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Edição 450

Crónica Verde. É Natal…

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Aproxima-se a época em que o consumismo atinge o seu auge: o Natal.

Quero deixar claro que eu gosto do Natal. E também gosto das prendas, de as dar a quem trago no coração, de as receber… Mas as prendas são uma parte de algo maior, uma fascinante mistura de crenças, tradições, algumas tão antigas que se perdeu nos tempos o seu porquê; interpretadas, adaptadas, transformadas, cunhadas, a cada ano, por cada família que as adopta. Para mim , o Natal é o entusiasmo em estudar e fazer as decorações de Natal; o escolher ou fazer carinhosamente cada presente, cada oferta, até os embrulhos; o partilhar com amigos, vizinhos, desconhecidos; o participar na alegre labuta dos doces tradicionais segundo receitas herdadas; é a leve excitação que paira no ar até ao dia 24; é a alegria esfuziante dos mais pequenos… É confusão, risos, conversas, abraços, frio lá fora e lenha a arder na lareira, cheiro a calda de açúcar, a pão a levedar e a especiarias. É a família que se junta – às vezes vinda de pontos opostos do país ou até do outro lado do mundo – e, durante uma noite e um dia, celebra o que a une: amor.

Posto isto, acredito que é possível vivermos alegremente esta época sem seguirmos a “corrente”, sem sermos sugados pelo apelo assustador do tal consumismo.

Há muitas escolhas e decisões que podem tornar o nosso natal numa festividade mais “amiga do ambiente”, desde a escolha conscienciosa da árvore de natal, até à compra dos ingredientes – preferencialmente de origem local – para a consoada, passando pelo que fazemos aos embrulhos no final da festa (que tal guardá-los para os reutilizar no próximo Natal?), mas como hoje não posso falar de tudo, vou focar-me nas prendas, onde – presumo – é gasta a fatia maior do “orçamento natalício” (e talvez descubram que não tem que ser assim).

Gostaria de vos pedir para, quando escolherem os presentes para os vossos entes queridos terem em atenção o impacto que estes têm no meio que nos rodeia. Muito resumidamente, optem por presentes que sejam (sempre que possível) reciclados/recicláveis, biodegradáveis; que não impliquem exploração animal; que não tenham na sua composição elementos perigosos para a saúde e o ambiente e cuja produção, de preferência local, não advenha da exploração de mão-de-obra. E troquem os shoppings pelas ruas da cidade!

Pode dar um bocadinho mais de trabalho, mas o facto de sabermos porque o estamos a fazer aquece-nos o coração, acreditem!

E até vos deixo algumas sugestões:

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uma bicicleta; lápis e cadernos reciclados; pequenos vasos com cactos coloridos; sacos de pano para compras, sacos de compras com rodinhas; carregador de baterias solar; floreira de ervas aromáticas; um cabaz gourmet ecológico, com produtos orgânicos e de comércio justo (chás, cafés, chocolates, azeite, conservas, vinhos, compotas); um cabaz com produtos de beleza naturais; t-shirts de algodão biológico; uma iogurteira; ecoponto caseiro; um cheque-prenda para uma massagem; plantas (adequadas ao clima onde vão ser colocadas); livros com dicas sobre como ser mais ambientalmente sustentável; bilhetes para o teatro ou um concerto; fazer bolachas e biscoitos e oferecê-los, de preferência em caixas reutilizadas, decoradas em casa; para quem tiver “jeito de mãos”, oferecer outras coisas “feitas por nós”: bijuterias e acessórios, roupas…

Que tal, aceitam o desafio?

Bom Natal!

 

ema magalhães | APVC

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Edição 450

Brinquedos tradicionais de madeira expostos na Casa da Cultura

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Quer uma boa razão para visitar a Casa da Cultura? Que tal visitar a exposição “Produção de Brinquedos Tradicionais em São Mamede do Coronado”, que vai estar patente até ao próximo dia 31 de dezembro.

A sala de exposição está transformada num mundo de sonho para pequenos e graúdos, reunindo brinquedos de coleção, das décadas de 50, 60 e 70 do século XX e ainda exemplares da recriação e interpretação contemporânea dos mesmos brinquedos, que são agora certificados e adequados ao manuseamento das crianças.

A exposição, inaugurada aquando das comemorações do 15º Aniversário do Concelho da Trofa, convida os visitantes a viajarem no tempo, revivendo momentos da sua infância, ao mesmo tempo que conta “a história da evolução da produção de brinquedos na região”, contando para tal com contributos da oficina Artesana, propriedade do artesão trofense, Abílio Cardoso. Presente em vários certames promovidos pela autarquia, bem como em alguns programas de televisão e feiras de artesanato nacionais e internacionais, este artesão não deixa “morrer” estes brinquedos, levando-os também até às novas gerações.

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Edição 450

A minha freguesia…

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atanagildolobo

«…A minha freguesia de Guidões, temporariamente em coma, …extorquida que foi ao seu povo, ilegitimamente, um dia será recuperada lícita e democraticamente.» 

O populismo e a demagogia leviana sempre foram fáceis e é a realidade e o tempo que os desmascararam. Assim foi e é com Passos e Portas. Quem disse não aumentar os impostos, não despedir, não cortar nos salários e pensões na última campanha para a AR? Quem se dizia amigo do contribuinte, do reformado e da lavoira? A realidade acabou por revelar tão argutos políticos. Também no passado dia 20 de Outubro palavras bonitas cheias de boas intenções não faltaram na última assembleia municipal: compromisso de respeito pelo tratamento com igualdade de todas as freguesias e de todos os cidadãos, independentemente da sua cor política; reiteração dos compromissos eleitorais, etc… Mas no decorrer da assembleia já se notaram laivos próprios do ”PSD”. Digo “PSD” pois é bem diferente ser-se social-democrata. O Sr. Presidente da Câmara deu as boas vindas no discurso final e entre todos, realçou o representante da CDU, lamentando não terem estado, esta força e o seu representante, Paulo Queirós, presentes nos últimos quatro anos. Ora, a CDU e Paulo Queirós estiveram bem presentes na política local. A CDU, antes de ninguém, sem ambiguidades, logo deu a sua opinião sobre a localização dos futuros «Paços do Concelho». A CDU permaneceu sempre na luta pelo Metro para a Trofa, de forma coerente e consequente, na Trofa e na AR. Coisa que PSD e CDS não podem alegar, porque se o Metro ainda não chegou ao nosso concelho, é muito por culpa destes partidos, atenta a posição do governo e da maioria na AR. A CDU esteve na primeira linha contra a extinção das freguesias, sobretudo quando essa extinção foi contra a vontade e o sentir das populações. Mas não me lembro de ter visto o atual presidente de câmara nessas batalhas.

Acrescentou o Sr. Presidente estar muito preocupado com o desemprego na Trofa. E culpou a falta de acessibilidades e os altos impostos pela não fixação de empresas no concelho e a sua deslocalização para concelhos vizinhos. Se bem me lembro… foi ainda no reinado do PSD que a Tesco passou da Trofa para Ribeirão. E depois, Sr. Presidente, quantas empresas pequenas e médias da Trofa, insolventes, foram parar à liquidação e encerramento? Quantas estão em reestruturação? Sobretudo da área da construção civil e similares. Qual o número de trabalhadores que foram para o desemprego em consequência? Quantos trabalhadores emigraram? E de quem é a culpa, Sr. Presidente? Não será da política do seu governo PSD/CDS que optou por uma política mais troikista que a troika com o dobro da austeridade, que nos conduziu à recessão, à quebra do consumo e ao empobrecimento?

Um senhor da finada freguesia de Alvarelhos que PSD/CDS liquidaram foi lamentar-se de as freguesias terem perdido duzentos e tal mil euros pela ausência de pronúncia da A.M. anterior a favor da extinção de freguesias. Será que esse senhor queria que a A.M. se manifestasse no sentido contrário ao das assembleias de freguesia, onde estavam os representantes diretos da população. Com que legitimidade? Será este senhor a favor da imposição à força? Da ditadura? E o Sr. Presidente da Câmara vem agora dizer que é contra a extinção do município da Trofa. E se a reforma do Estado de Paulo Portas mais o livro, não sei que cor vai ter desta vez, assim o entender? Se o PSD/CDS da Trofa não for a favor será que o concelho que resultar da agregação não vai perder duzentos e tal mil euros? E o senhor que se lamentou, vai voltar a lamentar-se? Vejam bem as vossas contradições…

Eu, por mim, pouco me importo com os duzentos e tal mil euros que perdemos. O que, aliás, está por demonstrar. Digam lá quais são as freguesias nas redondezas com pronúncia da A.M. a receberem o dito benefício dos 15%? A mim, e a todos os meus conterrâneos, roubaram-nos uma coisa muito mais importante. Extorquiram-nos a nossa freguesia. E não há dinheiro no mundo que pague isso. E apesar de no decorrer da A.M. me terem chamado a mim e a todos os outros assistentes de «fregueses» digo-lhes já que, dessa política antidemocrática de imporem as coisas contra a vontade das populações, retirando-lhes aquilo que é mais sagrado e amado, eu não sou freguês, nem a minha freguesia de Guidões, temporariamente em coma, esteve à venda e tirada que foi ao seu povo, ilegitimamente, um dia será recuperada licita e democraticamente.

 

Guidões, 25 de Novembro de 2013.

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Atanagildo Lobo

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