A Cruz Vermelha da Trofa quer concretizar um projecto que poderá alimentar muitas almas. A ideia de criar um refeitório itinerante para distribuição de refeições quentes aos mais desfavorecidos do concelho já foi apresentado ao ao programa da Sic, “A minha Terra quer” e a votação termina esta sexta-feira.

Combater a fome de uma forma próxima e eficaz é o objectivo da delegação da Trofa da Cruz Vermelha Portuguesa, que apresentou o projecto ao programa da Sic, “A minha Terra quer”, para a vinda de um refeitório social itinerante para o concelho.

A ideia surgiu para concretizar um “sonho antigo” de Odete Pedroso, presidente da delegação da Cruz Vermelha na Trofa.

“Eu tenho um sonho antigo que é dar refeição quente e sítio onde pernoitar a todos aqueles que precisem. Mas eu achei por bem concorrer a este projecto e começava com as refeições quentes e depois com a vinda de outro projecto construíamos o local para abrigo dessas pessoas”, afirmou a Odete Pedroso.

Este projecto de entrega de refeições quentes terá como beneficiários, já identificados pela Cruz Vermelha, 12 utentes, no entanto existem outros beneficiários indirectos.

“O carro é oferecido, já montado com tudo, e nós não vamos cozinhar porque a comida já vem servida em doses, por uma empresa que depois iremos contratar. E queremos ver se temos voluntários para distribuir os alimentos em todas as freguesias”.

O objectivo será garantir à população carenciada através de uma refeição quente, sete dias por semana, assegurar uma dieta alimentar equilibrada, com valores nutritivos correctos e melhorar a alimentação e consequentemente a qualidade de vida dos mais carenciados.

Esta é segundo a Cruz Vermelha “uma resposta da Trofa para a Trofa com parcerias e voluntariado com o Centro de Saúde, a Câmara Municipal e o Banco de Voluntariado, entre outros”.

“São muitas as pessoas que não têm abrigo e não têm o que comer”. Este é o problema com que Odete Pedroso se depara todos os dias que surgem famílias diferentes que pedem todo o tipo de alimentos.

“A Cruz Vermelha não manifesta muito as acções que faz, mas 275 pessoas vêm buscar a mercearia todos os meses. Ainda no ano passado a Cruz Vermelha comprou 500 quilos de arroz e massas e conservas que também nos ofereceram que foram como uma gota no oceano”, acrescentou.

Agora, a entrega de alimentos está mais limitada, ou seja, só pode usufruir dos alimentos quem apresentar os seus rendimentos. Mas, segundo a responsável, “há sempre pão para aqueles que vierem pedir”.

Odete Pedroso lamenta as “muitas carências” do novo concelho, mas ressalvou que “já temos muita coisa que não tínhamos antes, no entanto, ainda temos muito que caminhar para fazer uma Trofa feliz”. Para isso contam com a ajuda de Bernardino Vasconcelos, presidente da autarquia: “felizmente também temos um presidente que é muito humano, o que estiver relacionado com crianças, velhinhos e doenças está à frente de tudo”.

Agora para ajudar na diminuição destas “carências”, Odete Pedroso conta com as chamadas de todos os trofenses para o número 760206002, o custo da chamada são 0,60 cêntimos e o prémio será atribuído ao projecto portuense com mais votações, contabilizadas até esta sexta-feira.

Para além do projecto das refeições itinerantes da Cruz Vermelha da Trofa, existe ainda o projecto da Cruz Vermelha de Vila Nova de Gaia, com o “Espaço Feminino” e o dos Bombeiros Voluntários de Valbom que necessitam de monitores de sinais vitais.

{flvremote}http://trofa.otos.tv/videos/cruzvermelha.flv{/flvremote}