão em forma e querem ganhar, já para não falar da competitividade que as equipas estrangeiras imprimiram na prova. É uma incógnita. Este ano, o Ricardo Mestre (vencedor da Volta em 2011) teve de desistir devido a uma queda. Tudo faz parte e há muitas coisas que podem condicionar o nosso resultado”, explicou.

“Nunca” será capaz dizer que vai correr para ganhar, mas tem noção que o 4º lugar conquistado este ano “vem marcar a evolução” que tem tido. A caminhada tem sido crescente: na primeira Volta em que correu ficou em 38º, seguindo-se o 12º e 10º, em 2011. O contrarrelógio, admite, foi “o ponto-chave”. “Ninguém estava à espera que eu fizesse o 7º lugar e dos dez primeiros só estavam dois portugueses, eu e o José Gonçalves, que é o campeão nacional de contrarrelógio. Quem percebe de ciclismo sabe que, para vencer uma Volta a Portugal, o ciclista tem que subir bem, mas também tem que fazer bons contrarrelógios”, explanou.

Este ano, pegou na “cabra” (bicicleta específica para contrarrelógio) mais cedo que o ano passado e conseguiu testar posições e a resistência. Os resultados começaram a surgir já no campeonato nacional, no qual conseguiu obter a 4ª posição. Sabia, por isso, que podia “fazer um bom contrarrelógio”, mas o estatuto de segundo melhor português foi “acima das expectativas”. 

Leia a reportagem completa na edição desta semana d’ O Notícias da Trofa, disponível num  quiosque perto de si ou por PDF.

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