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Ano 2011

Danças e Cantares celebrou o 26º aniversário

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A direção aproveitou o momento de festa e fez um balanço destes 26 anos, considerando ter mais aspetos positivos do que negativos.

Foi na presença de componentes, sócios e familiares, que o Grupo Danças e Cantares de Santiago de Bougado, comemorou o seu 26º aniversário. Manuela Moreira, presidente do Danças e Cantares, considerou que a época anterior correu bem, com “algumas deslocações bastante interessantes”, salientando o quadro de etnografia realizado esta época. O trabalho do vinho foi o tema escolhido para este quadro, que decorreu num campo em Cedões, propriedade de duas diretoras do grupo, que lhes ofereceram o vinho. “Começamos no campo, desde a poda, o sulfatar e o vindimar. Falta-nos agora completar em termos de adega, porque não conseguimos uma à altura, com todas as características necessárias. Não tivemos tempo para procurar porque o vinho também amadureceu muito rápido”, afirmou Manuela Moreira, salientando que esta será uma tarefa para terminar na próxima época.

A presidente desta associação fez ainda um balanço bastante positivo destes 26 anos, frisando como um momento marcante a comemoração dos 25 anos. A par desta data tão importante, estão também as saídas ao  estrangeiro, “o que não quer dizer que as saídas cá em Portugal não sejam interessantes, porque são muito, mas acho que todas as saídas que temos feito ao estrangeiro, são um êxito e muito gratificantes. Os próprios componentes, o facto de irem fora, torna-os mais solidários, unem-se mais” disse Manuela Moreira.

Questionada sobre a representação de Santiago de Bougado, a presidente afirma que os dois grupos da terra de Bougado, Etnográfico e Danças e Cantares, “levam longe e com muita seriedade a cultura e a etnografia de  Santiago de Bougado”, sublinhando que o que precisam neste momento é de “ajudas, que infelizmente não há muitas em termos de subsídios”.

Para a próxima época têm três convites para ir ao estrangeiro, mas por questões financeiras, não sabem se poderão aceitar. “E é com muita pena nossa que não vai ser viável. Se nós tivéssemos ajudas, quer fosse da câmara, da junta ou de particulares da freguesia seria bom. Claro que as três estão fora de questão, mas pelo menos uma” gostavam de ir. “E uma saída ao estrangeiro não fica propriamente económica em termos de deslocação. Já não falo em alojamento, porque normalmente eles é que nos dão, mas a própria viagem em si é muito dispendiosa”, concluiu Manuela Moreira.

Aproveitou ainda o momento para agradecer ao NT “todo o apoio” que lhes tem sido dado. Estas comemorações começaram com uma missa ao meio dia, na Igreja Matriz de Santiago de Bougado. De seguida, foram cantar as Boas Festas ao Pároco Armindo Gomes, terminando com um almoço convívio na sede.

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Ano 2011

O ano de 2012 não será uma hecatombe, mas…

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A passagem de mais um ano, obriga-nos a meditar sobre o ano que passou e o ano que está a chegar. Não é que se viva de recordações, mas elas são muito úteis para se poder fazer um balanço da nossa vida; de onde viemos, para onde vamos. É o tradicional «reveillon», talvez o mais triste dos últimos anos.

O ano que agora finda é provavelmente, aquele que mais afetou a vida de quase todos nós, que ainda por cá andamos. O ano que virá, não será uma hecatombe, mas será um ano de muitas falências, de desemprego, de recessão e de depressão. Será a continuação da crise, ainda mais agravada com o passar do tempo.

Não vai ser possível escapar a mais um ano de recessão e caos económico, uma situação que não vivemos desde a segunda guerra mundial. O ano que agora festejamos o seu fim, brindou os portugueses com algumas medidas de carácter económico, que fizeram abalar a “carteira” de muitos, a começar com os cortes, para alguns, nos subsídios de férias e de natal, no fim das borlas nas SCUT, o fim do passe social para todos e os diversos e sucessivos aumentos em produtos necessários ao nosso dia-a-dia.

A crise que estamos a atravessar é uma crise quase generalizada a todo o mundo: o Ocidente debate-se com uma grave crise económica, que dura há mais de três anos; a África continua com as suas tradicionais crises humanitárias, económicas e políticas; a Ásia está a viver um conjunto de problemas originados pelo crescimento económico muito rápido de diversos países. A crise – financeira, económica e social -, alastrou-se a todo o mundo e o ano de 2012 vai exigir um combate em todas as frentes, vai exigir soluções globais.

Os decisores políticos mundiais deverão ter em atenção algumas premissas para que o combate tenha o êxito desejado. Em primeiro lugar, deve ser dada a primazia da economia sobre as finanças, mas antes de tudo devem dar a primazia ao ser humano. Não se quer uma economia baseada no «capitalismo selvagem», mas uma economia centrada no homem. É no homem e para o homem e nos princípios da solidariedade, que a economia deve estar focada. Só assim é que faz sentido.

Vai ser preciso um combate eficaz à miséria, à fome, ao desemprego, que grassa por todo o mundo. Seguramente, o ano que se avizinha terá de ser um ano de grandes transformações, pois os desafios são tremendos. Vai ser preciso suster o descalabro das finanças públicas, deter o galopante crescendo da dívida soberana dos Estados e fazer crescer a economia.

A crise que o mundo está a atravessar interpela todos, pessoas e povos, homens e mulheres, jovens e menos jovens, empregadores e empregados, partidos políticos e grupos de reflexão a um profundo discernimento dos princípios e dos valores que estão na base da convivência social. A crise obriga a um empenhamento geral, numa séria reflexão sobre as causas e soluções de natureza política e económica não deixando de ter o homem como epicentro. Para o bem-estar da humanidade. Sempre!

José Maria Moreira da Silva

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moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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Ano 2011

Grupo de Jovens de Guidões recria presépio

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O Grupo de jovens S. João Baptista de Guidões deu vida ao presépio, numa iniciativa que é já tradição na freguesia.

Para muitos o dia de Natal é sinónimo de descanso e convívio familiar, mas em Guidões cerca de duas dezenas de jovens abdicam do conforto do lar para dar vida ao nascimento de Jesus, recriando o Presépio ao Vivo.

O último domingo, 25 de dezembro, começou bem cedo para o grupo. Ainda o relógio da Igreja Paroquial, onde é encenado o presépio, não assinalava as 7 horas e já os primeiros elementos chegavam para ultimar os preparativos. “Há certas coisas que apenas podemos fazer no dia, como colocar decorações e trazer os animais”, explicou o presidente do grupo de jovens, José Pedro Campos. Depois de tudo colocado no devido sítio, os animais acomodados nas suas cercas e dos jovens vestirem os trajes da época, era altura de ensaiar a encenação que deveriam levar a cabo durante a eucaristia de Natal. “Este ano, para além do presépio, também fizemos uma pequena atuação no momento de Ação de Graças”, esclareceu o responsável.

Esta é uma iniciativa que o Grupo de Jovens S. João Baptista de Guidões desenvolve há já vários anos: “Naturalmente que dá bastante trabalho”. “Toda a estrutura foi criada de raiz e é da responsabilidade dos elementos do grupo que soldam, pregam, serram e fazem o que for necessário para que tudo esteja pronto no dia de Natal”, acrescentou José Pedro Campos.

Neste presépio existem anjos, pastores, reis, José, Maria e muitas outras personagens que recriam os relatos da Bíblia, como a aparição do anjo a Maria, a falta de lugar na hospedaria em Belém para José e Maria pernoitarem ou a fuga para o Egito, depois de Herodes ordenar a morte de todos os bebés.

O objetivo é “diversificar as cenas todos os anos para não se tornar monótono”. Se ainda não teve a oportunidade de visitar o Presépio ao Vivo, pode fazê-lo no dia 1 de janeiro entre as 14 e as 17.30 horas.

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